Brasil

    Escrivã que morreu após denunciar violência psicológica na Polícia Civil dá nome à lei contra assédio

    Rafaela Drumond, escrivã da Polícia Civil que morreu em Barbacena Reprodução/Redes Sociais A Lei Municipal nº 5.251, que estabelece medidas de prevenção e combate ao assédio moral e sexual no serviço público em Barbacena, passa a ser denominada “Lei Rafaela Drumond”. O nome é uma homenagem à escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais encontrada morta em junho de 2023 após denunciar episódios de violência psicológica no trabalho. De acordo com a Prefeitura de Barbacena, a medida reconhece a trajetória de Rafaela, considerada “um marco estadual e nacional na conscientização sobre os impactos da vi

    G1
    10 de setembro de 2026 às 14:29
    Escrivã que morreu após denunciar violência psicológica na Polícia Civil dá nome à lei contra assédio
    Foto: G1

    Rafaela Drumond, escrivã da Polícia Civil que morreu em Barbacena — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    A Lei Municipal nº 5.251, que estabelece medidas de prevenção e combate ao assédio moral e sexual no serviço público em Barbacena , passa a ser denominada “Lei Rafaela Drumond”. O nome é uma homenagem à escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais encontrada morta em junho de 2023 após denunciar episódios de violência psicológica no trabalho .

    De acordo com a Prefeitura de Barbacena, a medida reconhece a trajetória de Rafaela, considerada “um marco estadual e nacional na conscientização sobre os impactos da violência psicológica nas relações de trabalho e na urgente necessidade de preservação da saúde mental dos trabalhadores”.

    Delegado e investigador que trabalhavam com Rafaela Drumond prestam depoimento
    Delegado e investigador que trabalhavam com Rafaela Drumond prestam depoimento — Foto: G1 · Fonte: G1

    ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp

    A lei estabelece proteção integral aos servidores, preservação da saúde mental, canais de denúncia e medidas preventivas. “A promulgação e vigência da Lei Rafaela Drumond busca um serviço público humanizado, transparente e intransigente na defesa dos direitos e do bem-estar dos profissionais que atendem a população.”

    Em áudios, escrivã denuncia tentativa de agressão e assédio sexual no ambiente de trabalho; ela foi encontrada morta Caso Rafaela Drumond: delegado investigado no caso da escrivã encontrada morta faz acordo com MP para pagar multa de R$ 2 mil Rafaela Drumond: sede do instituto criado pelo pai para acolher vítimas de assédio e discriminação é inaugurada em MG

    Rafaela Drumond tinha 31 anos quando foi encontrada morta pelos pais na cidade de Antônio Carlos, na Zona da Mata Mineira. A morte passou a ser investigada depois que a corregedoria informou que ela havia denunciado assédio sexual e pressão na delegacia em que trabalhava, em Carandaí, na Região do Campo das Vertentes.

    A família de Rafaela atribuiu os assédios sofridos pela vítima ao delegado Itamar Cláudio Netto e ao investigador Celso Trindade de Andrade. Eles foram indiciados por condescendência criminosa e injúria, respectivamente.

    A Justiça de Minas Gerais arquivou o inquérito que apurava as acusações contra Celso Trindade de Andrade. Já Itamar Cláudio Netto celebrou um acordo de transação penal com o Ministério Público de Minas Gerais e pagou multa de R$ 2 mil. Com o cumprimento do acordo, o processo foi extinto sem condenação criminal.

    RELEMBRE: Delegado e investigador que trabalhavam com Rafaela Drumond prestam depoimento

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2026/09/10/escriva-que-morreu-apos-denunciar-violencia-psicologica-na-policia-civil-da-nome-a-lei-contra-assedio.ghtml.

    Imagem 1

    Delegado e investigador que trabalhavam com Rafaela Drumond prestam depoimento — Foto: G1

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)