Equipamentos médicos ilegais vendem mais do que os legais no país em 2026
O mercado ilegal de dispositivos de saúde vendidos pela internet já é maior do que o legal, em conclusão que será apresentada na próxima quarta-feira (12) na Delegacia Cibernética do Inmetro, em São Paulo.

Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme
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O mercado ilegal de dispositivos de saúde vendidos pela internet já é maior do que o legal, em conclusão que será apresentada na próxima quarta-feira (12) na Delegacia Cibernética do Inmetro, em São Paulo.
A divulgação será feita no evento Desbravando Caminhos para o Comércio de Bens e Serviços Sem Fraudes, que reúne Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), IPEM-SP (Instituto de Pesos e Medidas), Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Abrapem (Associação Brasileira dos Fabricantes de Balanças, Pesos e Medidas, Permissionários e Importadores) e Remesp (Rede Metrológica do Estado de São Paulo ) para tratar de pirataria, fraudes digitais e concorrência desleal em marketplaces.

Foram 860 mil unidades vendidas no chamado mercado pirata de medidores de pressão , inaladores e nebulizadores no primeiro semestre deste ano e a projeção é que, se o ritmo atual se mantiver, chegue a 1,5 milhão. No primeiro semestre, os legais foram 639 mil.
Apenas nos medidores de pressão, foram 506 mil unidades ilegais neste ano, enquanto os legalizados comercializados chegaram a 446 mil. Isso significa que as vendas "no paralelo" representam 53% do total. A projeção para o fechamento de 2026 é de 870 mil equipamentos irregulares.
Nos inaladores e nebulizadores, os sem regulamentação negociados online chegaram a 353 mil unidades (65% do total). Os regulamentados foram 193 mil. A projeção para o fechamento do ano é de 606 mil ilegais e 330 mil legais.

Com base na tabela de preços médios do setor, o volume irregular vendido no primeiro semestre de 2026 equivale a um prejuízo estimado de R$ 148,7 milhões para a indústria. Na projeção para o fechamento de 2026, o valor não capturado pelo mercado formal pode ser de R$ 255,5 milhões.
A Anvisa apreendeu em março deste ano mais de 2,5 mil produtos irregulares em um centro logístico em Cajamar, na Grande São Paulo, incluindo 1.677 medidores de pressão sem registro ou certificação do Inmetro.
A preocupação do mercado é também com riscos sanitários. Medidores de pressão fora de norma podem gerar leituras imprecisas, levando ao uso desnecessário de medicamentos, quedas de pressão, desmaios e internações.
Inaladores e nebulizadores irregulares comprometem o fluxo e o tamanho das partículas, reduzem a entrega do medicamento aos pulmões e ampliam idas a pronto-socorro, uso de corticoide sistêmico e internações.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/08/equipamentos-medicos-ilegais-vendem-mais-do-que-os-legais-no-pais-em-2026.shtml.

Braço de paciente no Hospital São Lucas, em Juazeiro-BA, em que aparelho afere a pressão arterial - Rafaela Araújo-4.jun.25/Folhapress · Rafaela Araújo-4.jun.25/Folhapress — Foto: UOL
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