Entenda por que caso de tortura em SP chegou à lista da Interpol e mobilizou autoridades de Portugal
Marluci Cabrera Bellini Henares e Djalma Antônio Henares Júnior, condenados por tortura em clínica de reabilitação de Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Os episódios de tortura a dependentes químicos em uma clínica de reabilitação de Ribeirão Preto (SP) ocorridos há mais de 12 anos recentemente voltaram a ganhar repercussão com as condenações dos responsáveis. Depois que todos os recursos se esgotaram, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou em junho a pena de 17 anos e seis meses de prisão para quatro pessoas, que passaram a ser consideradas foragidas pelas autoridades brasileiras. T
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Marluci Cabrera Bellini Henares e Djalma Antônio Henares Júnior, condenados por tortura em clínica de reabilitação de Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/EPTV
Os episódios de tortura a dependentes químicos em uma clínica de reabilitação de Ribeirão Preto (SP) ocorridos há mais de 12 anos recentemente voltaram a ganhar repercussão com as condenações dos responsáveis.
Depois que todos os recursos se esgotaram, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou em junho a pena de 17 anos e seis meses de prisão para quatro pessoas, que passaram a ser consideradas foragidas pelas autoridades brasileiras.

Três delas acabaram presas, entre elas o psicólogo Djalma Henares e a ex-mulher e advogada Marluci Bellini, presos enquanto viviam em Portugal depois de serem listados entre os procurados na Polícia Internacional (Interpol).
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Enquanto tenta encontrar uma quarta pessoa, a médica Maria Tereza Bellini , irmã de Marluci, a justiça brasileira aguarda a avaliação de um pedido de extradição do casal preso em solo europeu.
A seguir, veja o que se sabe sobre o caso de tortura no interior de São Paulo e os desdobramentos 12 anos depois:
Onde fica a clínica e o que as investigações apontaram?
O Centro de Tratamento e Recuperação de Álcool e Drogas funcionava em Ribeirão Preto, no Recreio das Acácias.
A investigação teve início em 2014, motivada por relatos de ex-internos e mães que procuraram a Promotoria de Justiça. No dia 5 de agosto daquele ano, agentes da Polícia Civil e do Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão no estabelecimento.
Dez pacientes foram retirados da clínica pelas autoridades, que também apreenderam pedaços de madeira, cordas e faixas hospitalares utilizados para conter os internos.
Os trabalhos apontaram que a clínica funcionava como um ambiente de violência sistemática e maus-tratos.
Clínica de reabilitação de Ribeirão Preto denunciada em 2014 por tortura contra pacientes. — Foto: AcervoEP
Segundo depoimentos de ex-internos, as vítimas eram submetidas a agressões com pedaços de madeira e tacos de bilhar, eram amarradas por períodos prolongados e expostas a castigos e humilhações públicas, incluindo a obrigação de caminhar sem roupas pelo local.
Também foi constatado o uso forçado e sem receita médica de uma mistura de sedativos controlados apelidada de "danoninho", administrada para anular qualquer resistência dos pacientes.
Os réus denunciados e condenados são os sócios-proprietários Djalma Antonio Henares Junior, a ex-esposa Marluci Cabrera Bellini Henares e a cunhada dele, Maria Tereza Cabrera Bellini, que atuava como médica psiquiatra e responsável técnica da clínica.
O quarto réu é o monitor de segurança Angelo Bellini Neto, sobrinho de Djalma e de Maria Tereza.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/08/24/entenda-por-que-caso-de-tortura-em-sp-chegou-a-lista-da-interpol-e-mobilizou-autoridades-de-portugal.ghtml.

Justiça inicia processo de extradição de casal ligado a clínica de Ribeirão Preto — Foto: G1
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