Eneva pode acionar Justiça contra “exagero” sobre acesso a terminais de GNL, diz CEO
Complexo Parnaíba Eneva " data-image-caption=" (Divulgação) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2023/11/AZV_6549.jpg?fit=920%2C485&quality=70&strip=all" />Eneva pode acionar Justiça contra "exagero" sobre acesso a terminais de GNL, diz CEO The post Eneva pode acionar Justiça contra “exagero” sobre acesso a terminais de GNL, diz CEO appeared first on InfoMoney .

SÃO PAULO, 20 Ago (Reuters) – A Eneva pode acionar a Justiça contra uma proposta da agência reguladora ANP sobre acesso de terceiros a terminais de gás natural liquefeito (GNL), que a companhia considera um ‘exagero ou preciosidade regulatória’, disse nesta quinta-feira o CEO, Lino Cançado.
‘Voltar atrás ou não na regulamentação, acho que a ANP pode estar no direito dela, agora nós vamos buscar o nosso direito também… se a gente achar que isso não está de acordo com a lei, vai caber à companhia questionar essa decisão da Justiça’, disse o executivo, em evento do MegaWhat.
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Cançado acrescentou que não há ainda decisão tomada sobre judicializar o tema, e que também não foi apresentado recurso à ANP para reverter a regulamentação.
A diretoria da ANP aprovou no fim de junho uma regulamentação que prevê acesso ‘não discriminatório e negociado’ de terceiros a infraestruturas de gás, incluindo terminais de GNL, gasodutos e outras instalações.

Pelas novas regras, os donos de terminais de GNL, como a Eneva, teriam que aceitar uma mediação e arbitragem da ANP em negociações privadas com interessados em acessar esses terminais. ‘Se você quer acessar meu terminal, nós vamos negociar, se nós não chegarmos a um acordo, resumidamente, ela (ANP) entraria como árbitro desse acordo, e ela arbitraria o acordo baseado em parâmetros dela’, explicou.
Na visão do executivo, isso representa a regulação de um ‘não problema’, uma vez que o mercado de gás se ‘autorregula’, com os proprietários desses terminais já ofertando a terceiros a capacidade disponível de suas instalações.
‘Acho que você tem que regular quando tem como monopólio natural… São pelo menos 9 a 10 terminais (no Brasil), de pelo menos cinco agentes diferentes. E todos eles ofertam exatamente a capacidade do terminal nas condições do preço que acham que têm que ofertar. Se alguém ofertar por menos, ele perde o negócio e fica para outro.’

Além da Eneva, também são donas de terminais de GNL a Petrobras, a Edge (da Compass, do grupo Cosan), a New Fortress Energy e GNA. A Âmbar, do grupo J&F, também atua no segmento, tendo arrendado um terminal.



Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/business/eneva-pode-acionar-justica-contra-exagero-sobre-acesso-a-terminais-de-gnl-diz-ceo/.

Foto: InfoMoney
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