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    Estatinas podem estar ligadas a um risco menor de demência em diabéticos

    Pesquisa mostra que pacientes que começaram a tomar o remédio contra colesterol precocemente tiveram risco menor de desenvolver demência

    Metrópoles
    2 de setembro de 2026 às 05:00
    Estatinas podem estar ligadas a um risco menor de demência em diabéticos
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    Com o envelhecimento da população, a comunidade científica busca maneiras de prevenir doenças associadas ao passar dos anos, como a demência . Sem tratamento, a condição pode ser evitada com a eliminação de alguns fatores de risco — o controle do colesterol desde a meia idade e a diabetes são dois um deles.

    Pesquisadores do Hospital Universitário de Copenhagen, na Dinamarca, juntaram os dois pontos. Pacientes com diabetes tipo 2 muitas vezes têm colesterol alto .

    “Levantamos a hipótese de que o início precoce do uso de estatinas redutoras de LDL-C após o diagnóstico de diabetes tipo 2 poderia estar associado a um menor risco de demência. Testamos isso em um grande estudo de abrangência nacional, utilizando métodos de análise para emular um ensaio randomizado e reduzir alguns dos vieses associados a estudos observacionais”, explicou o pesquisador Tummas Ternhamar em apresentação no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia nesse domingo (30/8). Leia também Saúde Estatinas: medicamento para colesterol é mais seguro do que diz a bula Saúde Cientistas criam remédio de dose única que reduz colesterol ruim por um ano Saúde Por que reduzir o colesterol LDL é decisivo para proteger o coração Saúde OMS publica novas diretrizes para reduzir ou evitar casos de demência As estatinas são medicamentos tradicionais e baratos para tratar colesterol alto . Elas bloqueiam uma enzima do fígado relacionada à produção de colesterol, estabiliza placas de gordura que já existem e reduzem a inflamação das artérias.

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    Foram usados dados de 132.585 pessoas que não tomavam estatinas e que desenvolveram diabetes tipo 2 entre 2006 e 2019. Elas foram separadas em três grupos: um que não começou a usar o remédio nos cinco anos seguintes ao diagnóstico, outro que iniciou menos de um ano depois de descobrir que tinha diabetes, e outro que começou entre um e cinco anos depois.

    Os participantes foram acompanhados por cerca de sete anos e, ao final do período, 2,7% deles desenvolveu demência . Na comparação, os que começaram a tomar estatinas precocemente tiveram um risco relativo 10% menor de ter a doença.

    Os resultados foram publicados na revista científica The Lancet Regional Health – Europe em 27 de agosto.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/estatinas-podem-estar-ligadas-a-um-risco-menor-de-demencia-em-diabeticos.

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