Estudo liga bactérias intestinais ao ritmo de envelhecimento do cérebro
Análise com quase 1.500 adultos aponta relação entre microbioma, memória e sinais precoces de envelhecimento cerebral

Pesquisadores da Universidade de Ciências da Saúde da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, identificaram uma relação entre bactérias intestinais e o ritmo de envelhecimento do cérebro . O estudo, publicado na revista eBioMedicine em 9 de setembro, sugere que sinais biológicos ligados a esse processo podem aparecer antes de alterações perceptíveis na memória ou no raciocínio.
A equipe analisou exames cerebrais de quase 1.500 adultos e comparou a idade estimada do cérebro com a idade real de cada participante. A diferença entre esses valores foi usada como um indicador do envelhecimento cerebral .
Os cientistas utilizaram exames que medem a comunicação entre diferentes áreas do cérebro em repouso. Com esses dados, criaram um modelo para estimar a idade cerebral de cada pessoa.

Quando o cérebro aparentava ser mais velho do que a idade real, isso indicava um ritmo de envelhecimento mais acelerado . O índice foi comparado com testes cognitivos e dados de saúde dos participantes.
Nos três grupos analisados, pessoas com cérebro mais envelhecido tiveram pior desempenho em testes de memória de trabalho e funções executivas . Essas habilidades estão ligadas à capacidade de manter o foco, organizar tarefas e lidar com informações no dia a dia.
Esse grupo também relatou mais sintomas de depressão . As alterações estavam associadas a regiões do cérebro envolvidas com memória e com processos ligados à forma como a pessoa pensa sobre si.


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/estudo-liga-bacterias-intestinais-ao-ritmo-de-envelhecimento-do-cerebro.

Ekaterina Demidova/Getty Images — Foto: Metrópoles
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