Estatais federais têm déficit de R$ 8,3 bilhões de janeiro a julho, diz BC
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31/8) pelo Banco Central (BC) no Boletim de Estatísticas Fiscais

As empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 476 milhões no em julho de 2026, segundo dados do Banco Central ( BC ), divulgados nesta segunda-feira (31/8), no Boletim de Estatísticas Fiscais. O acumulado no ano é de R$ 8,3 bilhões .
O rombo no mês é menor do que o verificado no mesmo mês de anos anteriores:
Em julho, as estatais tiveram um déficit somado de R$ 1,1 bilhão :

Déficit é quando as despesas são maiores do que as receitas; superávit é quando acontece o contrário.
No ano, o acumulado das estatais federais é um déficit de R$ 8,3 bilhões . O resultado negativo se concentra, principalmente, no início do ano. Só em janeiro, as estatais federais haviam registrado um déficit de R$ 3,33 bilhões, indicando um cenário de forte pressão fiscal logo nos primeiros meses de 2026.
O indicador divulgado pelo BC considera apenas empresas estatais federais que não incluem grandes companhias como Petrobras e Eletrobras, o que significa que o resultado reflete, sobretudo, a situação de empresas dependentes ou com maior fragilidade financeira .

A deterioração das contas ocorre em meio a dificuldades financeiras de algumas das principais estatais, com destaque para os Correios, que vêm pressionando os resultados do setor. A estatal afirmou que fechou 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões .
No ano passado, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com um pool de bancos usando a garantia da União.
A autorização da contratação de crédito pelos Correios foi condicionada ao cuprimento de um plano de reestruturação.

Os ministérios do Planejamento e Orçamento (MPO), Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e Comunicação divulgaram, nesse domingo (30/8), uma nota à imprensa na qual afirmam que haverá um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027. A informação deve constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual ( PLoa ) de 2027 que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda.
“Com isso, a estatal terá maior estabilidade para seguir negociando com seus clientes e fornecedores, em direção ao bom andamento do seu Plano de Reestruturação e à recuperação dos resultados financeiros positivos da empresa”, dizem os ministérios na nota. O balanço do segundo trimestre de 2026 da estatal foi tornado público no último sábado (29/8) e revelou um prejuízo de quase R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre deste ano. Com o resultado, a estatal acumula 16 trimestres consecutivos de déficit nas contas da estatal.
O prejuízo da empresa representa uma alta de 30,4% em relação ao rombo de R$ 4,3 bilhões no mesmo período de 2025. No balanço, a empresa informou estar em estágio avançado de negociação para uma operação de crédito de R$ 7 bilhões com instituições financeiras, tendo a União como fiadora.
A nota dos ministérios, no entanto, afirma que os custos dos serviços da empresa somaram R$ 7,6 bilhões no primeiro semestre, o que representa 14% abaixo do orçado para o período. Em relação ao custo com pessoal no mesmo período, houve recuou de cerca de 4%, como reflexo do Plano de Demissão Voluntária. “Ainda assim, o EBITDA ficou R$ 910 milhões (18%) melhor que o previsto”.
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/estatais-federais-tem-deficit-de-r-823-bilhoes-de-janeiro-a-julho.

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto — Foto: Metrópoles
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