Enviados de Trump chegam a Kiev para negociar fim da guerra após reunião com Putin em Moscou
Jared Kushner e Steve Witkoff foram recebidos por Zelenski

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Os enviados dos Estados Unidos Jared Kushner e Steve Witkoff chegaram a Kiev neste domingo (6) para sua primeira visita à capital ucraniana, um dia depois de se reunirem com Vladimir Putin no Kremlin para discutir o fim de mais de quatro anos de guerra entre os países vizinhos.

Witkoff, sócio de Donald Trump , e Kushner, genro do presidente, já haviam visitado Moscou várias vezes, mas ainda não tinham mantido conversas na capital ucraniana, alvo de ataques russos desde o início da invasão, em 2022.
Os dois chegaram à Kiev de trem e devem se reunir com o presidente Volodimir Zelenski . A expectativa é retomar as negociações para encerrar o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, após um período de intensificação dos combates.
A invasão da Ucrânia por Moscou matou centenas de milhares de pessoas e deslocou milhões.

Witkoff e Kushner se reuniram com Putin no sábado (5) para "promover a agenda de paz do presidente Trump para a guerra entre Rússia e Ucrânia", segundo um comunicado da Casa Branca.
"As duas partes discutiram planos concretos para as próximas etapas, que serão anunciadas nas próximas semanas, e aguardam com expectativa reuniões igualmente produtivas amanhã na Ucrânia", diz ainda a nota do governo Trump.
O assessor diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, classificou as conversas como "extremamente francas" e afirmou que os americanos "apresentaram uma série de ideias sobre possíveis caminhos para um acordo", sem detalhas as propostas.

Ushakov disse ainda que os russos afirmaram estar "confiantes" de que podem alcançar seus objetivos militares e tomar o restante do leste da Ucrânia.
Rússia e Ucrânia prometeram não atacar as capitais uma da outra durante três dias, para permitir a realização das negociações.
Esta foi a oitava visita de Kushner e Witkoff a Moscou durante a guerra e a primeira a Kyiv. A agência russa TASS informou pela manhã que os dois haviam chegado a Rzeszów, na Polônia, de onde seguiram para a capital ucraniana.

Zelensky afirmou neste domingo que a Ucrânia está "pronta para o diálogo".
"A Ucrânia sempre foi e continuará sendo construtiva", escreveu o presidente nas redes sociais antes da visita.
O espaço aéreo do país está fechado desde que Moscou iniciou a guerra, em fevereiro de 2022, e os líderes em visita têm chegado de trem.
Para muitos ucranianos, porém, as esperanças de um avanço continuam pequenas.
"Neste momento, isso não me dá nenhuma esperança. Já houve negociações demais", disse à AFP Yaroslav, morador de Kiev de 29 anos.
Em declarações televisionadas antes das conversas, Putin afirmou que a Rússia garantiria a segurança dos enviados em Kiev, que tem sido alvo de ataques russos desde o início da guerra.
"Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir a segurança do processo de negociação e de mediadores como vocês", disse Putin a Witkoff e Kushner.
Mais cedo, no sábado, Putin havia agradecido a Trump por persistir em seus esforços para encerrar a guerra, apesar de a tarefa "não ser simples".
Sobre a viagem dos enviados a Kiev, ele afirmou: "Independentemente do que aconteça a seguir, contatos desse tipo são, sem dúvida, sempre benéficos".
Trump disse na sexta-feira que seus enviados levavam uma "proposta" para encerrar os combates.
"Temos uma ideia para a paz", afirmou, sem dar detalhes.
Até agora, os esforços dos Estados Unidos não produziram um avanço na guerra, e as iniciativas de paz estão paralisadas, em parte, devido à guerra de Washington com o Irã.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/enviados-de-trump-chegam-a-kiev-para-negociar-fim-da-guerra-apos-reuniao-com-putin-em-moscou.shtml.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski (à esq.), recebe os enviados especiais dos Estados Unidos Steve Witkoff (à dir.) e Jared Kushner (centro), em Kiev - Genya Savilov - 6.set.36/AFP · Genya Savilov - 6.set.36/AFP — Foto: UOL
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