Política

    Entenda por que Renan Santos foi punido pelo TSE

    Decisão de Dias Toffoli é embasada em regulamento da Justiça Eleitoral que busca garantir igualdade na visibilidade da campanha digital

    Poder360
    31 de agosto de 2026 às 22:02
    Entenda por que Renan Santos foi punido pelo TSE
    Foto: Poder360

    Decisão de Dias Toffoli é embasada em regulamento da Justiça Eleitoral que busca garantir igualdade na visibilidade da campanha digital

    O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu a campanha do candidato Renan Santos (Missão) e de seu vice, Aroldo Medina (Missão), ao Planalto. A decisão foi tomada no sábado (29.ago.2026) e divulgada nesta 2ª feira (31.ago). Eis a íntegra (PDF – 475 kB).

    A decisão é baseada na lei nº 9.504 , de 1997, que obriga os candidatos, no momento do registro da candidatura, a informar à Justiça Eleitoral todos os perfis em redes sociais, sites e canais de comunicação que serão utilizados durante a campanha.

    Na imagem, o candidato Renan Santos (Missão), em entrevista ao Poder360
    Na imagem, o candidato Renan Santos (Missão), em entrevista ao Poder360 — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Segundo Toffoli, o candidato só informou todos os seus 16 perfis em redes sociais em 19 de agosto, 12 dias depois do envio do RRC (Requerimento de Registro de Candidatura) à Justiça Eleitoral, feito em 7 de agosto.

    O ministro baseou a ação nas instruções dadas pelo Tribunal Superior Eleitoral na resolução nº 23.609, de 2019 , que afirma que o preenchimento do RRC deve ser realizado já com o endereço eletrônico do site do candidato e das demais redes sociais.

    Um dos objetivos da resolução do TSE é garantir a igualdade das ações dos algoritmos das redes sociais para todos os candidatos. Para isso, plataformas que utilizam sistemas de recomendação de perfis a usuários devem excluir dos resultados os canais informados à Justiça Eleitoral.

    Para Toffoli, os perfis em redes sociais não cadastrados no RRC “ seguem passíveis de recomendação pelas plataformas ”. O ministro também alega que, nesses casos, torna-se inviável “ a fiscalização dos conteúdos postados, de sua rotulagem como propaganda eleitoral, e do custeio de anúncios e de impulsionamento ”.

    Toffoli afirma que “ a própria omissão de dados é indício de fraude à lei” e caracterizou a ausência de informação das redes quando realizado o RRC como “omissão estratégica da informação ”.

    Pelo regulamento do TSE, o candidato só pode utilizar seus perfis na campanha depois de 48 horas de seu registro na Justiça Eleitoral. Para Toffoli, Renan Santos “ violou frontalmente a obrigação ”. O ministro alega que os benefícios conquistados pelo não cumprimento da norma “ são irreversíveis ”.

    Renan Santos e o Missão terão 24 horas para informar quando cada perfil foi criado e quando começou a ser usado na campanha. Também deverão indicar outras contas utilizadas e explicar o descumprimento das regras eleitorais. O descumprimento pode levar ao indeferimento do registro da candidatura.

    Em vídeo, Renan afirmou que a decisão é desproporcional e disse que não utiliza recursos do Fundo Eleitoral. Também criticou a justificativa de que teria havido abuso de poder econômico por causa do problema no registro dos perfis. Classificou a ação como “ injusta e ilegal “.

    Vídeo: Poder360 · Fonte: Poder360

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/entenda-por-que-renan-santos-foi-punido-pelo-tse/.

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    Na imagem, o candidato Renan Santos (Missão), em entrevista ao Poder360 — Foto: Poder360

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