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    Eneva vê economia de até R$3,2 bi a consumidor com flexibilização de termelétricas

    Eneva " data-image-caption=" Complexo do Parnaíba da Eneva (Divulgação) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2023/11/slider-complexo-do-parnaiba.jpg?fit=800%2C422&quality=70&strip=all" />Eneva vem discutindo com o ⁠governo uma mudança contratual para flexibilizar o despacho de ⁠três projetos The post Eneva vê economia de até R$3,2 bi a consumidor com flexibilização de termelétricas appeared first on InfoMoney .

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    21 de setembro de 2026 às 16:43
    Eneva vê economia de até R$3,2 bi a consumidor com flexibilização de termelétricas
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    Complexo do Parnaíba da Eneva (Divulgação)

    SÃO PAULO, 21 Set (Reuters) – Um ⁠acordo em discussão no Tribunal de Contas da União (TCU) ⁠para flexibilizar o acionamento de usinas termelétricas da Eneva pode acarretar ‌uma economia estimada de R$1,7 bilhão a R$3,2 bilhões aos consumidores de energia no mercado regulado, conforme números apresentados pela Eneva em proposta ao governo federal.

    As ‌cifras, calculadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e pela consultoria PSR, constam em documento encaminhado pelo Ministério de Minas e Energia à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que foi instada pela pasta a se manifestar no processo sobre o tema que está em discussão final no TCU.

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    A Eneva vem discutindo com o ⁠governo, ‌com mediação do TCU, uma mudança contratual para flexibilizar o despacho de ⁠três projetos: UTE Maranhão III, UTE MC2 Nova Venécia 2 e UTE Azulão II e IV, que somam 1,2 gigawatt (GW) de potência.

    A ideia é que, em vez de funcionarem compulsoriamente o tempo todo, essas usinas possam ser acionadas apenas quando o sistema elétrico realmente precisar.

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    Isso ajudaria o trabalho do ​Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que tem precisado de mais usinas flexíveis para fazer frente às variações de geração das diferentes fontes de energia e ​atender à demanda. Além disso, contribuiria para reduzir os cortes de geração renovável ocorridos por sobreoferta de energia, que se tornaram um problema crescente no setor.

    Conforme a proposta da Eneva, estudos apontam que essa flexibilização traria redução de custos ao consumidor regulado, por exemplo, via diminuição da cobrança de encargos como ‌ESS e Coner. A análise da CCEE aponta economia ​de R$1,7 bilhão, e a da PSR, de R$3,2 bilhões, de 2026 a 2030.

    A ideia é que as usinas deixem de operar com inflexibilidade e sejam despachadas pelo ONS por mérito econômico ⁠ou por necessidade de ​segurança do sistema, com ​base em um custo variável unitário (CVU) operativo de R$760/MWh.

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    Também há uma premissa de neutralidade tarifária — isto é, ⁠uma garantia de que essa mudança contratual ​não trará impactos para as distribuidoras, com eventuais custos adicionais no mercado energia spot devendo ser arcados pela Eneva.

    Ainda segundo a proposta da Eneva, uma análise do ONS sobre ​o caso apontou que, caso implementada, a flexibilização operativa das termelétricas ajudaria com uma potencial de redução de 215 megawatts médios (MWm) de cortes ​de geração de energia.

    O ⁠acordo, se aprovado, começaria a vigorar em julho de 2027, para coincidir com o ‘início do maior volume ⁠de inflexibilidade somado das térmicas e com o período de ‘safra’ dos ventos, sendo assim o período do ano com maior benefício de redução dos cortes previstos’, diz o documento da Eneva.

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    A discussão para um eventual acordo deve ser concluída até o final deste mês, conforme prazos estipulados na SecexConsenso, do TCU.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/business/eneva-ve-economia-de-ate-r32-bi-a-consumidor-com-flexibilizacao-de-termeletricas/.

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