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    Empresas não financeiras e bancos projetam inflação de formas diferentes, mostra estudo

    Estudo da economista Karina S. S. Bugarin, doutora pela USP (Universidade de São Paulo) , publicado pelo Instituto Esfera de Estudos e Inovação, diz que, nos últimos dois anos, as projeções de inflação das empresas não financeiras têm sido diferentes do conjunto de bancos e gestoras. Leia mais (09/14/2026 - 07h00)

    Folha de S.Paulo
    14 de setembro de 2026 às 10:00
    Empresas não financeiras e bancos projetam inflação de formas diferentes, mostra estudo
    Letreiro metálico com o texto 'BANCO CENTRAL DO BRASIL' fixado em parede de pedra cinza. — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Fachada da sede do Banco Central, em Brasília - Antonio Molina-11.jan.22/Folhapress · Antonio Molina-11.jan.22/Folhapress
    Fachada da sede do Banco Central, em Brasília - Antonio Molina-11.jan.22/Folhapress · Antonio Molina-11.jan.22/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Estudo da economista Karina S. S. Bugarin, doutora pela USP (Universidade de São Paulo) , publicado pelo Instituto Esfera de Estudos e Inovação, diz que, nos últimos dois anos, as projeções de inflação das empresas não financeiras têm sido diferentes do conjunto de bancos e gestoras.

    Em maio de 2024, as companhias estimavam taxa inflacionária de 4% para 2025, enquanto financistas apostavam em 3,77%. Seis meses depois, o quadro mudou: empresários chegaram a 4,2% e analistas financeiros subiram para 5%. Em fevereiro deste ano, as expectativas ficaram mais próximas: 5,5% e 5,65%, respectivamente.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O trabalho tem o título de "Juros e expectativas de inflação no Brasil: uma análise crítica" e parte de duas premissas: o patamar da taxa de juros do país (com a Selic em 14% e a inflação em 4,6% em meados de 2026) decorre de fatores estruturais, como trajetória da dívida pública , poupança baixa e falhas na política monetária ao crédito.

    A segunda premissa é analítica: quem forma preços e salários decide com base no que espera do futuro. Analistas profissionais tentam antecipar como essas decisões afetarão a inflação.

    Os dados usados no estudo estão em levantamentos do Boletim Focus , que capta as projeções de bancos e gestoras de fundos, e a pesquisa Firmus, direcionada a empresas não financeiras. Lançada no ano passado, a Firmus teve 309 respostas no início de 2026, um número pequeno diante de referências internacionais, como a do Reino Unido, que reúne 2.400 companhias. O estudo mostra que as duas medições tendem a convergir em períodos de estabilidade e a se afastar em momentos de estresse econômico.

    Com base nesse diagnóstico, a economista recomenda ampliar a adesão à Firmus e organizá-la por setor, porte e região, para que a amostra represente melhor a economia brasileira.

    Sugere também incluir perguntas sobre expectativas de inflação em horizontes de quatro a cinco anos. Outra proposta é dar a Firmus e Focus espaço fixo nos relatórios do Copom , ao lado de uma medida formal de longo prazo.

    A pesquisadora defende ainda uma versão simplificada do comunicado do Copom, nos moldes do resumo divulgado pelo Banco da Inglaterra a cada decisão, distribuída em diferentes canais em uma estratégia de comunicação estratificada.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/09/empresas-nao-financeiras-e-bancos-projetam-inflacao-de-formas-diferentes-mostra-estudo.shtml.

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    Fachada da sede do Banco Central, em Brasília - Antonio Molina-11.jan.22/Folhapress · Antonio Molina-11.jan.22/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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