Alagoas

    Escultor é condenado a 87 anos de prisão por matar quatro pessoas e esconder corpos em poço

    Vítimas foram jogadas em poço. Reprodução O escultor Regivaldo da Silva Santana, conhecido como Giba, foi condenado a 87 anos e 4 meses de reclusão, além de 1 ano de detenção e 366 dias-multa, pelo Tribunal do Júri de Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Ele foi julgado nesta terça-feira (25) pela morte de quatro pessoas cujos corpos foram encontrados escondidos dentro de um poço em uma propriedade rural onde o réu morava.Também foram julgados Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima, apontados pela investigação como responsáveis por ajudar na ocultação dos cadáveres. Cada um foi condenado a 1 ano

    Gazeta de Alagoas
    25 de agosto de 2026 às 18:29
    Escultor é condenado a 87 anos de prisão por matar quatro pessoas e esconder corpos em poço
    Foto: Gazeta de Alagoas

    Wesley Sá e Adriano Lima também foram condenados e devem cumprir 1 ano e 6 meses de reclusão; os casos aconteceram em abril de 2024

    O escultor Regivaldo da Silva Santana, conhecido como Giba, foi condenado a 87 anos e 4 meses de reclusão, além de 1 ano de detenção e 366 dias-multa, pelo Tribunal do Júri de Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Ele foi julgado nesta terça-feira (25) pela morte de quatro pessoas cujos corpos foram encontrados escondidos dentro de um poço em uma propriedade rural onde o réu morava.

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    Vítimas foram jogadas em poço. Reprodução
    Vítimas foram jogadas em poço. Reprodução — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Também foram julgados Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima, apontados pela investigação como responsáveis por ajudar na ocultação dos cadáveres. Cada um foi condenado a 1 ano e 6 meses de prisão e 288 dias-multa.

    O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que vai recorrer das penas aplicadas a Wesley e Adriano, consideradas irrisórias pelo órgão diante da gravidade dos fatos.

    As vítimas foram Letícia da Silva Santos, de 20 anos; Lucas da Silva Santos, de 15; Joselene de Souza Santos, de 17, namorada de Lucas; e Erick Juan de Lima Silva, de 20, companheiro de Letícia. Os quatro foram mortos em 13 de abril de 2024.

    Retirada dos corpos foi realizada pelos bombeiros. Arquivo/Corpo de Bombeiros
    Retirada dos corpos foi realizada pelos bombeiros. Arquivo/Corpo de Bombeiros — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    De acordo com a denúncia do MPAL, Lucas e Erick teriam sido as primeiras vítimas. Na sequência, Letícia e Joselene também foram assassinadas. A acusação sustentou que os crimes foram praticados de forma que dificultou a defesa das vítimas.

    Os corpos permaneceram escondidos em um poço até 19 de abril, quando foram localizados pela polícia. A investigação teve início depois que a mãe de dois dos jovens procurou as autoridades para informar o desaparecimento.

    A retirada dos cadáveres exigiu a atuação de equipes e equipamentos do Corpo de Bombeiros.

    Michelle Farias
    Michelle Farias — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Regivaldo foi preso em flagrante no mesmo dia em que os corpos foram encontrados. Durante a ação policial na propriedade, foram apreendidas cerca de dez armas de fogo, além de acessórios de uso restrito sem autorização. Também foram encontrados animais mantidos em cativeiro, entre eles uma jiboia e uma cobra-píton, espécie exótica originária da Ásia.

    Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima foram presos no dia seguinte à prisão de Regivaldo, em Sergipe. Conforme a investigação, os dois teriam participado da ocultação dos corpos e foram denunciados por esse crime.

    Durante o inquérito, Regivaldo apresentou uma versão de legítima defesa. A polícia, porém, afirmou ter reunido elementos que contrariavam o relato apresentado pelo acusado.

    Aplicativo na whatsapp Store
    Aplicativo na whatsapp Store — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Imagens de câmeras de segurança analisadas durante a investigação registraram Letícia e Joselene saindo com Regivaldo. Segundo a polícia, as duas acompanharam o escultor até uma agência bancária e, depois, o grupo passou por uma pizzaria.

    Ainda conforme a investigação, ao retornarem à propriedade, Lucas e Erick teriam questionado Regivaldo sobre a saída das duas jovens. A polícia afirmou que o escultor ficou alterado durante a discussão.

    Depoimentos colhidos durante o inquérito também apontaram que Regivaldo estava exaltado e que as vítimas foram executadas.

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    Flávio reage à quebra de sigilo de fonte e faz alerta sobre liberdade de imprensa — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    O julgamento desta terça-feira encerrou a fase do Tribunal do Júri para os três acusados. Com a decisão dos jurados e a sentença proferida, o Ministério Público pretende recorrer especificamente das penas impostas a Wesley e Adriano.

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    Vítimas foram jogadas em poço. Reprodução
    Vítimas foram jogadas em poço. Reprodução — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
    Retirada dos corpos foi realizada pelos bombeiros. Arquivo/Corpo de Bombeiros
    Retirada dos corpos foi realizada pelos bombeiros. Arquivo/Corpo de Bombeiros — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/noticias/policia/escultor-e-condenado-a-87-anos-de-prisao-por-matar-quatro-pessoas-e-esconder-corpos-em-poco-931589.

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