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    Entenda o que é o linfoma não Hodgkin, câncer que causou a morte do cantor Netinho

    O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador (BA), após complicações de um linfoma não Hodgkin do tipo B. Leia mais (10/13/2026 - 14h45)

    Folha de S.Paulo
    13 de outubro de 2026 às 17:45
    Entenda o que é o linfoma não Hodgkin, câncer que causou a morte do cantor Netinho
    Cantor usando boné branco e fone intra-auricular canta segurando microfone em ambiente com iluminação azul. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador (BA), após complicações de um linfoma não Hodgkin do tipo B.

    O cantor Netinho se apresenta no palco Anos 90, no Largo do Arouche, durante Virada Cultural, em 2018. - Ricardo Matsukawa - 20.maio.18/UOL · Ricardo Matsukawa - 20.maio.18/UOL
    O cantor Netinho se apresenta no palco Anos 90, no Largo do Arouche, durante Virada Cultural, em 2018. - Ricardo Matsukawa - 20.maio.18/UOL · Ricardo Matsukawa - 20.maio.18/UOL — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Diagnosticado em março de 2025, o câncer entrou em remissão naquele ano, mas voltou em maio de 2026. Na ocasião, o cantor contou aos fãs que a doença havia reaparecido de forma mais agressiva.

    O quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos, segundo uma publicação nas redes sociais do artista.

    É um grupo de cânceres que se originam nos linfócitos, células de defesa do organismo. Elas fazem parte do sistema linfático, rede de vasos, gânglios e órgãos que transportam a linfa, líquido que contém células do sistema imunológico.

    Conheça o cantor baiano Netinho, uma das maiores vozes do axé
    Conheça o cantor baiano Netinho, uma das maiores vozes do axé — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Como essa rede está distribuída pelo corpo, os tumores podem surgir em diferentes regiões. Há dezenas de subtipos, que variam na velocidade de crescimento e na resposta ao tratamento. Alguns evoluem lentamente, enquanto outros são agressivos e podem avançar rapidamente.

    Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Brasil deve registrar 12.560 novos casos por ano de linfomas não Hodgkin entre 2026 e 2028, sendo 6.580 em homens e 5.980 em mulheres.

    Os linfomas não Hodgkin podem se originar de linfócitos B, linfócitos T ou células NK, todos envolvidos nas defesas do organismo.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os linfócitos B participam da produção de anticorpos, proteínas que ajudam a reconhecer e combater agentes infecciosos.

    Os linfomas de células B são os mais comuns e representam cerca de 85% dos casos de linfoma não Hodgkin, segundo o A.C. Camargo Cancer Center .

    Dentro desse grupo, há subtipos com comportamentos distintos. O linfoma difuso de grandes células B, por exemplo, costuma crescer rapidamente, enquanto o linfoma folicular geralmente tem evolução mais lenta.

    A classificação como tipo B, portanto, não determina por si só a gravidade do câncer nem as chances de cura. Para isso, é necessário identificar o subtipo específico e avaliar a extensão da doença.

    Um dos sinais mais comuns é o aumento dos gânglios linfáticos, que pode ser percebido pelo surgimento de caroços geralmente indolores no pescoço, nas axilas ou na virilha. Os gânglios também podem aumentar em regiões internas, como o tórax e o abdômen.

    Outros sintomas incluem febre persistente sem causa aparente, suor noturno excessivo, perda de peso inexplicada, cansaço, fraqueza e coceira na pele. Quando o tumor atinge o tórax, pode provocar tosse ou falta de ar.

    A confirmação geralmente é feita por biópsia , procedimento em que uma amostra de tecido, frequentemente de um gânglio aumentado, é retirada para análise em laboratório.

    Exames de sangue e de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, ajudam a avaliar a extensão do câncer.

    Dependendo do caso, também podem ser necessários exames da medula óssea para verificar se o linfoma atingiu essa região, onde são produzidas as células do sangue.

    O resultado permite identificar o subtipo e classificar o estágio, que indica quanto a doença se espalhou pelo organismo.

    Depende do subtipo, da velocidade de crescimento do tumor, do estágio e das condições clínicas do paciente. As opções incluem quimioterapia , imunoterapia e radioterapia , usadas isoladamente ou em conjunto.

    A imunoterapia, por exemplo, utiliza medicamentos que ajudam o sistema imunológico a reconhecer ou combater as células cancerígenas.

    Também podem ser indicadas terapias-alvo, que atuam sobre características das células tumorais; terapia CAR-T, que modifica células de defesa do paciente para combater o câncer; e transplante de células-tronco hematopoéticas, que pode ajudar a recuperar a produção de células sanguíneas após tratamentos intensivos.

    Nem todos os pacientes precisam iniciar o tratamento imediatamente após o diagnóstico. Em alguns linfomas de crescimento lento, o médico pode recomendar acompanhamento regular e começar a terapia apenas se a doença progredir ou provocar sintomas. Já os tipos agressivos costumam exigir tratamento rápido.

    Para pessoas sem sintomas, o Inca não recomenda exames de rastreamento , pois não há evidências de que essa estratégia traga mais benefícios do que riscos.

    Já a investigação de sinais suspeitos, como gânglios aumentados e perda de peso sem causa aparente, pode favorecer o diagnóstico precoce.

    O risco é maior em pessoas com o sistema imunológico comprometido, como aquelas que usam medicamentos imunossupressores ou vivem com HIV .

    Algumas infecções também estão associadas a subtipos da doença, entre elas as causadas pelos vírus Epstein-Barr e HTLV-1 e pela bactéria Helicobacter pylori .

    A exposição a substâncias químicas, como benzeno, agrotóxicos e solventes, também está associada a determinados tipos de linfoma.

    Ambos são cânceres do sistema linfático, mas se distinguem pelas características das células identificadas no tumor.

    O linfoma de Hodgkin é caracterizado pela presença de células alteradas específicas, chamadas células de Reed-Sternberg, identificadas na análise do tecido.

    Já o linfoma não Hodgkin reúne um grupo mais amplo de tumores, que podem se originar em linfócitos B ou T, entre outros tipos de células, e apresentar evolução lenta ou agressiva.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/10/entenda-o-que-e-o-linfoma-nao-hodgkin-cancer-que-causou-a-morte-do-cantor-netinho.shtml.

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    O cantor Netinho se apresenta no palco Anos 90, no Largo do Arouche, durante Virada Cultural, em 2018. - Ricardo Matsukawa - 20.maio.18/UOL · Ricardo Matsukawa - 20.maio.18/UOL — Foto: Folha de S.Paulo

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