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    Endometriose: cirurgia é sempre o único caminho?

    Assim que o laudo confirma a endometriose, quase sempre vem a mesma pergunta: "vou precisar de cirurgia?". É uma reação natural, mas a resposta não é tão simples quanto parece. Nem toda mulher com o diagnóstico precisa passar pela sala de cirurgia, e entender por que ajuda a tirar um peso enorme dos ombros de quem acabou de descobrir a doença. A endometriose acontece quando um tecido parecido com o que reveste o útero por dentro cresce fora dele, grudando em outros órgãos da pelve. Mas o tamanho dessas lesões, os sintomas que elas causam e como o corpo responde aos tratamentos já tentados vari

    G1
    14 de outubro de 2026 às 12:35
    Endometriose: cirurgia é sempre o único caminho?
    Foto: G1

    Assim que o laudo confirma a endometriose, quase sempre vem a mesma pergunta: "vou precisar de cirurgia?" . É uma reação natural, mas a resposta não é tão simples quanto parece. Nem toda mulher com o diagnóstico precisa passar pela sala de cirurgia, e entender por que ajuda a tirar um peso enorme dos ombros de quem acabou de descobrir a doença.

    A endometriose acontece quando um tecido parecido com o que reveste o útero por dentro cresce fora dele, grudando em outros órgãos da pelve. Mas o tamanho dessas lesões, os sintomas que elas causam e como o corpo responde aos tratamentos já tentados variam muito de mulher para mulher. É essa variação que define o próximo passo: para muitas, o tratamento clínico já é suficiente. Para outras, a cirurgia se torna necessária.

    As diretrizes internacionais mais recentes sobre a doença, atualizadas em 2022 pela Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), mudaram a forma como os médicos pensam o primeiro passo do tratamento. Hoje, remédios hormonais, como pílulas anticoncepcionais e progestágenos, passaram a ser indicados como primeira opção para controlar a dor, antes mesmo de se cogitar a cirurgia. A própria laparoscopia, antes usada quase como exame de rotina para confirmar o diagnóstico, hoje fica reservada para quando os exames de imagem não mostram nada, mas os sintomas continuam incomodando mesmo com o tratamento em curso.

    A cirurgia volta a ser considerada em situações mais específicas: quando a dor não melhora com os remédios, quando a doença invade órgãos como intestino ou bexiga e compromete o funcionamento deles, ou quando a mulher tenta engravidar e não consegue por causa das lesões. Em cada uma dessas situações, o objetivo também muda: aliviar a dor, preservar a função de um órgão ou aumentar a chance de gravidez.

    "Nesses cenários, quando o tratamento clínico não controla os sintomas ou há risco de suboclusão intestinal, a intervenção cirúrgica torna-se indispensável", explica Tiago Castilho, cirurgião oncológico com atuação em cirurgia ginecológica e cirurgia de endometriose profunda, sobre os casos em que a doença compromete o intestino.

    Por que a decisão não pode ser igual para todo mundo

    Além do tipo e da localização da lesão, entram na conta a idade da paciente, o desejo de engravidar e a própria experiência de cada mulher com a dor. É por isso que duas pacientes com o mesmo grau de endometriose podem receber indicações diferentes: uma segue em acompanhamento clínico, outra é encaminhada para cirurgia.

    Um exemplo é o inchaço abdominal que aparece na menstruação: quando está ligado à endometriose, muitas vezes é tratado junto com o restante dos sintomas, sem que isso signifique, sozinho, indicação de cirurgia. Para entender melhor esse quadro, vale a leitura do artigo sobre barriga inchada, alimentação, intestino e endometriose.

    Nem toda mulher com endometriose precisa ser operada. Uma boa decisão cirúrgica começa, na verdade, pela definição de quem realmente se beneficia do procedimento.

    Há mais de 10 anos atendendo e operando pacientes com endometriose, Tiago Castilho avalia individualmente a indicação e o planejamento de cada caso. Quando a cirurgia é necessária, sua experiência em videocirurgia e cirurgia robótica permite o uso de técnicas minimamente invasivas, enquanto o Cuidado 360º estrutura a preparação e a recuperação.

    Para mais informações ou agendamento de consulta, entre em contato pelo telefone (44) 99169-8161.

    Tiago Castilho é Cirurgião Oncológico com atuação em Cirurgia Ginecológica e Cirurgia de Endometriose Profunda, mestre e doutor na área, com mais de 10 anos de experiência no tratamento cirúrgico da doença. CRM-PR 22590 | RQE 2911 | RQE 844.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/clinica-dr-tiago-castilho-endometriose-profunda-dor-e-cirurgia/noticia/2026/10/14/endometriose-cirurgia-e-sempre-o-unico-caminho.ghtml.

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