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    Entenda protocolo de internação humanizada para moradores de rua no DF

    Protocolo foi acionado pela primeira vez nessa quarta-feira (12/8), após um homem chutar uma criança de 5 anos em uma lanchonete na Asa Sul

    Metrópoles
    13 de agosto de 2026 às 13:53
    Entenda protocolo de internação humanizada para moradores de rua no DF
    Foto: Metrópoles

    Após o primeiro caso de Protocolo de Internação Involuntária Humanizada ser colocado em prática no Distrito Federal, na noite dessa quarta-feira (12/8) , a Secretaria de Desenvolvimento Social ( Sedes-DF ) explicou, nesta quinta (13/8), o fluxo assistencial à população em situação de rua.

    O acolhimento da população em situação de rua no DF ocorre de forma integrada por meio dos órgãos e secretarias ligadas ao GDF. A primeira abordagem é chamada de pré-triagem e é realizada nas ruas, com a busca ativa para acesso aos programas assistências e de saúde .

    Informações sobre a internação involuntária humanizada

    Arte/Metrópoles
    Arte/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Após a triagem, uma equipe especializada, composta por psicólogo, assistente social e enfermeiro, avalia os sinais de alerta para necessidade de internação involuntária. São eles: risco à vida, violência e negligência extrema com autocuidados básicos.

    Em caso de risco de morte iminente, a pessoa em situação de rua é encaminhada para um hospital geral ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) . Já em situação de necessidade de estabilidade clínica, o morador segue para uma UPA.

    Após a intervenção e remoção da pessoa em situação de rua, é tomada a decisão médica sobre a internação de saúde com Plano Terapêutico, com prazo de até 90 dias. Após a alta, o paciente dá continuidade ao tratamento no Caps de referência e é acolhido nos programas da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF.

    Entenda protocolo de internação humanizada para moradores de rua no DF
    Entenda protocolo de internação humanizada para moradores de rua no DF — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Diante da recorrência dos casos e do temor provocado na população, o secretário de Segurança Pública do DF , Alexandre Patury, explicou, nesta quinta-feira (13/8), como funciona o Protocolo de Internação Involuntária Humanizada. Patury ressaltou que a norma não se restringe às pessoas em situação de rua, mas se aplica a qualquer pessoa que apresente sinais aparentes de problemas relacionados ao uso de álcool ou drogas ou de falta de discernimento.

    Segundo Patury, quando houver uma prisão envolvendo uma pessoa em situação de rua, o delegado responsável pela ocorrência deverá avaliar a situação . Caso o suspeito apresente comportamento alterado e indícios de estar sob efeito de entorpecentes, o delegado poderá acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

    A equipe do Samu vai encaminhar o detido a um hospital de referência, como o São Vicente de Paula onde a condição clínica e psicológica (dele) será avaliada. Caso os profissionais de saúde constatem que a pessoa não apresenta condições de permanecer em sociedade naquele momento, e que a internação seja necessária para preservar a segurança dela e da população, poderá ser determinada a internação involuntária, conforme os critérios previstos no protocolo.

    Entenda protocolo de internação humanizada para moradores de rua no DF - destaque galeria
    Entenda protocolo de internação humanizada para moradores de rua no DF - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O primeiro caso de internação involuntária no DF ocorreu após uma criança de 5 anos ser chutada na cabeça dentro de uma lanchonete na 302 Sul, em Brasília . O caso é analisado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

    O morador em situação de rua Celso Pinheiro, de 41 anos, foi flagrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento comercial ( vídeo acima ), obtidas pela Coluna Na Mira, atacando a criança, que caminhava ao lado da mãe. A mulher estava com um bebê em um carrinho e outra criança.

    Nas imagens, é possível ver o momento em que a vítima é atingida e cai no chão. A mãe corre imediatamente para socorrê-la. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde da criança.

    Informações sobre a internação involuntária humanizada
    Informações sobre a internação involuntária humanizada — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O episódio não é um caso isolado. Nas últimas duas semanas, pessoas em situação de rua foram responsáveis por, pelo menos, nove ataques registrados no Distrito Federal . Os crimes chocaram a população pela violência, com ocorrências que vão de agressões a pauladas a um homicídio cometido com 36 facadas .

    O Governo do Distrito Federal (GDF) sancionou, em 20 de julho, a lei que institui acolhimento à população em situação de rua e autoriza internação humanizada de caráter involuntário. De acordo com a lei, a medida deve ser aplicada apenas em casos excepcionais de “risco iminente à vida do indivíduo ou de terceiros, atestadas por profissional médico”.

    Ao Metrópoles , a governadora Celina Leão explicou o funcionamento do protocolo. Segundo a chefe do Executivo local, sempre que a PMDF for chamada para uma ocorrência envolvendo pessoas nessas condições, acusadas de cometer crimes, equipes da assistência social acompanharão o atendimento.

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    Em caso de flagrante, o suspeito será conduzido à delegacia, onde o delegado poderá acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

    A depender da situação, o Samu terá respaldo para encaminhar a pessoa ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), localizado em Taguatinga Sul, onde ela passará por criteriosa avaliação médica. Caso o laudo indique a necessidade, será submetida à internação para tratamento.

    Celina destacou que o HSVP já conta com 10 leitos destinados a esse tipo de atendimento.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/veja-protocolo-de-internacao-humanizada-para-moradores-de-rua-no-df.

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