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    Escritório de advogado Nelson Wilians acumula disputas judiciais por falta de pagamento de aluguel

    Um dos maiores escritórios do país, o escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV) foi notificado em dois processos que exigem pagamentos de aluguéis em atraso de salas comerciais. Somados, os valores das disputas ultrapassam R$ 526 mil.

    UOL
    12 de agosto de 2026 às 08:00
    Escritório de advogado Nelson Wilians acumula disputas judiciais por falta de pagamento de aluguel
    O advogado Nelson Wilians — Foto: UOL

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    Um dos maiores escritórios do país, o escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV) foi notificado em dois processos que exigem pagamentos de aluguéis em atraso de salas comerciais. Somados, os valores das disputas ultrapassam R$ 526 mil.

    O advogado Nelson Wilians - Rubens Cavallari - 15.jan.25/Folhapress · Rubens Cavallari - 15.jan.25/Folhapress
    O advogado Nelson Wilians - Rubens Cavallari - 15.jan.25/Folhapress · Rubens Cavallari - 15.jan.25/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os dois casos tiveram início no fim do ano passado, sendo um deles em Campinas e o outro em São Paulo .

    Fundado em 1999, o NWADV é conhecido por defender famosos e poderosos do país. A banca está presente em todos os estados e reúne mais de mil advogados. Em entrevista à Folha , em fevereiro do ano passado, Wilians afirmou administrar cerca de 450 mil processos e participar de mais de 3.000 audiências por mês.

    No interior paulista, onde o escritório já possui filial, foram assinados dois contratos de locação para quatro conjuntos que pertencem à Galícia Desenvolvimento Imobiliário Ltda. e à Gran Floridian Empreendimentos. As salas ocupam o 5º andar de uma das torres do Galleria Corporate.

    A vida de Nelson Wilians no Instagram
    A vida de Nelson Wilians no Instagram — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Segundo a petição, o negócio foi firmado em 21 de agosto do ano passado e se encerraria em agosto de 2030, com dois meses de carência no valor do aluguel. Em outubro, logo no primeiro mês em que o escritório deveria iniciar os pagamentos, houve inadimplência no aluguel dos espaços, de R$ 63,1 mil, além dos encargos de IPTU e condomínio.

    As locadoras ajuizaram ação de despejo por falta de pagamento em 12 de novembro e obtiveram liminar de desocupação. Segundo as diligências, o imóvel sequer chegou a ser ocupado e permaneceu vazio até meados de dezembro, quando os representantes do NWADV devolveram as chaves.

    No último dia 23 de julho, o juiz Guilherme Fernandes Cruz Humberto, da 9ª Vara Cível de Campinas, determinou a extinção do processo de despejo, mas condenou o Nelson Wilians Advogados a pagar as custas e honorários do processo.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O valor da causa do processo ultrapassa R$ 1,5 milhão, e o escritório de Nelson Wilians apresentou embargos de declaração no último dia 3 contestando o pagamento de honorários.

    Somente com o aluguel atrasado, discutido individualmente por Galícia e Gran Floridian em dois outros processos, o débito total chega a R$ 378 mil.

    A disputa de São Paulo envolve parte do complexo que abriga a sede nacional do escritório, localizado no Centro Empresarial Nações Unidas, na zona sul da capital. Nela, seis empresas donas das salas que compõem o 17º andar da torre oeste do complexo empresarial reclamam a falta de pagamento do aluguel.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Segundo o processo, a banca assinou contrato em junho de 2024 e deveria pagar R$ 38,3 mil de aluguel por mês, além das despesas condominiais. Houve, porém, inadimplência em outubro, janeiro, fevereiro e março. Com os atrasos do que era devido a cada uma das locadoras, mais as despesas de condomínio, o débito ultrapassava R$ 148,6 mil.

    Há pouco mais de duas semanas, as partes fecharam acordo. Segundo apurou a Folha , Nelson Wilians pagou cerca de R$ 150 mil para encerrar a disputa.

    Em nota, a defesa de Nelson Wilians disse que o escritório segue em plena atividade, mantendo regularmente a prestação de serviços, e a matriz permanece instalada no 25º andar do prédio na zona sul da capital.

    Explicou também que o 17º andar, objeto de disputa, foi desocupado como parte de um plano de adequação dos espaços físicos da banca, iniciado em 2025, e cujas etapas estão em andamento.

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    "Nesse processo, algumas situações específicas exigiram ajustes pontuais, que estão sendo tratados individualmente, com cuidado e responsabilidade, na busca pelas soluções mais adequadas em cada caso", afirma em nota o advogado Santiago Schunck, sócio-diretor do NWADV.

    Segundo o representante do escritório, eventuais discussões judiciais relacionadas à entrega desses imóveis decorrem de divergências de natureza contratual. Essa reorganização dos espaços físicos, diz Schunck, não é a única medida do plano, cujo objetivo é assegurar a continuidade sólida do escritório.

    "NWADV reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética, a transparência, a conformidade e a segurança jurídica em todas as suas relações."

    Em setembro do ano passado, o escritório foi alvo da Operação Sem Desconto , que investiga descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS .

    Na ocasião, a PF cumpriu mandados de busca na casa e no escritório de Nelson Wilians, apreendendo carros de luxo e obras de arte. Segundo apuração do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a banca movimentou R$ 4,3 bilhões em operações consideradas suspeitas entre 2019 e 2024.

    O próprio Nelson Wilians chegou a depor na CPI do INSS e nega qualquer participação na fraude.

    No mês passado, o escritório voltou a ser alvo de operação policial, dessa vez investigado por um suposto esquema de sonegação de ICMS que ultrapassa R$ 3,8 bilhões .

    O escritório afirmou que "recebeu o cumprimento da medida de busca e apreensão com serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo, mantendo-se à disposição das autoridades competentes e atuando de forma proativa para o completo esclarecimento dos fatos".

    Além dos processos com aluguel, o escritório é cobrado na Justiça por falta de pagamentos a uma assessoria de imprensa, a uma empreiteira que realizou reformas no escritório de Salvador e problemas na prestação de serviços tributários a clientes.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/escritorio-de-advogado-nelson-wilians-acumula-disputas-judiciais-por-falta-de-pagamento-de-aluguel.shtml.

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