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    Empréstimo do BRB: Celina Leão diz a Fux que DF 'fez sua parte'; União não tem ligação com crise, rebate Durigan

    Governadora do Distrito Federal, Celina Leão, em audiência de conciliação no STF sobre o empréstimo do BRB Gustavo Moreno/STF A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltaram a trocar declarações fortes nesta quinta-feira (13) durante uma reunião de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), mediada pelo ministro Luiz Fux. A reunião foi convocada para tentar destravar um empréstimo bilionário para salvar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB) – parado desde que uma primeira versão do acordo foi homologada em maio (entenda abaixo). Ao pe

    G1
    13 de agosto de 2026 às 20:08
    Empréstimo do BRB: Celina Leão diz a Fux que DF 'fez sua parte'; União não tem ligação com crise, rebate Durigan
    Foto: G1

    Governadora do Distrito Federal, Celina Leão, em audiência de conciliação no STF sobre o empréstimo do BRB — Foto: Gustavo Moreno/STF

    A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltaram a trocar declarações fortes nesta quinta-feira (13) durante uma reunião de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), mediada pelo ministro Luiz Fux.

    A reunião foi convocada para tentar destravar um empréstimo bilionário para salvar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB) – parado desde que uma primeira versão do acordo foi homologada em maio (entenda abaixo).

    Após acordo homologado no STF, empréstimo bilionário para tentar salvar BRB não sai do papel
    Após acordo homologado no STF, empréstimo bilionário para tentar salvar BRB não sai do papel — Foto: G1 · Fonte: G1

    Ao pedir o novo encontro, Celina Leão acusou os órgãos federais de "inércia" no tratamento do tema – o que gerou reclamações públicas do ministro da Fazenda, Dario Durigan .

    Nesta quinta, Celina foi a primeira a falar na reunião. E voltou a cobrar os órgãos federais.

    "Eu não estou vindo pedir uma decisão judicial, eu tenho uma decisão judicial. Venho pedir o cumprimento das partes. O que a gente tem é uma série de exigências, até sobre Centrad, ministro, que não tem nada a ver com a história do BRB", declarou Celina.

    ➡️ O Centrad citado por Celina Leão é o Centro Administrativo do DF – complexo construído para receber órgãos públicos e pivô de uma polêmica entre o governo distrital e a Caixa .

    Em seguida, Dario Durigan assumiu o microfone – e repetiu a posição de que o governo federal não criou o problema e está empenhada em ajudar.

    "A União não tem nada a ver com essa história. É um problema gerado pelo governo do DF com o BRB, que tem que ser tratado pelos responsáveis. A União foi trazida para esse debate e, com muita boa vontade, apresentamos soluções para além de ficar criando dificuldade", rebateu.

    "Não cabe a ninguém sugerir, muito menos ao FGC, a qualquer banco, que a solução é o aval da União, porque o aval da União todo mundo quer. Os agricultores querem aval da União para negociar sua dívida. Então, é o aval da União que resolve tudo no país? Essa é a concepção errada. Achar que nós temos que socializar os problemas, socializar a responsabilidade com a sociedade brasileira como um todo, isso não é correto", seguiu Durigan.

    O governo do DF tem pressa em conseguir o dinheiro. Entre outros motivos, porque o BRB não divulga seus balanços periódicos há um ano e vem sendo multado pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários.

    A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025 , que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco. Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações. Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa . A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança. O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação . Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco. O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões .

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/08/13/reuniao-conciliacao-emprestimo-brb-celina-durigan.ghtml.

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    Após acordo homologado no STF, empréstimo bilionário para tentar salvar BRB não sai do papel — Foto: G1

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