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    Entenda nova fase da Carbono Oculto, que atingiu executivo ligado ao Master

    Nesta quinta-feira (24), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ) do MP-SP ( Ministério Público de São Paulo ) e a Receita Federal deflagraram a terceira fase da Operação Carbono Oculto, ampliando a investigação sobre o uso de estruturas empresariais e financeiras para lavar dinheiro no setor de combustíveis. Leia mais (09/24/2026 - 13h05)

    Folha de S.Paulo
    24 de setembro de 2026 às 16:05
    Entenda nova fase da Carbono Oculto, que atingiu executivo ligado ao Master
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    São Paulo Nesta quinta-feira (24), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ) do MP-SP ( Ministério Público de São Paulo ) e a Receita Federal deflagraram a terceira fase da Operação Carbono Oculto, ampliando a investigação sobre o uso de estruturas empresariais e financeiras para lavar dinheiro no setor de combustíveis.

    Agente da Receita Federal cumpre mandado de busca e apreensão em imóvel de investigado na nova fase da Operação Carbono Oculto - Divulgação Polícia Federal · Divulgação Polícia Federal
    Agente da Receita Federal cumpre mandado de busca e apreensão em imóvel de investigado na nova fase da Operação Carbono Oculto - Divulgação Polícia Federal · Divulgação Polícia Federal — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo o Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal, o grupo investigado teria movimentado R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025 por meio de empresas, fintechs, fundos de investimento e operações financeiras usadas para fragmentar recursos e ocultar seu verdadeiro destino.

    Nesta etapa, os investigadores miram a estrutura que teria sido usada para esconder o controle da Terrana, distribuidora de combustíveis adquirida com recursos que, segundo a apuração, passaram por diferentes empresas antes de chegar ao negócio.

    A operação também alcança pessoas e empresas com conexões com o setor financeiro, entre elas um ex-executivo do Banco Genial e a Entre Investimentos, ligada ao empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro.

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    É uma investigação do Gaeco, do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), e da Receita Federal sobre um esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado. A ação investiga uma complexa rede de infiltração da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) na economia formal, integrando a cadeia do setor de combustíveis a operadores do mercado financeiro.

    Nesta quinta, a terceira fase cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em sete estados , envolvendo 24 empresas e 13 pessoas físicas. O foco é a utilização de empresas, fintechs, fundos de investimento e operações financeiras para ocultar quem estaria por trás da aquisição e do controle de uma distribuidora de combustíveis, a Tobras Distribuidora de Combustíveis, conhecida como Terrana. Segundo o MP-SP, estruturas comerciais teriam sido sobrepostas para esconder o controle da empresa.

    A investigação busca identificar quem controlava os ativos e empresas envolvidos, de onde vieram os recursos e quais estruturas financeiras teriam sido utilizadas para movimentá-los e ocultar sua origem e seus beneficiários.

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    A suspeita é que o grupo tenha usado investimentos de fachada e operações financeiras atípicas para movimentar, fragmentar e ocultar recursos. Entre 2021 e 2025, teriam sido movimentados R$ 11,6 bilhões no esquema investigado. Para o Ministério Público, o volume e o formato das operações indicam possíveis crimes de ocultação patrimonial, dissimulação da origem de recursos e lavagem de dinheiro.

    Segundo o MP-SP, uma usina sucroalcooleira teria sido usada na estrutura para a aquisição da distribuidora. Cerca de R$ 100 milhões teriam passado por contas de empresas e fintechs antes de chegar à Terrana. Conforme a investigação, o caminho dos recursos teria dado aparência de legitimidade às transações e dificultado a identificação dos beneficiários finais.

    Outro ponto identificado pelos investigadores envolve aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios da Terrana na Justiça. Segundo o MP-SP, uma das financeiras investigadas adquiriu esses direitos a partir de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) controlado pelo mesmo grupo proprietário da distribuidora.

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    Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, está entre os alvos dos mandados, assim como seus irmãos, André e Bruno Tupinambá. O Genial afirma que Humberto foi destituído da empresa em maio de 2026 e diz ter fornecido informações sobre a investigação ao Gaeco. O banco também afirma ter adotado medidas adicionais de governança e controle.

    Em nota, o Banco Genial diz que Humberto Tupinambá foi destituído da empresa em maio de 2026. O banco reiterou fornecer informações da investigação ao Gaeco e afirmou que "a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de inspetoria interna e a revisão da governança das operações de crédito".

    A empresa pertence ao empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, que tem ligações com Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master . A Entre está entre as empresas citadas na investigação.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou a companhia de "entidade-chave da lavanderia do sistema financeiro nacional" e afirmou que o esquema investigado movimentou R$ 11,6 bilhões. A declaração é do ministro; a caracterização não deve ser apresentada como conclusão judicial.

    A Folha procurou a Entre Investimentos via ligação telefônica entre as 7h e 8h desta quinta, mas não obteve retorno até a conclusão desta reportagem.

    O Grupo Entre aparece entre as empresas envolvidas no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Em delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República, Mineiro afirmou ter enviado recursos ao exterior para bancar o filme.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/financas/2026/09/entenda-nova-fase-da-carbono-oculto-que-atingiu-executivo-ligado-ao-master.shtml.

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