Estudantes brasileiras criam absorvente biodegradável que pode custar apenas R$ 0,02
O diferencial do produto está na composição. Em vez de utilizar apenas algodão, o protótipo é feito com fibras de bananeira e de açaí, resíduos da agroindústria que ajudam a tornar o absorvente mais sustentável e barato, além de reduzir impactos ambientais.

Duas estudantes do ensino médio do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Osório, desenvolveram um absorvente biodegradável de baixo custo que pode custar apenas R$ 0,02 por unidade. O projeto foi criado por Camily dos Santos e Laura Drebes, ambas de 18 anos, com o objetivo de oferecer uma alternativa acessível para mulheres em situação de vulnerabilidade.
O diferencial do produto está na composição. Em vez de utilizar apenas algodão, o protótipo é feito com fibras de bananeira e de açaí, resíduos da agroindústria que ajudam a tornar o absorvente mais sustentável e barato, além de reduzir impactos ambientais.
A ideia surgiu após uma das estudantes descobrir que sua mãe, durante a adolescência, não tinha acesso a absorventes e precisou recorrer a outros métodos durante o período menstrual. A partir desse relato, as jovens decidiram desenvolver uma solução que pudesse ajudar mulheres que enfrentam dificuldades para adquirir produtos de higiene básica.
O projeto ganhou destaque no meio científico e se tornou finalista da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), considerada uma das principais feiras científicas do país, reunindo pesquisas desenvolvidas por estudantes de todo o Brasil.
Compartilhe
Espalhe essa notícia

