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    Empresas colocam tributação no topo da lista de prioridades para o próximo governo, diz FGV

    Empresas colocam a tributação no topo da lista de prioridades que deveriam ser atacadas pelo governo a ser eleito no Brasil , aponta sondagem do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). A Folha teve acesso ao levantamento com exclusividade. Leia mais (10/07/2026 - 04h00)

    Folha de S.Paulo
    7 de outubro de 2026 às 07:00
    Empresas colocam tributação no topo da lista de prioridades para o próximo governo, diz FGV
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    Rio de Janeiro Empresas colocam a tributação no topo da lista de prioridades que deveriam ser atacadas pelo governo a ser eleito no Brasil , aponta sondagem do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). A Folha teve acesso ao levantamento com exclusividade.

    Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) votam durante o primeiro turno das eleições no Rio e em São Bernardo do Campo (SP) - Eduardo Anizelli e Amanda Perobelli - 4.out.26/Folhapress e Reuters · Eduardo Anizelli e Amanda Perobelli - 4.out.26/Folh
    Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) votam durante o primeiro turno das eleições no Rio e em São Bernardo do Campo (SP) - Eduardo Anizelli e Amanda Perobelli - 4.out.26/Folhapress e Reuters · Eduardo Anizelli e Amanda Perobelli - 4.out.26/Folh — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A pesquisa perguntou a cerca de 4.000 empresas quais deveriam ser as prioridades do próximo governo para o sucesso dos seus negócios ou dos setores em que estão inseridas. Cada informante pôde marcar até três opções de resposta.

    A sondagem foi aplicada em agosto, antes do primeiro turno das eleições , realizado no domingo (4). A votação confirmou a ida do senador Flávio Bolsonaro ( PL ) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) para o segundo turno do pleito presidencial, que ocorre em 25 de outubro.

    Na visão de 54,2% das empresas consultadas pelo FGV Ibre (mais da metade), a tributação deve ser considerada prioridade pelo próximo governo, mesmo com a transição do país para o novo sistema de cobrança de impostos previsto na reforma tributária .

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    Em seguida, três temas de preocupação mostram percentuais próximos a 25%. São os casos de contas públicas (27,1%), redução da burocracia (24,8%) e infraestrutura e logística (24,7%).

    A lista ainda abrange segurança pública (18,2%), acesso ao crédito (15,6%), qualificação da mão de obra (15%), proteção à concorrência (12,8%), abertura comercial (8%) e outras prioridades (8,4%).

    A reforma tributária é uma das principais bandeiras do governo Lula. A promessa é simplificar o sistema atual por meio da unificação de tributos.

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    A reforma elimina milhares de legislações conflitantes, mas a transição de regime pode ter custos elevados e exige planejamento para as empresas, como mostrou a Folha . A vigência integral do novo modelo tributário é prevista para 2033.

    "Por mais que se fale da reforma, os empresários ainda não estão enxergando uma solução para esse problema", diz o economista Rodolpho Tobler, coordenador das sondagens do FGV Ibre.

    Em seu programa de governo, Flávio Bolsonaro promete "promover a revisão e o redimensionamento da reforma tributária". Para ele, o texto defendido por Lula "foi entregue ao sabor dos lobbies".

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    Já o plano do atual presidente afirma que a reforma amplia a transparência, acaba com a cumulatividade e elimina a guerra fiscal entre os entes subnacionais (estados, Distrito Federal e municípios). O documento fala em assegurar "tratamento tributário justo" na implementação do projeto.

    A sondagem do FGV Ibre consultou empresários de quatro grandes setores: indústria de transformação, serviços , comércio e construção .

    A tributação é a prioridade número um das quatro atividades. Contas públicas, infraestrutura e logística e redução de burocracia também tiveram destaque nas respostas dos setores.

    A qualificação da mão de obra só aparece entre as três prioridades indicadas pela construção. Essa opção foi citada por 26,8% das empresas do ramo, atrás de tributação (54%) e infraestrutura e logística (27,7%).

    Conforme Tobler, a perda de ritmo da construção talvez não seja tão rápida quanto a sentida neste momento por outros setores da economia , o que ajudaria a manter o apetite por contratações de trabalhadores para obras.

    O ponto é que nem sempre há mão de obra disponível para atender a essa demanda, pondera o economista.

    "Tem uma questão estrutural também da construção. É um tipo de ocupação que talvez as pessoas estejam evitando um pouco mais", diz Tobler. Ele cita obstáculos como a carga horária "mais difícil" e o trabalho "mais pesado" no setor.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/10/empresas-colocam-tributacao-no-topo-da-lista-de-prioridades-para-o-proximo-governo-diz-fgv.shtml.

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    Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) votam durante o primeiro turno das eleições no Rio e em São Bernardo do Campo (SP) - Eduardo Anizelli e Amanda Perobelli - 4.out.26/Folhapress e Reuters · Eduardo Anizelli e Amanda Perobelli - 4.out.26/Folh — Foto: Folha de S.Paulo

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