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    Especialista: Inação de Netanyahu no 7 de outubro será cobrada nas urnas

    Ao WW, Danny Zahreddine analisa que omissão do primeiro-ministro israelense diante de alertas prévios ao ataque do Hamas deve dominar debate eleitoral

    CNN Brasil
    8 de outubro de 2026 às 05:36
    Especialista: Inação de Netanyahu no 7 de outubro será cobrada nas urnas
    Foto: CNN Brasil

    O terceiro aniversário do ataque do Hamas a Israel, ocorrido em 7 de outubro de 2023, reacende o debate político no país e coloca em xeque a postura do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nos dias que antecederam a tragédia. Em entrevista ao WW , Danny Zahreddine, professor de Relações Internacionais da PUC Minas, analisou o impacto do episódio no cenário eleitoral israelense.

    Zahreddine traçou um paralelo entre o ataque do Hamas e a última grande guerra aberta da qual Israel participou. "Na guerra do Yom Kippur, em 1973, morreram aproximadamente 2.600 soldados israelenses, praticamente nenhum civil", afirmou.

    Já nos ataques de 7 de outubro, o número total de mortos chegou a aproximadamente 1.260, sendo cerca de 850 civis — vítimas de um ataque que durou, segundo o especialista, entre meio dia e um dia inteiro. "Em comparação com uma guerra que durou três semanas e meia, nós tivemos quase que a metade de mortes", destacou.

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    Protestos em Israel marcam três anos desde 7 de outubro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    De acordo com Danny Zahreddine, reportagens publicadas em jornais estrangeiros apontam que Netanyahu teria recebido informações de inteligência — inclusive do líder dos Emirados Árabes Unidos , Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e da inteligência egípcia — indicando que algo poderia acontecer cerca de dez dias antes do ataque.

    "Ele recebeu mensagem do Mohammed bin Zayed, presidente dos Emirados Árabes Unidos, e da inteligência egípcia que iria acontecer alguma coisa dez dias antes, e não age", disse o especialista. Para Danny, essa omissão será um ponto central nas próximas eleições no país.

    O especialista avalia que a oposição israelense tentará explorar a narrativa de que o ataque poderia ter sido evitado. "Eles tentam mostrar que foi uma tragédia terrível, foi uma tragédia que poderia ser evitada e não foi evitada", explicou Zahreddine.

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    Autoridade da Arábia Saudita nega relatos de reunião com Israel — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Por outro lado, Netanyahu deve adotar uma postura de que somente ele seria capaz de lidar com a situação. "Foi terrível e somente eu consigo lidar com essa situação", seria, segundo o analista, a mensagem que o premiê tentará transmitir.

    Apesar da estratégia defensiva de Netanyahu, Zahreddine considera que a situação do premiê é "muito complicada", especialmente em razão dos vazamentos de informações que ele nega.

    Para o especialista, a possibilidade de a oposição vencer as eleições, com o apoio marginal do partido árabe Raam , é bastante elevada. "A possibilidade da oposição ganhar essas eleições com a ajuda marginal do partido Raam, árabe, é muito grande", concluiu.

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    Netanyahu vai aos Emirados Árabes Unidos discutir conflito com Irã — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Netanyahu vai aos Emirados Árabes Unidos discutir conflito com Irã — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Protestos em Israel marcam três anos desde 7 de outubro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Autoridade da Arábia Saudita nega relatos de reunião com Israel — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/especialista-inacao-de-netanyahu-no-7-de-outubro-sera-cobrada-nas-urnas/.

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