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    Entre saber e fazer: como pensamentos e crenças podem influenciar nossas escolhas alimentares

    Juliana Aloy. “Eu sei o que preciso fazer.”Essa frase aparece com frequência quando converso com mulheres que querem emagrecer.Elas sabem que precisam melhorar a alimentação, organizar as refeições, beber água, praticar atividade física. Muitas já fizeram dietas e conhecem as principais orientações sobre emagrecimento.Ainda assim, existe uma distância entre saber e conseguir colocar em prática.E talvez exista algo importante acontecendo justamente nesse intervalo.Imagine uma mulher que decide reduzir o consumo de doces. Depois do almoço, sente vontade de comer chocolate e come.A escolha poderi

    Gazeta de Alagoas
    1 de outubro de 2026 às 17:11
    Entre saber e fazer: como pensamentos e crenças podem influenciar nossas escolhas alimentares
    Foto: Gazeta de Alagoas

    Mais do que falta de informação, algumas dificuldades no emagrecimento podem estar relacionadas à forma como interpretamos nossas escolhas, nossos erros e a nós mesmas

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    Essa frase aparece com frequência quando converso com mulheres que querem emagrecer.

    Juliana Aloy.
    Juliana Aloy. — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Elas sabem que precisam melhorar a alimentação, organizar as refeições, beber água, praticar atividade física. Muitas já fizeram dietas e conhecem as principais orientações sobre emagrecimento.

    Ainda assim, existe uma distância entre saber e conseguir colocar em prática.

    E talvez exista algo importante acontecendo justamente nesse intervalo.

    Juliana Aloy
    Juliana Aloy — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Imagine uma mulher que decide reduzir o consumo de doces. Depois do almoço, sente vontade de comer chocolate e come.

    A escolha poderia terminar ali. Mas ela pensa:

    “Já estraguei tudo. Começo de novo na segunda.”

    Aplicativo na whatsapp Store
    Aplicativo na whatsapp Store — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    O chocolate foi apenas um chocolate. Mas a interpretação daquela escolha pode desencadear culpa, frustração e o famoso pensamento de tudo ou nada.

    Agora imagine que, diante da mesma situação, ela pense: “Eu estava com vontade e escolhi comer. O que estava acontecendo comigo naquele momento?”

    Em vez de transformar o episódio em prova de fracasso, ela pode investigar: era fome? Vontade? Hábito? Restrição? Cansaço? Ansiedade? Aconteceu no automático?

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    Polícia Federal apreende R$ 590 mil em Maceió — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    A situação é a mesma. O que muda é a forma de olhar para ela.

    Ao longo da vida, construímos muitas regras sobre alimentação:

    “Se eu não fizer perfeitamente, não adianta.”

    ovem de 24 anos é morto a tiros na Levada
    ovem de 24 anos é morto a tiros na Levada — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Quando essas ideias se repetem, podem influenciar nossas escolhas sem que percebamos.

    E uma regra muito rígida costuma deixar pouco espaço para a vida real, que tem cansaço, imprevistos, trabalho, filhos, viagens, finais de semana e dias em que simplesmente não conseguimos fazer tudo como planejamos.

    Por isso, duas pessoas podem receber a mesma orientação nutricional e ter dificuldades completamente diferentes para colocá-la em prática.

    Prefeitura anuncia conserto em trechos danificados da ciclovia
    Prefeitura anuncia conserto em trechos danificados da ciclovia — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Uma pode precisar de mais organização. Outra, de rever uma regra alimentar. Outra pode descobrir que passa o dia se controlando e chega à noite exausta.

    A orientação nutricional continua sendo importante. Mas compreender como cada pessoa se relaciona com aquilo que sabe também faz parte do processo.

    Para quem já sabe muito sobre alimentação, talvez a pergunta não seja apenas: “O que eu deveria fazer?” Mas: “O que acontece dentro de mim entre saber o que fazer e escolher o que fazer?”

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    Tropas federais serão enviadas a sete cidades alagoanas — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Essa resposta pode revelar padrões, pensamentos e crenças que influenciam escolhas que, muitas vezes, parecem acontecer simplesmente “porque eu não tenho controle”.

    Quando conseguimos enxergar aquilo que antes acontecia no automático, surge a possibilidade de fazer diferente.

    Não porque passamos a acertar todas as vezes.

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    DMTT orienta população sobre canal de atendimento pelo 118 — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Mas porque uma escolha deixa de ser uma prova de fracasso e passa a ser informação.

    A mudança na alimentação nem sempre começa no prato. Às vezes, começa quando aprendemos a olhar para o que acontece antes dele.

    Nutricionista e engenheira de alimentos, especialista em comportamento alimentar e nutrição funcional, com atuação especialmente voltada à saúde da mulher. É criadora do Método Raíz, uma abordagem que integra nutrição, comportamento e autoconhecimento para ajudar mulheres a construir uma relação mais consciente e possível com a alimentação.

    Juliana Aloy.
    Juliana Aloy. — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    *Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.

    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/noticias/artigos/entre-saber-e-fazer-como-pensamentos-e-crencas-podem-influenciar-nossas-escolhas-alimentares-939448.

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    Juliana Aloy. — Foto: Gazeta de Alagoas

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