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    Encontro de negociadores na Ucrânia termina otimista, mas sem decisão concreta

    Depois de receber Jared Kushner e Steve Witkoff, os enviados dos Estados Unidos , neste domingo (6) em Kiev , o presidente da Ucrânia , Volodimir Zelenski , voltou a insistir que questões mais sensíveis da negociação, como a disputa territorial, só poderão ser resolvidas em "nível de líderes". Leia mais (09/06/2026 - 08h44)

    Folha de S.Paulo
    6 de setembro de 2026 às 11:44
    Encontro de negociadores na Ucrânia termina otimista, mas sem decisão concreta
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Depois de receber Jared Kushner e Steve Witkoff, os enviados dos Estados Unidos , neste domingo (6) em Kiev , o presidente da Ucrânia , Volodimir Zelenski , voltou a insistir que questões mais sensíveis da negociação, como a disputa territorial, só poderão ser resolvidas em "nível de líderes".

    O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski (à esq.), recebe os enviados especiais dos Estados Unidos Steve Witkoff (à dir.) e Jared Kushner (centro), em Kiev, neste domingo (6) - Genya Savilov/AFP · Genya Savilov/AFP
    O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski (à esq.), recebe os enviados especiais dos Estados Unidos Steve Witkoff (à dir.) e Jared Kushner (centro), em Kiev, neste domingo (6) - Genya Savilov/AFP · Genya Savilov/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A fala representa um novo pedido para uma uma reunião com seu homólogo russo, Vladimir Putin . Zelenski classificou a conversa deste domingo como positiva, mas admitiu que, "por enquanto", o conflito deve se estender por mais um inverno europeu.

    O encontro ocorreu um dia após Witkoff, sócio de Donald Trump , e Kushner, genro do presidente, também se reunirem com Putin no Kremlin para discutir o fim de mais de quatro anos de guerra entre os países. Eles já haviam visitado Moscou oito vezes, mas ainda não tinham mantido conversas na capital ucraniana.

    A cidade é alvo de ataques russos desde o início da invasão, em fevereiro de 2022. Para permitir a realização das negociações, Rússia e Ucrânia prometeram não atacar suas respectivas capitais durante três dias .

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    Os dois enviados de Donald Trump chegaram a Kiev de trem, já que o espaço aéreo está fechado desde o início do conflito. A expectativa era retomar as negociações para encerrar o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, após um período de intensificação dos combates.

    Witkoff afirmou que a reunião foi "significativa, substancial, importante" e instou a Rússia e a Ucrânia a fazerem concessões para encontrar uma solução para o fim do conflito. "Ambas as partes terão de fazer concessões e reduzir suas divergências, e acreditamos que dispomos dos elementos necessários para alcançar isso", disse.

    Kushner afirmou esperar que "esta viagem tenha permitido abrir novos caminhos para avançar".

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Depois da conversa com o presidente ucraniano, houve uma segunda reunião com a delegação americana, autoridades ucranianas e representantes de segurança de Reino Unido, França e Alemanha —o chamado E3 da Europa. "Somos gratos pelo fato de os europeus estarem aqui conosco hoje", declarou Zelenski.

    Witkoff e Kushner se reuniram com Putin no sábado (5) para "promover a agenda de paz do presidente Trump para a guerra entre Rússia e Ucrânia", segundo comunicado da Casa Branca.

    "As duas partes discutiram planos concretos para as próximas etapas, que serão anunciadas nas próximas semanas, e aguardam com expectativa reuniões igualmente produtivas amanhã na Ucrânia", diz ainda a nota do governo Trump.

    O assessor diplomático do Kremlin, Yuri Uchakov, classificou as conversas como "extremamente francas" e afirmou que os americanos "apresentaram uma série de ideias sobre possíveis caminhos para um acordo", sem detalhar as propostas. Uchakov disse ainda que os russos afirmaram estar "confiantes" de que podem alcançar seus objetivos militares e tomar o restante do leste da Ucrânia.

    No sábado, Putin agradeceu Trump por persistir em seus esforços para encerrar a guerra, apesar de a tarefa "não ser simples". O presidente americano disse na sexta-feira (4) que seus enviados levavam uma "proposta" para encerrar os combates. "Temos uma ideia para a paz", afirmou, sem dar detalhes.

    Até agora, os esforços dos EUA não produziram um avanço na guerra, e as iniciativas de paz estão paralisadas, em parte, devido à guerra de Washington e Israel com o Irã.

    A Rússia ocupa grandes áreas do leste e do sul da Ucrânia, e Putin insiste que Moscou pretende tomar o restante do território no leste.

    Moscou e Kiev se comprometeram a suspender os ataques contra as capitais durante as negociações. Os combates, porém, continuaram em outras regiões. A Força Aérea da Ucrânia afirmou que a Rússia lançou 108 drones e mísseis durante a noite. Moscou, por sua vez, disse ter abatido 258 drones.

    Kiev disse que ataques russos mataram dez pessoas em diferentes regiões do país, entre elas uma criança e familiares na região de Kharkiv. Outras duas pessoas morreram nos arredores da capital.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/enviados-de-trump-chegam-a-kiev-para-negociar-fim-da-guerra-apos-reuniao-com-putin-em-moscou.shtml.

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    O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski (à esq.), recebe os enviados especiais dos Estados Unidos Steve Witkoff (à dir.) e Jared Kushner (centro), em Kiev, neste domingo (6) - Genya Savilov/AFP · Genya Savilov/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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