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    Estudo encontra 36 genes ligados ao TOC e a tiques crônicos

    Estudo internacional identifica 36 genes ligados ao TOC e tiques crônicos e revela conexões com outros transtornos cerebrais O post Estudo encontra 36 genes ligados ao TOC e a tiques crônicos apareceu primeiro em Olhar Digital .

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    1 de setembro de 2026 às 13:49
    Estudo encontra 36 genes ligados ao TOC e a tiques crônicos
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    Uma equipe internacional liderada pela Rutgers encontrou 36 genes associados ao risco de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtornos crônicos de tiques. O estudo, publicado na Nature Neuroscience , ajuda a explicar por que essas condições podem aparecer juntas.

    Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram o DNA de quase 4 mil pessoas diagnosticadas com TOC, transtornos de tiques ou os dois. As descobertas também apontam conexões genéticas com autismo e esquizofrenia .

    Até agora, os cientistas tinham identificado apenas alguns genes relacionados individualmente ao TOC ou aos transtornos crônicos de tiques. O novo trabalho amplia bastante essa lista.

    Genes associados aos transtornos aparecem ativos em regiões cerebrais ligadas a movimento, decisões e hábitos. – Imagem: triocean/Shutterstock
    Genes associados aos transtornos aparecem ativos em regiões cerebrais ligadas a movimento, decisões e hábitos. – Imagem: triocean/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O estudo amplia dramaticamente o catálogo de genes de risco compartilhados, revela conexões biológicas com autismo e esquizofrenia e destaca os circuitos cerebrais que controlam os impulsos, o movimento e a formação de hábitos.

    O TOC envolve pensamentos intrusivos persistentes e comportamentos repetitivos. Nos transtornos crônicos de tiques, como a síndrome de Tourette, movimentos ou vocalizações acontecem de forma súbita e repetida, muitas vezes sem que a pessoa consiga controlá-los.

    A equipe concentrou a investigação em mutações raras capazes de prejudicar genes importantes para o desenvolvimento e o funcionamento do cérebro.

    Os pesquisadores descobriram que os genes não atuam isoladamente, mas integram redes dentro do cérebro. Imagem: Shutterstock/Lightspring
    Os pesquisadores descobriram que os genes não atuam isoladamente, mas integram redes dentro do cérebro. Imagem: Shutterstock/Lightspring — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Muitos dos 36 genes aparecem associados às duas condições. Isso pode ajudar a explicar a frequência com que TOC e transtornos de tiques ocorrem na mesma pessoa ou em integrantes de uma mesma família.

    Jay Tischfield, professor emérito do Departamento de Genética da Rutgers e coautor sênior, chama atenção para outra consequência da descoberta:

    “Agora você tem mais de 30 alvos, e isso abre novas possibilidades para o desenvolvimento de tratamentos.”

    Mulher Arrumando Cuidadosamente Marcadores Coloridos em Perfeita Ordem, Perfeccionismo e Conceito de Comportamento Obsessivo
    Mulher Arrumando Cuidadosamente Marcadores Coloridos em Perfeita Ordem, Perfeccionismo e Conceito de Comportamento Obsessivo — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A análise da atividade genética mostrou que vários dos genes identificados são ativos em regiões como o córtex e o estriado. Essas áreas participam do movimento, da tomada de decisões e da formação de hábitos.

    Para os pesquisadores, compreender essas redes pode, no futuro, contribuir para medicamentos que atuem nos mecanismos biológicos dos transtornos, e não somente em seus sintomas.

    O estudo reuniu dados de mais de 30 equipes dos Estados Unidos, Canadá, Europa, Coreia do Sul e América do Sul. O trabalho utilizou sequenciamento completo do exoma, método que examina as regiões dos genes responsáveis pelas instruções para produzir proteínas.

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    Em parte dos casos, os cientistas encontraram mutações presentes na criança, mas ausentes nos pais. Essas alterações ajudaram a apontar genes que podem participar do desenvolvimento dos transtornos.

    Algumas amostras utilizadas haviam sido coletadas cerca de 20 anos atrás e permaneceram armazenadas no repositório da Rutgers. Naquele período, as tecnologias atuais de sequenciamento ainda não estavam disponíveis. A participação das famílias, segundo Heiman, foi fundamental para que esse material pudesse ser aproveitado agora.

    A análise dessas amostras antigas, combinada às ferramentas genéticas atuais, permitiu reunir dados suficientes para procurar mutações raras e aprofundar a investigação sobre a origem biológica do TOC e dos transtornos crônicos de tiques.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

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    Genes associados aos transtornos aparecem ativos em regiões cerebrais ligadas a movimento, decisões e hábitos. – Imagem: triocean/Shutterstock
    Genes associados aos transtornos aparecem ativos em regiões cerebrais ligadas a movimento, decisões e hábitos. – Imagem: triocean/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Os pesquisadores descobriram que os genes não atuam isoladamente, mas integram redes dentro do cérebro. Imagem: Shutterstock/Lightspring
    Os pesquisadores descobriram que os genes não atuam isoladamente, mas integram redes dentro do cérebro. Imagem: Shutterstock/Lightspring — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/01/medicina-e-saude/estudo-encontra-36-genes-ligados-ao-toc-e-a-tiques-cronicos/.

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    Genes associados aos transtornos aparecem ativos em regiões cerebrais ligadas a movimento, decisões e hábitos. – Imagem: triocean/Shutterstock — Foto: Olhar Digital

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