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    'Escova progressiva brasileira acabou com minha saúde'

    Uma ex-cabeleireira britânica afirma ter ficado com dificuldades respiratórias e incapacitada para o trabalho após anos realizando tratamentos de escova progressiva brasileira. Leia mais (08/11/2026 - 08h56)

    Folha de S.Paulo
    11 de agosto de 2026 às 11:56
    'Escova progressiva brasileira acabou com minha saúde'
    Mulher de cabelos pretos e lisos sorri para a câmera, vestindo blusa preta e colar com pingente de cruz. Atrás dela, há balões pretos e verdes e um arranjo de flores brancas. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Uma ex-cabeleireira britânica afirma ter ficado com dificuldades respiratórias e incapacitada para o trabalho após anos realizando tratamentos de escova progressiva brasileira.

    Louisa Curtis disse que passou anos inalando vapores de formaldeído ao secar o cabelo de suas clientes com secador - Becca Luttman via BBC · Becca Luttman via BBC
    Louisa Curtis disse que passou anos inalando vapores de formaldeído ao secar o cabelo de suas clientes com secador - Becca Luttman via BBC · Becca Luttman via BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Louisa Curtis, 55, moradora de Milton Keynes, na Inglaterra , disse que sofreu queimaduras no sistema respiratório devido aos gases de formaldeído liberados durante o processo de alisamento de cabelo de suas clientes há muitos anos.

    Ela não sabia por que sua saúde estava se deteriorando, mas disse que seu médico recentemente relacionou seus sintomas de longa data a esses tratamentos.

    "Minha saúde está em um estado inacreditável. Vivo com dores constantes; tenho dificuldades de locomoção e mal consigo subir escadas", disse ela.

    Produtos prometem remover a progressiva
    Produtos prometem remover a progressiva — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os tratamentos de escova progressiva brasileira, que envolvem a aplicação de uma fórmula de queratina nos cabelos, são amplamente utilizados para reduzir o aspecto arrepiado do cabelo e fortalecer os fios.

    A técnica de alisamento capilar tem esse nome porque foi criada no Brasil.

    Curtis foi hospitalizada com dificuldades para respirar após realizar um tratamento de alisamento capilar em março.

    Os tratamentos de alisamento com queratina brasileira são amplamente utilizados para reduzir o frizz e alisar os cabelos - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC
    Os tratamentos de alisamento com queratina brasileira são amplamente utilizados para reduzir o frizz e alisar os cabelos - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ela disse que a equipe médica informou que ela havia sofrido queimaduras no sistema respiratório causadas pela exposição ao gás.

    A descoberta finalmente lhe deu uma explicação para anos de problemas de saúde sem causa aparente.

    "Ao olhar para trás, percebo que comecei a apresentar sintomas que afetaram todos os aspectos da minha vida pouco tempo depois de passar a realizar esses tratamentos [regularmente, em 2008]", afirmou Curtis.

    Pessoa usando escova redonda metálica para modelar mecha de cabelo enquanto outra pessoa aplica secador próximo à escova.
    Pessoa usando escova redonda metálica para modelar mecha de cabelo enquanto outra pessoa aplica secador próximo à escova. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Entre os sintomas, estavam dores de cabeça , dificuldades respiratórias, dor no peito , fadiga crônica, erupções cutâneas, crescimento ósseo na cabeça, inchaço e dor nas articulações, problemas de memória, irritação nos olhos e graves problemas de mobilidade.

    Ela afirma ter passado por diversas avaliações e exames médicos, mas que, até março, ninguém havia conseguido explicar plenamente por que sua saúde havia se deteriorado.

    O governo do Reino Unido introduziu exigências de rotulagem mais rigorosas para produtos cosméticos que contêm conservantes liberadores de formaldeído .

    As mudanças tinham como objetivo reforçar a proteção dos consumidores, especialmente daqueles que já apresentam sensibilidade ao formaldeído.

    O formaldeído foi proibido como ingrediente cosmético por uma legislação da União Europeia publicada em 2019. A medida se aplicava tanto à União Europeia quanto ao Reino Unido.

    No entanto, alguns conservantes que liberam pequenas quantidades da substância química ainda são permitidos sob certas condições.

    Mudanças recentes nas regras reduziram significativamente o limite a partir do qual a presença de formaldeído deve ser informada no rótulo: de 0,05% (500 partes por milhão) para 0,001% (10 partes por milhão) de formaldeído livre no produto final.

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    A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UK Health Security Agency) aconselha que o público em geral pode ser exposto ao formaldeído por meio do contato com produtos de consumo que contenham a substância.

    O órgão afirma que a exposição a baixos níveis decorrente do uso correto desses produtos não deve causar efeitos adversos à saúde.

    A Associação de Cosméticos , Artigos de Higiene Pessoal e Perfumaria declarou: "A segurança dos produtos e de seus ingredientes está no centro da legislação sobre cosméticos .

    "A lei garante que os produtos cosméticos sejam fabricados em um ambiente higiênico e bem controlado, e que não estejam sujeitos à contaminação microbiana prejudicial."

    "Ela restringe os ingredientes que podem ser utilizados e proíbe ingredientes perigosos.

    O texto foi publicado originalmente aqui .

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/08/escova-progressiva-brasileira-acabou-com-minha-saude.shtml.

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    Louisa Curtis disse que passou anos inalando vapores de formaldeído ao secar o cabelo de suas clientes com secador - Becca Luttman via BBC · Becca Luttman via BBC — Foto: Folha de S.Paulo

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