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    Empresas abertas pedem a presidenciáveis manutenção de títulos isentos de IR

    As maiores empresas abertas do país vão pedir aos dois principais candidatos à presidência da República a manutenção de títulos isentos de imposto de renda como LCIs e LCAs (letras de crédito imobiliário e do agronegócio).

    UOL
    14 de setembro de 2026 às 20:00
    Empresas abertas pedem a presidenciáveis manutenção de títulos isentos de IR
    A imagem mostra um ambiente de escritório moderno com iluminação azul. No fundo, há uma grande tela exibindo gráficos financeiros. Algumas pessoas estão se movendo pelo espaço, enquanto uma pessoa está parada em frente à tela. O ambiente é — Foto: UOL

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    As maiores empresas abertas do país vão pedir aos dois principais candidatos à presidência da República a manutenção de títulos isentos de imposto de renda como LCIs e LCAs (letras de crédito imobiliário e do agronegócio).

    Sede da Bolsa de Valores brasileira, a B3, em São Paulo - Divulgação - 6.jun.25/B3 · Divulgação - 6.jun.25/B3
    Sede da Bolsa de Valores brasileira, a B3, em São Paulo - Divulgação - 6.jun.25/B3 · Divulgação - 6.jun.25/B3 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O documento, obtido pela Folha, foi formulado pela Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) e será entregue esta noite ao ministro da Fazenda, Dario Durigan , porta-voz econômico da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em jantar nesta segunda-feira (14).

    Ao final do mês, o documento também será entregue à Daniella Marques , que lidera as propostas econômicas de Flávio Bolsonaro (PL).

    Segundo a entidade, os títulos isentos "foram decisivos" para viabilizar as ofertas realizadas no mercado acionário em 2025, e a manutenção da isenção "segue essencial" para o financiamento de curto e médio prazo das empresas, especialmente do agronegócio.

    Principais erros dos investidores
    Principais erros dos investidores — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O governo Lula tentou acabar com a isenção dos títulos neste mandato, mas a proposta não avançou no Congresso Nacional. O Tesouro defende que os títulos, como LCI, LCA, CRA e CRI (certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócio) e Fiagro causam uma distorção ao deixar a dívida pública brasileira mais custosa, já que o governo precisa remunerar melhor o investidor para atrair o dinheiro em uma aplicação que é tributada.

    A defesa da isenção do Imposto de Renda nos títulos incentivados faz parte de uma agenda de propostas da Abrasca para o período de 2027 a 2030.

    A entidade afirma que o mercado de capitais brasileiro atingiu recorde de R$ 963 bilhões em ofertas públicas em 2025, dos quais R$ 493 bilhões foram captados por meio de debêntures. Para a associação, é preciso ampliar as fontes de financiamento das empresas e criar condições para que mais companhias acessem o mercado de capitais.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Nos últimos anos, o volume dos títulos isentos cresceu de forma mais acelerada que o restante do mercado de renda fixa. Além de defender que os títulos causam uma distorção na dívida pública, a equipe econômica também vê o fim da isenção como uma medida de ajuste fiscal, para elevar as receitas da União, reduzindo o gasto tributário.

    "A isenção do Imposto de Renda sobre CRI, CRA, LCI, LCA e FIAGROs foi decisiva para viabilizar as ofertas de 2025 e segue essencial ao financiamento de curto e médio prazo das empresas — sobretudo do agronegócio — em um cenário de juros reais entre os mais altos do mundo, o que eleva o custo de capital e reforça a relevância desses instrumentos isentos", escreveu a entidade no documento. A Abrasca representa companhias abertas brasileiras.

    A Abrasca também pede que eventuais mudanças na tributação de instrumentos de financiamento sejam precedidas de análise de seus impactos econômicos. A entidade afirma que alterações nas regras para lucros, dividendos, juros sobre capital próprio e instrumentos de dívida podem afetar decisões de capitalização e o custo de financiamento das empresas.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A entidade defende ainda que o mercado de capitais seja tratado como política de Estado e que o próximo governo adote medidas para ampliar o financiamento de longo prazo e reduzir o custo de capital das empresas.

    Nesse sentido, a Abrasca defende o fortalecimento da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão responsável pela fiscalização e supervisão do mercado de capitais e seus instrumentos, como fundos de investimentos.

    "Isto inclui viabilizar a autonomia técnica da CVM, orçamento compatível com suas responsabilidades, quadros especializados e capacidade de modernização tecnológica", afirma a associação na carta, ao pedir também uma maior interlocução entre diferentes órgãos reguladores.

    A associação voltou a defender estabilidade fiscal e macroeconômica. "O crescimento da dívida pública e a incerteza sobre sua trajetória mantêm os prêmios de risco e as taxas de juros de longo prazo muito acima dos observados em países emergentes comparáveis, elevando o custo de oportunidade e o custo de capital das empresas."

    Por último, avalia que a segurança jurídica e regulatória é essencial para o mercado de capitais. "O Brasil não vai crescer de forma sustentada sem regras estáveis. Empresa nenhuma investe por dez, quinze anos onde tudo muda a cada mandato. Dar previsibilidade é o que faz o investimento acontecer aqui e ficar aqui", disse Cátilo Cândido, presidente-executivo da Abrasca.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/empresas-abertas-pedem-a-presidenciaveis-manutencao-de-titulos-isentos-de-ir.shtml.

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    Sede da Bolsa de Valores brasileira, a B3, em São Paulo - Divulgação - 6.jun.25/B3 · Divulgação - 6.jun.25/B3 — Foto: UOL

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