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    Estudo mostra que seca nos rios de Manaus pode elevar custo de contêineres em 147%

    A diminuição de profundidade nos rios usados para levar cargas a Manaus pode elevar em 147% o custo unitário de contêineres. Se o calado for menor de 3,2 metros, a capacidade de transporte cai 55% e o preço mais do que dobra, segundo dados de estudo feito a pedido da Abac (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem). Leia mais (09/18/2026 - 07h00)

    Folha de S.Paulo
    18 de setembro de 2026 às 10:00
    Estudo mostra que seca nos rios de Manaus pode elevar custo de contêineres em 147%
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    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Embarcação encalhada no rio Negro, em Manaus, em 2023 - Lalo de Almeida-20.out.23/Folhapress · Lalo de Almeida-20.out.23/Folhapress
    Embarcação encalhada no rio Negro, em Manaus, em 2023 - Lalo de Almeida-20.out.23/Folhapress · Lalo de Almeida-20.out.23/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    A diminuição de profundidade nos rios usados para levar cargas a Manaus pode elevar em 147% o custo unitário de contêineres. Se o calado for menor de 3,2 metros, a capacidade de transporte cai 55% e o preço mais do que dobra, segundo dados de estudo feito a pedido da Abac (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem).

    O levantamento foi realizado pela A&M Infra, da consultoria Alvarez & Marsal.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "O estudo foi apresentado à Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários] como uma ferramenta de apoio à atuação regulatória da agência, especialmente para subsidiar a definição de parâmetros técnicos que possam indicar o momento adequado para o início de restrições à navegação na região amazônica em períodos de seca ", afirma o diretor-executivo da Anac, Luis Resano.

    Se a profundidade tiver restrições de dois metros, a capacidade cai 35% e o custo unitário aumenta 63%, diz o estudo. Os resultados são teóricos e servem para dimensionar a ordem de grandeza do impacto, não representando números de empresas específicas. O efeito ocorre porque parte dos custos da viagem permanece mesmo com menos carga transportada, somando-se atrasos e armazenagem adicional.

    A preocupação é que o período de estiagem neste ano seja semelhante ao de 2023 , quando a baixa profundidade em outubro chegou a inviabilizar a passagem de navios por semanas. A movimentação de contêineres naquele ano, em Manaus, caiu 85% em relação a agosto.

    Em 2024, mesmo com o uso de píeres flutuantes em Itacoatiara, o transporte de cargas recuou 55% em outubro e 41% em novembro, na comparação com julho. A capital amazonense não possui ligação ferroviária, e a BR-319, única rota rodoviária com o Centro-Sul, segue sem pavimentação.

    "O trabalho também evidencia os impactos econômicos enfrentados pelas empresas de navegação à medida que o nível dos rios diminui, demonstrando que, mesmo com a adoção de medidas paliativas para manter as operações, há aumento relevante dos custos e impactos sobre a eficiência logística. Ele é fundamental para manter a operação sustentável", completa Resano.

    O estudo analisa também a LWS (Low Water Surcharge), sobretaxa cobrada para compensar custos extraordinários da operação em períodos de baixa navegabilidade e manter a continuidade do serviço.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/09/estudo-mostra-que-seca-nos-rios-de-manaus-pode-elevar-custo-de-conteineres-em-147.shtml.

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