Energisa (ENGI11) despenca 5% após balanço do 2T: o que decepcionou o mercado?
Energisa " data-image-caption=" Foto: Divulgação " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2022/08/energisa-engi11.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />Energisa reverteu lucro e registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 40 mi no 2º tri The post Energisa (ENGI11) despenca 5% após balanço do 2T: o que decepcionou o mercado? appeared first on InfoMoney .

Os papéis da Energisa ( ENGI11 ) tiveram forte desvalorização nesta sexta-feira (7), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre , que foram considerados negativos pelos banco consultados. As units fecharam em baixa de 5,22%, cotados a R$ 46,88.
O JPMorgan considerou o resultado fraco, com Ebitda ajustado de R$ 1,95 bilhão, praticamente estável na comparação anual, mas 12% abaixo da sua estimativa.
De acordo com os analistas, o desempenho foi prejudicado principalmente pelas distribuidoras EMT e EMS, que representam cerca de 50% do valor líquido dos ativos (NAV) da companhia.

As duas empresas registraram margens brutas mais fracas e aumento das despesas operacionais.
O Goldman Sachs também classificou os resultados como fracos e abaixo das expectativas, principalmente devido ao aumento dos custos operacionais. Para o banco, o desempenho acende um sinal de alerta para o segmento de distribuição de energia, embora a recomendação de compra para a companhia tenha sido mantida.
O lucro líquido ajustado somou R$ 88 milhões, queda de 80% em relação ao mesmo período do ano passado, também inferior à projeção do banco (R$ 364 milhões) e à expectativa do consenso (R$ 349 milhões).

Segundo os analistas, a principal razão para a frustração foi o aumento das despesas, em parte relacionado aos investimentos para preparar a rede elétrica para possíveis eventos climáticos associados ao forte fenômeno El Niño esperado para o segundo semestre.
Na mesma direção que JPMorgan e Goldman Sachs, o Morgan Stanley apontou que o principal fator de pressão veio das distribuidoras de energia, cujo Ebitda ajustado recuou 1%, para R$ 1,7 bilhão, refletindo o aumento de 12% nas despesas operacionais (PMSO), que mais do que compensou o crescimento do volume distribuído e os reajustes tarifários.
Como pontos positivos, o Morgan Stanley destaca o desempenho da ES Gás, cujo Ebitda avançou 86% na comparação anual, impulsionado por maiores volumes e tarifas, além do anúncio de R$ 251 milhões em dividendos (R$ 0,50 por unit), com pagamento previsto para 24 de agosto.

Apesar do resultado operacional decepcionante, o JPMorgan continua otimista com a tese de investimento para a Energisa. O banco estima que uma eventual mudança na regulação do setor pode gerar um potencial de valorização superior a 10% no valor presente líquido (VPL) da companhia.
Além disso, o JPMorgan observa que o posicionamento dos investidores na ação permanece relativamente fraco, com o nível de posições vendidas equivalente a cerca de nove dias de negociação, fator que pode favorecer uma recuperação dos papéis caso o debate regulatório avance.
Diante disso, o JPMorgan reiterou a recomendação Overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para as units da Energisa e segue vendo a companhia como uma escolha tática para capturar potenciais ganhos decorrentes das discussões regulatórias.
O Morgan Stanley e Goldman Sachs manteve de compra para ações da Energisa, com preço-alvo de, respectivamente, R$ 60 e 58.
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Foto: InfoMoney
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