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    Empresas buscam alternativas à gestão de dívidas diante dos limites do Desenrola 2.0

    O programa Desenrola 2.0, do governo federal, teve o prazo prorrogado até o fim de agosto de 2026. Apesar disso, cresce a busca por soluções alternativas de gestão de inadimplência, segundo a BLU365, fintech de recuperação de crédito com IA (inteligência artificial), e o Grupo Preâmbulo, empresa de tecnologia jurídica (legaltech).

    UOL
    7 de setembro de 2026 às 20:00
    Empresas buscam alternativas à gestão de dívidas diante dos limites do Desenrola 2.0
    Duas mãos seguram várias cédulas de real, incluindo notas de 5 e 2 reais, acima de uma superfície azul onde estão espalhadas moedas brasileiras. — Foto: UOL

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Considerando dívidas em disputa judicial, volume de endividamento no Brasil passa de R$ 1 trilhão, segundo o Grupo Preâmbulo - Gabriel Cabral /Folhapress · Gabriel Cabral /Folhapress
    Considerando dívidas em disputa judicial, volume de endividamento no Brasil passa de R$ 1 trilhão, segundo o Grupo Preâmbulo - Gabriel Cabral /Folhapress · Gabriel Cabral /Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    O programa Desenrola 2.0 , do governo federal , teve o prazo prorrogado até o fim de agosto de 2026. Apesar disso, cresce a busca por soluções alternativas de gestão de inadimplência, segundo a BLU365, fintech de recuperação de crédito com IA (inteligência artificial) , e o Grupo Preâmbulo, empresa de tecnologia jurídica (legaltech).

    Segundo a BLU365, o índice de engajamento dos clientes com os canais de negociação da empresa passou de 75%, em dezembro de 2025, para 85% em meses recentes. Alexandre Lara, fundador e CEO da BLU365, atribui o movimento à maior visibilidade do tema na mídia.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Considerando as dívidas em disputa judicial, o volume de endividamento no Brasil "passa de R$ 1 trilhão", segundo o Grupo Preâmbulo. De acordo com Kazan Costa, CEO da empresa, o Grupo tem 20% de participação de mercado e afirma deter "mais de R$ 20 bilhões" em carteira de cobrança.

    Para Costa, esse volume tem efeito reduzido diante do tamanho do mercado jurídico brasileiro, que ele compara ao PIB (Produto Interno Bruto) da Holanda ou do Canadá.

    Diante dos limites do programa governamental, empresas têm recorrido a outras estratégias. Uma delas é a venda de carteiras de recebíveis inadimplentes para gerar caixa —movimento que, segundo Lara, passou a incluir empresas de médio e pequeno porte.

    Antes restrita a operações de R$ 70 milhões a R$ 100 milhões, realizadas por grandes bancos, a prática hoje envolve carteiras de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões oferecidas por empresas menores. No primeiro semestre de 2025, não havia esse tipo de oferta; atualmente, ela representa três em cada dez negócios da BLU365, segundo Lara.

    Outra frente é a adoção de ferramentas preventivas de inteligência de dados e IA para evitar atrasos de pagamento, aplicadas antes de o cliente entrar em inadimplência.

    Instituições de crédito consignado privado também têm procurado a BLU365, segundo Lara. O movimento se intensificou após o governo estabelecer, em abril, um teto de 4,99% ao mês para os juros do consignado privado. Desde então, um em cada três pedidos de propostas comerciais recebidos pela empresa vem de operadores desse segmento, afirma o executivo.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/09/empresas-buscam-alternativas-a-gestao-de-dividas-diante-dos-limites-do-desenrola-20.shtml.

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    Considerando dívidas em disputa judicial, volume de endividamento no Brasil passa de R$ 1 trilhão, segundo o Grupo Preâmbulo - Gabriel Cabral /Folhapress · Gabriel Cabral /Folhapress — Foto: UOL

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