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    Espelhos no espaço podem iluminar a Terra e afetar a vida noturna

    Um satélite com espelho pode iluminar a Terra à noite, mas astrônomos alertam para riscos ao céu, à visão e à segurança O post Espelhos no espaço podem iluminar a Terra e afetar a vida noturna apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    10 de agosto de 2026 às 18:59
    Espelhos no espaço podem iluminar a Terra e afetar a vida noturna
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    Uma tecnologia criada para levar luz solar a diferentes pontos da Terra pode gerar um efeito colateral preocupante. A Reflect Orbital recebeu aprovação da FCC para lançar um satélite com espelho capaz de refletir a luz do Sol para o planeta, mas astrônomos alertam para riscos à ciência e à segurança.

    Chamado Eärendil-1, o satélite faz parte de um projeto que prevê até 50 mil espelhos em órbita. A proposta é oferecer iluminação e energia solar sob demanda, inclusive à noite. O receio é que o brilho desses objetos altere o céu noturno e provoque danos à visão.

    Usar espelhos em órbita para refletir a luz solar para a Terra não é novidade. O conceito é discutido há mais de um século e foi testado pela Rússia nos anos 1990, com o projeto Znamya.

    Dentro da área iluminada, o satélite pode ser até quatro vezes mais brilhante que a Lua. – Imagem: Divulgação/Reflect Orbital
    Dentro da área iluminada, o satélite pode ser até quatro vezes mais brilhante que a Lua. – Imagem: Divulgação/Reflect Orbital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Agora, a Reflect Orbital pretende retomar a ideia. O Eärendil-1 terá um espelho de 18 metros quadrados e, segundo a empresa, poderá produzir um feixe de luz de cerca de 5 quilômetros de largura.

    O satélite poderá ter brilho semelhante ao de Vênus fora do feixe e ser quatro vezes mais brilhante que a Lua dentro da área iluminada. A preocupação aumenta com a possibilidade de dispersão da luz pela atmosfera.

    De acordo com a Royal Astronomical Society, o céu noturno poderia ficar de três a quatro vezes mais brilhante nas regiões afetadas caso dezenas de milhares de objetos refletissem a luz solar.

    O Eärendil-1 terá um espelho de 18 m² e poderá projetar um feixe de luz de cerca de 5 km de largura. Especialistas alertam para possíveis problemas ambientais e riscos de prejudicar estudos astronômicos. – Imagem criada por inteligência art
    O Eärendil-1 terá um espelho de 18 m² e poderá projetar um feixe de luz de cerca de 5 km de largura. Especialistas alertam para possíveis problemas ambientais e riscos de prejudicar estudos astronômicos. – Imagem criada por inteligência art — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Roohi Dalal, vice-diretora de políticas públicas da American Astronomical Society, resumiu a crítica: “Nossa principal preocupação é que sentimos que a Reflect Orbital não fez a devida diligência”.

    O aumento da luminosidade poderia dificultar a observação de galáxias distantes e até a identificação de asteroides potencialmente perigosos.

    A ameaça não envolve apenas grandes observatórios. Em documentos enviados à FCC, a própria Reflect Orbital reconheceu que observar acidentalmente um único satélite por meio de um telescópio de 12 polegadas poderia causar danos permanentes aos olhos.

    espelhos espaciais
    espelhos espaciais — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Também há preocupação com a falta de um plano claro para avisar o público sobre quando e onde o serviço estará ativo. Motoristas e pilotos poderiam ainda enfrentar episódios de cegueira temporária durante o movimento do feixe.

    Christopher Buscombe, porta-voz da Reflect Orbital, afirmou: “Nossa abordagem é incremental: testar e aprender”.

    A empresa diz que o primeiro satélite será usado para testar a tecnologia e suas salvaguardas. Mesmo assim, organizações ligadas à astronomia e à segurança aérea questionam se essas medidas serão suficientes.

    Espelho espacial
    Espelho espacial — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A discussão vai além do Eärendil-1. Para os críticos, uma frota de milhares de espelhos brilhantes pode prejudicar pesquisas científicas, afetar pessoas e animais e mudar permanentemente a aparência do céu noturno.

    Entre as alternativas estão ampliar a instalação de painéis solares e desenvolver sistemas de baterias melhores. Para os astrônomos, a questão é até onde vale avançar em busca de energia sem comprometer a observação do céu.

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    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Dentro da área iluminada, o satélite pode ser até quatro vezes mais brilhante que a Lua. – Imagem: Divulgação/Reflect Orbital
    Dentro da área iluminada, o satélite pode ser até quatro vezes mais brilhante que a Lua. – Imagem: Divulgação/Reflect Orbital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    O Eärendil-1 terá um espelho de 18 m² e poderá projetar um feixe de luz de cerca de 5 km de largura. Especialistas alertam para possíveis problemas ambientais e riscos de prejudicar estudos astronômicos. – Imagem criada por inteligência art
    O Eärendil-1 terá um espelho de 18 m² e poderá projetar um feixe de luz de cerca de 5 km de largura. Especialistas alertam para possíveis problemas ambientais e riscos de prejudicar estudos astronômicos. – Imagem criada por inteligência art — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/10/ciencia-e-espaco/espelhos-no-espaco-podem-iluminar-a-terra-e-afetar-a-vida-noturna/.

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    Dentro da área iluminada, o satélite pode ser até quatro vezes mais brilhante que a Lua. – Imagem: Divulgação/Reflect Orbital — Foto: Olhar Digital

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