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    EUA atacam com mísseis navio perto do Irã; houthis matam 4

    A violência voltou a escalar nesta terça-feira (11) nas águas do Oriente Médio . Os Estados Unidos dispararam dois mísseis contra um navio que furou seu bloqueio ao Irã , e rebeldes pró-Teerã do Iêmen mataram quatro marinheiros em uma embarcação no mar Vermelho. Leia mais (08/11/2026 - 17h08)

    Folha de S.Paulo
    11 de agosto de 2026 às 20:08
    EUA atacam com mísseis navio perto do Irã; houthis matam 4
    Navio de guerra navegando no mar com helicóptero pairando próximo à popa ao pôr do sol. Céu claro e mar calmo compõem o cenário. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A violência voltou a escalar nesta terça-feira (11) nas águas do Oriente Médio . Os Estados Unidos dispararam dois mísseis contra um navio que furou seu bloqueio ao Irã , e rebeldes pró-Teerã do Iêmen mataram quatro marinheiros em uma embarcação no mar Vermelho.

    Um helicóptero MH-60 semelhante ao que atacou o cargueiro perto do Irã pousa em um destróier americano no Oriente Médio - Marinha dos EUA - 19.mai.26/AFP · Marinha dos EUA - 19.mai.26/AFP
    Um helicóptero MH-60 semelhante ao que atacou o cargueiro perto do Irã pousa em um destróier americano no Oriente Médio - Marinha dos EUA - 19.mai.26/AFP · Marinha dos EUA - 19.mai.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os incidentes ocorreram em meio ao impasse diplomático vivido na região entre o governo de Donald Trump , que voltou a fazer ameaças aos iranianos, e a teocracia, em torno de um acordo para pôr fim à guerra iniciada por EUA e Israel no fim de fevereiro.

    O mercado de petróleo reagiu mal, com o barril de contratos futuros subindo e ficando acima dos US$ 90 pela primeira vez neste agosto.

    O primeiro episódio ocorreu no estreito de Bab el-Mandeb, que liga o mar Vermelho ao oceano Índico. Os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, dizem ter bloqueado a passagem para navios indo e vindo de portos de sua rival Arábia Saudita .

    EUA e Irã retomam ataques após fim de cessar-fogo
    EUA e Irã retomam ataques após fim de cessar-fogo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Um pequeno navio de carga egípcio, o Tihamah, drones atingiram, segundo o governo iemenita deposto da capital do país em 2014 pelos houthis. Os rebeldes só confirmaram a ação mais tarde, mas disseram que a embarcação, na verdade, levava armas para os sauditas.

    Essas são as primeiras mortes causadas por um ataque houthi desde que eles entraram no conflito, no mês passado. Com agenda própria, no caso dominar o oeste do Iêmen contra o antigo governo apoiado por Riad, os rebeldes agem em coordenação com os iranianos.

    Já a ação americana ocorreu depois, quando um helicóptero MH-60 Seahawk disparou dois mísseis Hellfire contra a casa de máquinas navio de carga M/V Vela Nova, de bandeira panamenha. O navio estava junto na costa do Paquistão, rumando ao estreito de Hormuz , que liga o Índico ao Golfo Pérsico.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo os americanos, ele se recusou a parar no bloqueio restabelecido pelos americanos em 14 de julho e ia para um porto iraniano. No plano de viagem declarado da embarcação em sites de monitoramento, contudo, seu destino alegado era os Emirados Árabes Unidos.

    O Comando Central dos EUA, responsável pelas operações na região , disse que já foram desviados de curso 55 navios, enquanto 2 foram abordados e 3 receberam fogo, incluindo o Vela Nova. Não houve relatos de feridos.

    Antes da atual fase do bloqueio, os EUA já haviam atirado contra nove navios na região, embora tenham cessado os b ombardeios reiniciados em julho, que se mostraram ineficazes para dobrar Teerã.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O cerco não dissuadiu os iranianos de buscar manter o controle do estreito de Hormuz, vital rota por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural do mundo antes do início da guerra. Ao contrário, a teocracia reafirmou sua disposição nesta terça.

    O novo chefe do poderoso Conselho Supremo de Segurança Nacional do país, Mohsen Rezaei, afirmou que as negociações para dividir o controle do estreito com o dono da outra metade de suas águas, Omã, são independentes do conflito com os EUA.

    Com isso, ele disse que Hormuz seguirá fechado mesmo se houver um arranjo com os omanis, e só será reaberto se os EUA concordarem com as condições básicas do memorando que havia sido assinado em 17 de junho entre os rivais.

    O memorando levou a um cessar-fogo que ruiu no começo de junho. Na interpretação de Rezaei, as hostilidades têm de acabar, os EUA precisam descongelar os ativos iranianos no exterior e a guerra na região deve cessar, inclusive no Líbano e em Gaza, apesar de Israel não ter participado do memorando.

    O tráfego marítimo na região segue travado. Em Hormuz apenas 6 embarcações passaram na segunda (10), ante 140 do período pré-guerra. Em Bab el-Mandeb, a média diária de navios transitando caiu de 50 para 32, segundo a consultoria Kpler.

    O jogo de pressão vem do lado americano também, com Trump voltando a dizer que acredita numa solução rápida para a crise, como vem afirmando nos últimos meses, mas prometendo ou mais pressão financeira, ou ataques militares contra a teocracia.

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    Na prática, as sinalizações são de que o republicano seguirá apenas com o bloqueio, dados os relatos da imprensa americana de que a chefia das Forças Armadas não vê mais saída militar baseada apenas em bombardeios para a crise.

    Além disso, o partido de Trump enfrenta duras eleições parlamentares em novembro, e a guerra é impopular nos EUA. Algo parecido ocorre no aliado Israel, onde o premiê Binyamin Netanyahu luta para ficar no poder no pleito legislativo de outubro.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/eua-atacam-com-misseis-navio-perto-do-ira-houthis-matam-4.shtml.

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