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    Estudo inédito mapeia o que faz a 'chuva de sementes' ser mais rica na Mata Atlântica

    Desmatamento na Mata Atlântica atinge o menor nível em 40 anos, aponta levantamento Jornal Nacional/ Reprodução A sobrevivência de uma floresta depende de um processo quase invisível: todos os dias, milhares de sementes caem no chão levadas pelo vento, pela gravidade ou, principalmente, por aves, morcegos e macacos. O fenômeno é chamado pelos cientistas de "chuva de sementes" e é um dos mecanismos que garantem a permanência das matas. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram É a partir dele que surgem novas árvores e que a vegetação se renova depois de incêndios, desmatamentos ou outr

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    2 de setembro de 2026 às 11:23
    Estudo inédito mapeia o que faz a 'chuva de sementes' ser mais rica na Mata Atlântica
    Foto: G1

    Desmatamento na Mata Atlântica atinge o menor nível em 40 anos, aponta levantamento — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

    A sobrevivência de uma floresta depende de um processo quase invisível: todos os dias, milhares de sementes caem no chão levadas pelo vento, pela gravidade ou, principalmente, por aves, morcegos e macacos. O fenômeno é chamado pelos cientistas de "chuva de sementes" e é um dos mecanismos que garantem a permanência das matas.

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    Agora no g1 — Foto: G1 · Fonte: G1

    É a partir dele que surgem novas árvores e que a vegetação se renova depois de incêndios, desmatamentos ou outros distúrbios.

    Um levantamento inédito , o maior já feito sobre o tema na Mata Atlântica, mostrou que dois fatores são decisivos para que essa chuva de sementes seja mais rica: o volume de chuvas e, principalmente, a quantidade de vegetação nativa ao redor de cada área.

    O estudo também trouxe uma descoberta que pode mudar a forma como projetos de restauração são planejados. É melhor ter vários fragmentos de mata conectados do que um único fragmento isolado, mesmo que do mesmo tamanho total.

    A pesquisa foi coordenada por Marco Aurélio Pizo, do Instituto de Biociências (IB) da Unesp de Rio Claro, e reuniu dados coletados entre 1987 e 2021 por dezenas de pesquisadores em 52 áreas espalhadas por praticamente toda a Mata Atlântica brasileira. No total, foram analisados registros de 1.905 coletores de sementes, que somaram mais de 1,3 milhão de sementes de 1.029 grupos de plantas diferentes.

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    Área de Mata Atlântica na Serra do Mar — Foto: Divulgação/Ecovias

    Originalmente, a Mata Atlântica cobria mais de 1 milhão de km² ao longo do litoral brasileiro, avançando também sobre Argentina e Paraguai. A ocupação humana, intensificada desde o período colonial pela agricultura, pela urbanização e pela extração de madeira, reduziu o bioma a cerca de 23% de sua cobertura original, a maior parte hoje espalhada em fragmentos com menos de 50 hectares.

    Apesar da fragmentação, o cenário recente traz um dado positivo: segundo a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a taxa de desmatamento do bioma caiu 40% entre 2023 e 2024, a menor área desflorestada em 40 anos de monitoramento.

    Em vez de organizar uma nova coleta de campo, a equipe optou por reunir e cruzar dados já existentes, produzidos por outros grupos de pesquisa ao longo de mais de três décadas.

    "O que precisávamos saber não estava publicado", diz Marco Aurélio Pizo, do IB. "Era necessário conhecer, exatamente, quais sementes chegaram a cada coletor e em que quantidade. Esses dados brutos raramente são disponibilizados publicamente", explica.

    Unificar informações coletadas com métodos diferentes foi um dos maiores desafios do trabalho, já que cada pesquisa usava coletores de tamanhos distintos, períodos de amostragem variados e intensidades de coleta diferentes.

    Embaúba é considerada árvore pioneira e essencial para restauração da floresta — Foto: Acervo TG

    "As diferenças nas metodologias incluíam variações no tamanho dos coletores, estudos conduzidos em períodos distintos de amostragem e intensidades variadas de coleta", diz o docente. "Então, em um primeiro momento, tivemos que filtrar esses estudos para saber quais serviam", afirma.

    Para tornar os dados comparáveis, a equipe converteu todas as informações para uma mesma medida — densidade de sementes por metro quadrado — e descartou estudos feitos em áreas de restauração ou de campo aberto, mantendo o foco apenas em florestas nativas. Por fim, os dados de sementes foram cruzados com mapas de uso da terra do projeto MapBiomas e com informações climáticas, permitindo avaliar o efeito do tamanho dos fragmentos, da cobertura vegetal ao redor de cada ponto, do grau de fragmentação e da precipitação.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/09/02/estudo-inedito-mapeia-o-que-faz-a-chuva-de-sementes-ser-mais-rica-na-mata-atlantica.ghtml.

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