Endividamento da MRV deve cair quase 30% até o fim de 2026, diz CFO
Ricardo Paixão detalhou ao CNN Money o balanço da incorporadora no segundo trimestre e as perspectivas de desalavancagem da companhia

A MRV projeta uma redução de quase 30% no seu endividamento líquido até o fim de 2026. A informação foi divulgada por Ricardo Paixão, CEO da incorporadora, em entrevista exclusiva ao CNN Money , na qual ele detalhou o balanço da incorporadora referente ao segundo trimestre.
Segundo Paixão, a dívida líquida da companhia saiu de um patamar de aproximadamente R$ 5,9 bilhões em dezembro e deve recuar para cerca de R$ 4,6 bilhões. Ele explicou que esse movimento já começou a se concretizar: "A gente já teve esses R$ 400 milhões de geração de caixa no primeiro semestre desse ano."
De acordo com Paixão, a recuperação de margem e o crescimento do volume da operação brasileira têm contribuído para o fortalecimento da geração de caixa . Além disso, a venda de portfólio da subsidiária Resia somou cerca de US$ 400 milhões — aproximadamente R$ 2 bilhões — no primeiro semestre.

"Boa parte desse recurso ainda não entrou no caixa da companhia", afirmou, acrescentando que os contratos de compra e venda já foram assinados e que a expectativa é concluir o fechamento das operações ao longo dos próximos meses.
A projeção de queda de quase 30% no endividamento considera os efeitos combinados da entrada desses recursos e da venda do portfólio da subsidiária Lugo.
Paixão ressaltou que a estimativa não leva em conta "novas potenciais vendas de ativos da Resia, ainda para esse ano", nem uma geração de caixa positiva prevista para o Brasil no segundo semestre.

Na semana anterior à entrevista, a MRV anunciou a venda de ativos no valor de US$ 170 milhões, envolvendo um projeto denominado Memorial , localizado em Atlanta, além de cinco terrenos.
Paixão explicou que cada ativo possui um cronograma distinto de fechamento: "Parte desses ativos, devemos concluir a venda até o final desse ano, e alguns podem ficar para o início do próximo ano."
Ele reconheceu que o calendário exato depende de fatores externos, como a conclusão dos processos de due diligence. No entanto, garantiu que, "até o final do primeiro trimestre do ano que vem, no mais tardar", todos esses impactos devem contribuir positivamente para a redução do endividamento da companhia.




Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/endividamento-da-mrv-deve-cair-quase-30-ate-o-fim-de-2026-diz-cfo/.

Preços ao produtor nos EUA ficam estáveis em julho — Foto: CNN Brasil
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