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    'Escalada da guerra interna no tribunal politizado': o que disse a imprensa internacional sobre afastamento do diretor da PF

    Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal REUTERS/Adriano Machado A imprensa internacional noticiou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da instituição, delegado Leandro Almada, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na terça-feira (8). Ao destacar o caso, o jornal espanhol El País afirmou que a decisão do magistrado "representa uma escalada da guerra interna dentro do tribunal politizado". A reportagem também ressalta que tudo ocorre às vésperas de eleições

    G1
    9 de setembro de 2026 às 10:09
    'Escalada da guerra interna no tribunal politizado': o que disse a imprensa internacional sobre afastamento do diretor da PF
    Foto: G1

    Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal — Foto: REUTERS/Adriano Machado

    A imprensa internacional noticiou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da instituição, delegado Leandro Almada, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ), André Mendonça , na terça-feira (8).

    Ao destacar o caso, o jornal espanhol El País afirmou que a decisão do magistrado "representa uma escalada da guerra interna dentro do tribunal politizado".

    A reportagem também ressalta que tudo ocorre às vésperas de eleições presidenciais marcadas para outubro.

    "A forma como a crise no Supremo Tribunal Federal evoluir poderá influenciar as eleições de 4 de outubro", diz o El País.

    Mendonça convocou uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF na terça, na qual se formou maioria de votos para referendar o afastamento preventivo de Rodrigues e Almada da Costa . No entanto, a conclusão da sessão foi interrompida após um pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes .

    A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF ), Edson Fachin, para contestar a decisão monocrática de Mendonça. Fachin deu então 72 horas para o ministro se manifestar.

    Em outra frente, em apoio a Andrei Rodrigues, todos os diretores da PF colocaram o cargo à disposição para o delegado William Marcel Murad, diretor-geral substituto.

    Em comunicado assinado pelos 11 diretores, indicados por Rodrigues, eles classificam o afastamento do diretor-geral da PF como "ataques injustificados" e repudiaram acusações de atuação "não republicana".

    A decisão de Mendonça pelo afastamento foi publicada cinco dias depois do pedido de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra Mendonça , no âmbito do Inquérito das Fake News.

    Antes disso, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que reunia informações sobre as interações entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro , do Banco Master.

    "O caso desencadeou uma disputa entre Moraes, o juiz sob suspeita, e seu colega André Mendonça , que está investigando o ocorrido e suspendeu provisoriamente o chefe da Polícia Federal , Andrei Rodrigues, de seu cargo", diz o El País.

    O jornal afirma ainda que "nunca antes o Supremo Tribunal Federal havia vivenciado uma crise de tamanha magnitude".

    Crise 'arrasta governo Lula para o turbilhão'

    Andrei Rodrigues foi afastado do cargo — Foto: Getty Images via BBC

    O caso também foi noticiado pelas agências Reuters e Associated Press (AP) .

    Na reportagem de título "Crise na Justiça brasileira se agrava com ordem judicial de suspensão do chefe da Polícia Federal ", a Reuters afirma que o afastamento de Rodrigues "representa um novo capítulo" no conflito no STF .

    "Moraes é uma figura poderosa no Brasil. Sua perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados por um plano de golpe para reverter a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022 levou à condenação do ex-presidente no ano passado", diz a Reuters.

    "Líderes da oposição de direita têm buscado associar o presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva a Moraes, enquanto usam a crise judicial para impulsionar a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro , filho mais velho do ex-presidente."

    A AP também afirma que o conflito no STF "arrasta o governo" de Lula "para o turbilhão que antecede as eleições".

    Faltando menos de um mês para o primeiro turno da eleição presidencial, marcada para 4 de outubro, Lula tem 38% de intenção de votos, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 33% da preferência do eleitorado, de acordo com o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.

    Nas simulações de segundo turno, quando o cenário mais provável até aqui é de uma disputa entre Lula e Flávio, Flávio aparece com 45% e Lula , com 44%, segundo as pesquisas divulgadas até terça-feira (8). Em caso de haver segundo turno, a votação será em 25 de outubro.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/09/09/escalada-da-guerra-interna-no-tribunal-politizado-o-que-disse-a-imprensa-internacional-sobre-afastamento-do-diretor-da-pf.ghtml.

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