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    Entenda a sequência de decisões que culminou em cancelamento de debate na Globo

    Determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal) alteraram a lista de convidados e a dinâmica do debate presidencial que ocorreria nesta quinta (1º) e acabou sendo cancelado pela TV Globo. Leia mais (10/02/2026 - 11h14)

    Folha de S.Paulo
    2 de outubro de 2026 às 14:14
    Entenda a sequência de decisões que culminou em cancelamento de debate na Globo
    Púlpito transparente com frente azul e microfone centralizado em frente a um fundo azul repetindo a palavra 'Eleições' em branco. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal) alteraram a lista de convidados e a dinâmica do debate presidencial que ocorreria nesta quinta (1º) e acabou sendo cancelado pela TV Globo.

    Púlpito em estúdio da TV Globo, no Rio de Janeiro, onde seria realizado o debate dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 - Eduardo Anizelli - 1º.out.26/Folhapress · Eduardo Anizelli - 1º.out.26/Folhapress
    Púlpito em estúdio da TV Globo, no Rio de Janeiro, onde seria realizado o debate dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 - Eduardo Anizelli - 1º.out.26/Folhapress · Eduardo Anizelli - 1º.out.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A decisão da emissora foi anunciada pouco antes do início da sabatina e ocorreu após a desistência tanto do presidente Lula ( PT ) como do senador Flávio Bolsonaro ( PL ).

    Com isso, a eleição de 2026 se tornou a primeira desde 2006 em que um dos candidatos mais à frente nas pesquisas não participa de nenhum confronto televisionado no primeiro turno.

    Relembre a sequência das decisões que culminaram no cancelamento do debate:

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    A TV Globo havia convidado apenas Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado ( PSD ) e Augusto Cury ( Avante ) para o debate, mas uma decisão do presidente do TSE , ministro Kassio Nunes Marques , obrigou a emissora a convidar o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema ( Novo ) na terça-feira (29).

    A ordem do magistrado atendeu a um pedido feito pelo Novo. O entendimento do TSE até então era que, para participarem obrigatoriamente de sabatinas, as siglas deveriam ter eleito cinco deputados federais no último pleito. O Novo elegeu três.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A legenda argumentou, no entanto, que a regra de representação deveria refletir a composição atual da Câmara dos Deputados e que, até 20 de julho, início das convenções partidárias, tinha cinco deputados filiados em exercício. Kassio acatou a tese.

    Na quarta, Lula confirmou à Globo que não iria ao debate. A avaliação foi que ele seria o alvo de todos os demais candidatos, tendo tempo limitado de resposta. O petista deu entrevista ao podcast Flow no horário do evento.

    O partido Missão fez pedidos ao TSE e ao STF argumentando que, como "houve a participação de Renan Santos em todos os atos promovidos pela TV Globo até esse momento, e o convite foi um só, para debates, sabatinas e para a cobertura das agendas dos candidatos, existe uma legítima expectativa de participação do debate presidencial de amanhã".

    Kassio negou a solicitação afirmando que a emissora não era obrigada a convidar Renan porque o partido não tem o mínimo de cinco parlamentares e que convites para entrevistas não obrigavam a garantia da presença de Renan Santos no debate.

    O pedido ao STF foi negado pela ministra Cármen Lúcia , que não analisou o mérito da questão, mas apontou o uso equivocado da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no caso.

    A magistrada afirmou que a ADPF só deve ser utilizada "se o interessado demonstrar não haver outros meios processuais para o questionamento apresentado, ou ter havido prévio exaurimento de outros instrumentos processuais [...] aptos a fazer cessar a situação de lesividade ou de potencialidade danosa".

    O ministro do STF Gilmar Mendes decidiu no início da noite de quinta-feira (1º), porém, que Renan teria o direito de participar do debate . O magistrado atendeu a um pedido do partido Solidariedade na quinta-feira (1º).

    A presença do candidato do Missão prometia esquentar o debate, uma vez que, diante da ausência de Lula, havia expectativa de que ele fosse o único a fazer um forte contraponto a Flávio Bolsonaro.

    Também no início da noite de quinta-feira (1º), a ministra do TSE Estela Aranha determinou que a Globo não poderia mostrar o púlpito de candidatos ausentes no debate presidencial.

    "A referida cláusula possui, dada a magnitude das consequências negativas que prevê para o candidato que decide se ausentar, aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate, renunciando à facultatividade de participação assegurada em lei", afirmou a magistrada na decisão.

    Após as decisões sobre o púlpito e a participação de Renan, Flávio comunicou que não participaria do debate. Ele atribuiu a decisão ao que chamou de censura imposta ao evento pelo TSE.

    A expectativa era que Renan Santos direcionasse ataques ao candidato do PL. O veto à exibição do púlpito vazio de Lula, por outro lado, impediria a estratégia do senador de explorar a imagem e expor a ausência do presidente.

    Em nota, a TV Globo disse que a decisão da ministra sobre os púlpitos vazios invalidava parte das regras da emissora para o programa, "assinadas por todos os partidos, inclusive o PT". Também citou a decisão de Gilmar Mendes para autorizar a participação de Renan Santos, afirmando ser contrária à lei estabelecida para convite a debates televisionados.

    Estela Aranha teria declarado voto em Lula em 2022, quando o petista enfrentava Jair Bolsonaro, pai de Flávio. "Voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13 porque, como advogados, nós não temos outra opção que não seja o Lula para estancar o aumento do autoritarismo, para defender o Estado democrático de Direito e a democracia no país", diz Estela na gravação, cuja data não pôde ser confirmada.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/entenda-a-sequencia-de-decisoes-que-culminou-em-cancelamento-de-debate-na-globo.shtml.

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    Púlpito em estúdio da TV Globo, no Rio de Janeiro, onde seria realizado o debate dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 - Eduardo Anizelli - 1º.out.26/Folhapress · Eduardo Anizelli - 1º.out.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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