Entidade empresarial defende em carta ética e apuração dos fatos no STF em meio ao caso Master
A ICC Brasil (International Chamber of Commerce), entidade que reúne grandes empresas, bancos e escritórios de advocacia, como Amazon, Branco do Brasil e BMA Advogados, divulga nesta terça-feira (8) uma carta aberta para manifestar preocupação com as suspeitas de desvios de conduta no poder público em meio aos desdobramentos do escândalo do Banco Master. Leia mais (09/08/2026 - 12h29)

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A ICC Brasil (International Chamber of Commerce), entidade que reúne grandes empresas, bancos e escritórios de advocacia, como Amazon, Branco do Brasil e BMA Advogados, divulga nesta terça-feira (8) uma carta aberta para manifestar preocupação com as suspeitas de desvios de conduta no poder público em meio aos desdobramentos do escândalo do Banco Master.

Com o título "Integridade, Governança e Transparência: Pilares Inegociáveis para o Brasil", a ICC defende que "os fatos divulgados sejam apurados com rigor e imparcialidade, por meio dos canais institucionais competentes".
A carta é uma das primeiras manifestações de uma série de documentos que estão sendo gestados por outras entidades privadas desde a semana passada, quando foram reveladas as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes , além da reação do procurador-geral da República, Paulo Gonet , que pediu anulação do relatório da Polícia Federal .
Segundo a entidade, a carta é uma posição institucional da ICC, não dos associados individualmente.

O site da ICC mostra entre os associados bancos como Santander, Bank of America, BNDES, Bradesco, Itaú e J.P.Morgan, além de companhias de diversos setores, como Johnson&Johnson, CPFL Energia, Embraer, Ericsson, KPMG, Kroll, Mercado Livre, Natura, Nestlé Brasil, Shell Brasil, Siemens e outras. Entre os escritórios de advocacia há nomes como Veirano, Wald, Tauil & Chequer, Tozini Freire, Pinheiro Neto e Mattos Filho.
A carta exalta a integridade e a ética como "valores inegociáveis, e o alicerce sobre o qual se constrói um país confiável e próspero". Também declara preocupação com os impactos econômicos, sociais e atração de investimentos.
"As instituições de Estado, assim como o setor privado, devem operar sob os mais altos e rigorosos padrões de conduta --sem exceções. Quando esses padrões se enfraquecem, o dano não fica restrito à reputação: ele impacta o desenvolvimento econômico e social do país e atinge diretamente todos os ibrasileiros", diz outro trecho do documento.

A carta não cita nenhum órgão expressamente, mas faz menção ao Judiciário e a órgãos reguladores de modo genérico.
"Integridade e ética não são apenas imperativos morais. São condições estruturantes para atração de investimentos, segurança jurídica e previsibilidade. Essas condições dependem diretamente da qualidade da governança exercida por órgãos reguladores, agências setoriais, autoridades monetárias, entes do mercado de capitais e pelo próprio Poder Judiciário. Não há competitividade internacional possível onde essa governança é posta em dúvida", afirma.
Entre as outras manifestações que estão sendo elaboradas há manifesto organizado pela Fiesp que abrange sindicatos patronais, associações e confederações como CACB (Confederação das Associações Comerciais do Brasil) e CNI (Confederação Nacional da Indústria) e Anfavea (que reúne grandes montadoras).
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/entidade-empresarial-defende-em-carta-etica-e-apuracao-dos-fatos-no-stf-em-meio-ao-caso-master.shtml.

Fachada da sede do banco Master, em São Paulo - Renato S. Cerqueira - 2.fev.26//Ato Press/Folhapress · Renato S. Cerqueira - 2.fev.26//Ato Press/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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