Entenda a nova confusão envolvendo Angra, ex-membros e Eduarda Campopiano
— Foto: Reprodução O Angraverso está em polvorosa. Na noite da última terça-feira, 6, o Angra publicou uma nota de esclarecimento na qual busca se desvencilhar de posicionamentos de ex-integrantes. Mas o que aconteceu?A história começa na segunda-feira, 5, quando uma suposta captura de tela trouxe Kiko Loureiro, guitarrista do grupo entre 1992 e 2015, comentando “credo” em uma foto da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL). Na imagem, a política, notória por seu discurso antifeminista, aparece com uma camiseta do Angra (via site Igor Miranda). — Foto: Reprodução Após a repercussão, L

Banda publicou nota buscando se desvencilhar de posicionamentos de ex-membros, após comentários críticos à deputada estadual que se descreve como ‘maior inimiga das feministas’
O Angraverso está em polvorosa. Na noite da última terça-feira, 6, o Angra publicou uma nota de esclarecimento na qual busca se desvencilhar de posicionamentos de ex-integrantes. Mas o que aconteceu?
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A história começa na segunda-feira, 5, quando uma suposta captura de tela trouxe Kiko Loureiro, guitarrista do grupo entre 1992 e 2015, comentando “credo” em uma foto da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL). Na imagem, a política, notória por seu discurso antifeminista, aparece com uma camiseta do Angra (via site Igor Miranda).
Após a repercussão, Loureiro negou ter feito qualquer comentário. “Recebi a notícia mencionando que eu havia comentado nesse post e vim aqui descobrir do que se tratava. Eu nunca escrevi nenhum comentário aqui, eu nem sabia a existência dessa candidata até ontem. Comentário nunca existiu”, disse. No entanto, o responsável por publicar a foto de Campopiano — o cabeleireiro Anderson Bonani — refutou a versão do músico e disse que a publicação do músico, de fato, existiu.
“Ele [Kiko] apagou [o primeiro comentário] porque eu comentei que ia processar. Poxa, que pena, ia ganhar uma grana danos morais […]. A foto é minha e no meu studio. Eu corto o cabelo dela como uma cliente normal e assim, vejo uma p*t@ falta de ética profissional desse guitarrista que já passou faz tempo. Muitos jovens nem sabem quem é […]. O que ela teve de votos ele nunca teve de fãs. Ele tinha que ter orgulho da camiseta e parar de fazer comentários na página dos outros. Já já ele vai tomar é um belo de um processo meu, isso sim, meu post minha página e minha conta.”

O baterista Marco Antunes, que integrou o grupo entre 1991 e 1993, recorreu às redes para criticar Eduarda de forma ainda mais ácida. Ele declarou:
“Tira essa camiseta, fascistinha de m*rda, demônio precoce. Como cofundador e anjo brabo precoce, te declaro excomungada. E vá para o raio que o parta, psicopatinha de m*rda. É cada coisa que a gente gostaria de ‘desver’.”
Diante disso, o Angra — que já não conta mais com Loureiro ou Antunes, embora o primeiro citado ainda siga como sócio e envolvido nas decisões — publicou um comunicado para se afastar de eventuais pronunciamentos de ex-integrantes. De acordo com a banda, tais manifestações são estritamente pessoais. Leia o comunicado:

“O Angra esclarece que não tem qualquer responsabilidade ou envolvimento com manifestações recentemente publicadas por ex-integrantes da banda. Tais opiniões são de caráter estritamente pessoal e não representam o Angra nem seus atuais integrantes. Alguns canais e veículos de comunicação vêm repercutindo o assunto de maneira imprecisa, associando essas manifestações à banda. Essa associação não corresponde aos fatos.
Há 35 anos, o Angra se orgulha de levar a música e a cultura brasileira para o mundo, em toda a sua diversidade. Respeitamos a pluralidade de opiniões e ideologias de nosso público e consideramos a liberdade de expressão de nossos fãs um princípio fundamental, independentemente de concordarmos ou não com suas opiniões. Seguimos focados na música, na nossa história e, principalmente, nos nossos fãs.”
Uma publicação partilhada por Angra (@angraofficial)

A publicação do grupo gerou reações mistas nas redes sociais. Internautas acreditam que o quinteto não deveria ter se posicionado de tal forma. Confira um pouco da repercussão a seguir.
Apresentando-se como “a maior inimiga das feministas de São Paulo”, Eduarda Campopiano tem 23 anos e exerceu mandato de vereadora a partir de 2024 na cidade de Praia Grande (SP). Entre suas controvérsias mais notórias (via g1), a deputada estadual eleita já:
— declarou que “não deve nada ao feminismo”;

— afirmou que “homem é homem e mulher é mulher” (ao abordar questões de transexualidade);
— chamou a deputada federal Erika Hilton (Psol) de “homem biológico” (em publicação online pela qual é acusada de transfobia e violência de gênero” em denúncia formalizada no Ministério Público);
— disse em uma filmagem que “vestibular não é para ser inclusivo” (ao criticar política de cotas);

— e celebrou a colonização do Brasil em entrevista ao RedCast, afirmando: “A gente volta para os índios cometendo canibalismo aqui no Brasil. Glória a Deus que colonizaram. Glória a Deus que catequizaram as índias. Glória a Deus que a extrema direita chegou e falou para os índios: ‘Galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal, enterrar criança viva’.” Estima-se que dos 2,5 milhões de povos indígenas que viviam na região que hoje compreende o Brasil na época da chegada de Pedro Álvares Cabral em 1500, menos de 10% sobreviveram até os anos 1600.







Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/noticias/diversao-variedades/tv-e-celebridades/entenda-a-nova-confusao-envolvendo-angra-ex-membros-e-eduarda-campopiano-941010.

— Foto: Reprodução — Foto: Gazeta de Alagoas
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