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    Entenda as diferenças entre fundos de investimento: da renda fixa às ações

    Para saber qual fundo é o melhor para investir é preciso avaliar aspectos como seus objetivos de curto e longo prazo, além de tolerância a riscos e perdas

    CNN Brasil
    17 de agosto de 2026 às 13:35
    Entenda as diferenças entre fundos de investimento: da renda fixa às ações
    Foto: CNN Brasil

    As diferenças entre os tipos de fundos de investimento estão em aspectos como os tipos de ativos que compõem a carteira , o nível de risco, a liquidez e o tipo de tributação que incide sobre eles.

    Para escolher em qual investir, é preciso se informar não só sobre as características gerais de cada um deles, mas também conhecer a tese de investimento e qual o gestor do fundo.

    Abaixo, além de entender o que muda entre um tipo de fundo e outro, veja o que é, como funciona e quais as vantagens.

    Reprodução de pessoa comparando fundos de investimento. • Magnific · • Magnific
    Reprodução de pessoa comparando fundos de investimento. • Magnific · • Magnific — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Fundos de investimento são uma modalidade de aplicação em que os cotistas possuem uma parte do capital do fundo , proporcional ao valor investido. Assim, é uma forma coletiva de investir, com recursos administrados por um gestor.

    Andrea Minardi, professora do Insper e especialista em investimento e finanças, explica que este profissional é o responsável por tomar as decisões sobre o fundo no dia a dia.

    “Assim, você que investiu não precisa ficar de olho para saber o melhor momento para vender ou para comprar ativos”, detalha. “ É o gestor quem cuida disso para você, quem toma conta do dinheiro , até por entender muito mais sobre como investir”.

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    Banco digital ou banco tradicional: o que considerar além das tarifas? — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Além disso, os fundos de investimento apresentam opções tanto de renda variável quanto de renda fixa , e têm a obrigação de ter a sua tese de investimento detalhada, que é o que traduz a estratégia de gerência do fundo.

    Os investidores ainda têm acesso às informações sobre como está a composição da carteira de investimento, seu histórico de desempenho e custos associados ao fundo.

    Para saber a diferença entre os fundos de investimento , é preciso entender aspectos como riscos, rentabilidade, tributação, liquidez e tipos de ativos.

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    Como funciona a autenticação em duas etapas nas instituições financeiras? — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Os fundos de renda fixa são aqueles com maior previsibilidade de retorno . Ou seja, ainda que tenha variação dos rendimentos, ela é menos volátil do que em outros cenários, como o investimento em ações. Por isso, é considerada uma modalidade de baixo risco.

    Os ativos incluem títulos públicos, debêntures, CDBs e letras de crédito, com taxas de juros que podem ser prefixadas, pós-fixadas ou híbridas. Os índices mais comuns são o CDI, a Selic e o IPCA .

    A tributação segue a tabela regressiva de Imposto de Renda sobre o rendimento, e a liquidez pode variar de fundo para fundo, apesar de muitos oferecerem resgates diários.

    Cartão de crédito Inter para empresas de A a Z
    Cartão de crédito Inter para empresas de A a Z — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Os fundos multimercado podem investir numa variedade de ativos, incluindo ações, títulos, renda fixa, moedas estrangeiras, entre outros. Suas estratégias podem ser:

    Por conta das diferenças entre as estratégias, o risco é variável , podendo ser de baixo até muito alto.

    A tributação pode ser pela tabela regressiva do Imposto de Renda ou semestralmente, pelo Come-Cotas.

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    Banco digital ou banco tradicional: o que considerar além das tarifas? — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Os fundos de ações são um tipo de renda variável. Por isso, devem aplicar no mínimo 67% do patrimônio neste tipo de ativo, incluindo:

    O restante, 33%, pode ser investido em títulos de renda fixa, como CDB, Tesouro Direto, LCI e LCA, para equilibrar a carteira e o risco do investimento.

    Por conta das oscilações do mercado acionário, é considerado de alto risco , e a liquidez costuma ser alta.

    Cartão de crédito Inter para empresas de A a Z
    Cartão de crédito Inter para empresas de A a Z — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A tributação é de 15% sobre o ganho de capital no resgate , sem come-cotas. Além disso, os dividendos recebidos pelo fundo são isentos.

    Os fundos de crédito privado são classificados como renda fixa, e concentram a carteira em títulos emitidos por empresas e instituições privadas. Os principais tipos incluem:

    A diferença aqui está no risco de crédito. Ou seja, na possibilidade de o emissor não honrar o pagamento. Por isso, seu risco é de moderado a alto.

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    Como funciona a autenticação em duas etapas nas instituições financeiras? — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ainda, a liquidez é menor, já que muitos têm prazos de resgate mais longos, como D+30 e D+60.

    A tributação também é pela tabela regressiva da renda fixa, com come-cotas.

    Os principais critérios para escolher entre os tipos de fundos de investimento são o seu objetivo financeiro, sua tolerância ao risco e o horizonte de tempo em que planeja ter o dinheiro aplicado.

    Com isso, identificar se a liquidez deve ser baixa ou alta, além de qual o tamanho de rendimento ideal e realista, fica mais fácil. Para facilitar, abaixo há quatro cenários comuns, exemplos com base na meta financeira:

    É o dinheiro para imprevistos e gastos extras, que podem acontecer a qualquer momento. Por isso, o fundo precisa ter alta liquidez, para que o valor investido possa ser resgatado a qualquer momento; e baixo risco, já que é necessária a segurança de que o dinheiro estará disponível.

    Metas como viagens, compra de um carro ou reforma da casa. A liquidez pode ser menor, mas com prazo alinhado à data em que irá usar o dinheiro. Além disso, o risco de oscilação deve ser baixo.

    Por ser um valor que será construído para garantir seu padrão de vida em um futuro ainda distante, quando deixar de trabalhar, a liquidez pode ser baixíssima. Aqui é possível aceitar algum risco de curto prazo em troca de maior potencial de crescimento no longo prazo.

    É o dinheiro de quem já acumulou e quer gerar uma renda periódica, para ser sacado todos os meses ou a cada semestre, por exemplo. Por isso, o investimento precisa combinar fluxo de pagamentos previsível e risco moderado, equilibrando a proteção contra a inflação com a estabilidade necessária para que os rendimentos caiam regularmente na conta, sem grandes surpresas.

    Vale lembrar que tudo isso está relacionado ao seu perfil de investidor , que é definido por um questionário respondido nas plataformas das gestoras e instituições financeiras quando abre uma conta de investimento.

    Na Inter Asset, por exemplo, há várias carteiras disponíveis para investir. A gestora de investimentos é autorizada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e faz parte do ecossistema do Grupo Inter.

    Sobre alertas, Andrea Minardi conta que a comparação deve ser feita apenas entre fundos que sejam similares , já que em casos como os de ações e os de renda fixa seus ativos são completamente diferentes. A professora ainda destaca que o retorno nunca é o único critério .

    “Esse é o maior erro que a gente pode cometer”, explica a especialista. “Porque em finanças a gente tem uma máxima muito válida: não existe almoço de graça. Assim, se você tem mais retorno, é porque você tem mais risco ”.

    Outra dica é não se desesperar quando o rendimento do fundo cai ou fica negativo. Minardi esclarece que há muitas vezes em que o retorno tem um ajuste e volta a crescer, e que o excesso de reação do mercado pode fazer com que os cotistas resgatem na pressa e percam dinheiro.

    É interessante, na hora de acompanhar os investimentos, ter em mente tanto o planejamento de longo prazo quanto um valor máximo de tolerância para a perda. Assim, a decisão de vender ou não as cotas é equilibrada entre estes dois fatores.

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/negocios/entenda-as-diferencas-entre-fundos-de-investimento-da-renda-fixa-as-acoes/.

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