Etiqueta de dinheiro, bilhete e foto de carro: autor de homicídio no Maranhão entregou à PF supostas provas contra políticos
Gilbson Cutrim Júnior narrou, em depoimento à PF, sua versão sobre o homicídio Reprodução/JN Gilbson Cutrim Júnior – condenado por um homicídio em São Luís que trouxe à tona suspeitas de um esquema de desvio de dinheiro público no Maranhão – entregou à Polícia Federal (PF) documentos que, segundo ele, podem ajudar a comprovar a participação do grupo do governador Carlos Brandão (MDB) em crimes: um papel escrito à mão com números de processos; a etiqueta que acompanhava um maço de dinheiro vivo; e o vídeo de um carro estão entre as supostas provas. De acordo a defesa de Gilbson Júnior, o govern
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Gilbson Cutrim Júnior narrou, em depoimento à PF, sua versão sobre o homicídio — Foto: Reprodução/JN
Gilbson Cutrim Júnior – condenado por um homicídio em São Luís que trouxe à tona suspeitas de um esquema de desvio de dinheiro público no Maranhão – entregou à Polícia Federal (PF) documentos que, segundo ele, podem ajudar a comprovar a participação do grupo do governador Carlos Brandão (MDB) em crimes:
um papel escrito à mão com números de processos; a etiqueta que acompanhava um maço de dinheiro vivo; e o vídeo de um carro estão entre as supostas provas.

De acordo a defesa de Gilbson Júnior, o governador e familiares combinaram com ele a "cobrança de processos referentes a recebíveis de gestões passadas e o transporte de valores para o escritório da família" Brandão.
O esquema, segundo Gilbson Júnior, consistia em procurar empresas que tinham valores a receber de governos anteriores e combinar o pagamento, na atual gestão, desde que os empresários devolvessem uma parte do dinheiro.
"Ficou acertado que Gilbson César Soares Cutrim Júnior deveria 'correr atrás' de empresas que teriam valores a receber de gestões passadas, mais especificamente os valores que fossem acima de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões). Para tanto, foi-lhe repassada uma relação de processos conforme foto do documento abaixo", afirmou a defesa em petição enviada à PF.
Relação de processos Gilbson Cutrim Júnior entregou à Polícia Federal — Foto: Reprodução
Gilbson Júnior foi condenado por matar um homem a tiros em agosto de 2022, em um centro comercial de São Luís, o Tech Office. Inicialmente, a Polícia Civil do Maranhão concluiu que o homicídio, à luz do dia, resultou de uma briga pessoal.
Em 2024, ele foi condenado sozinho pelo crime a uma pena de 13 anos de prisão.
Depois, porém, a PF entrou no caso e apontou que o assassinato tinha relação com um suposto desentendimento devido à divisão de propinas oriundas de contratos públicos.
Na última terça (18), o g1 revelou um depoimento que Gilbson Júnior prestou à PF. Ele afirmou que teve várias reuniões com o governador Carlos Brandão dentro do Palácio dos Leões , sede do Executivo maranhense, e transportava dinheiro para o local.
Na segunda-feira (17), o ministro Flávio Dino, relator das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar do cargo o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão — que é sobrinho do governador.
Daniel é suspeito de envolvimento nos crimes e estava presente na reunião no Tech Office que culminou no homicídio.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/08/21/etiqueta-de-dinheiro-bilhete-e-foto-de-carro-autor-de-homicidio-no-maranhao-entregou-a-pf-supostas-provas-contra-politicos.ghtml.

Dino afasta presidente do Tribunal de Contas do Maranhão por 180 dias — Foto: G1
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