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    Empresário fechou delação 1 dia após reunião no gabinete de Mendonça

    Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, teve acordo de colaboração premiada homologado pelo ministro do STF nesta quarta-feira (9/9)

    Metrópoles
    9 de setembro de 2026 às 20:20
    Empresário fechou delação 1 dia após reunião no gabinete de Mendonça
    Foto: Metrópoles

    O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro , fechou o acordo de delação premiada um dia após se reunir com um juiz auxiliar do ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal (STF).

    O encontro ocorreu na terça-feira (8/9) e serviu para avaliar a colaboração que Mineiro assinou com a Procuradoria-Geral da República ( PGR ) em 8 de agosto . Depois de fechado, o acordo foi enviado para Mendonça, que é o responsável por decidir se homologa a delação.

    Na audiência, o juiz auxiliar do gabinete do ministro perguntou ao empresário se ele tinha decidido colaborar por vontade própria. Mineiro, por sua vez, disse que sim. A voluntariedade é uma exigência legal para que o STF valide esse tipo de acordo.

    Divulgação/Entrepay/ VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Divulgação/Entrepay/ VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Nesta quarta-feira (9/9), 24 horas depois da reunião, Mendonça homologou a delação . A decisão está em sigilo.

    Dono da Entre Investimentos e Participações, Freixo Júnior é investigado por suspeita de participação em operações financeiras ligadas ao filme “Dark Horse”, produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Na delação, o empresário afirmou que era o responsável por “gerar” dinheiro em espécie para a equipe do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo ele, os valores eram entregues em malas para pagamento de propina.

    Imagem colorida, Antônio Carlos Freixo Júnior, André Mendonça - Metrópoles
    Imagem colorida, Antônio Carlos Freixo Júnior, André Mendonça - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Mineiro relatou ainda sete repasses ao fundo Havengate, nos Estados Unidos , descritos como “subscrição de cotas” — operação em que o fundo emite novas cotas para receber aportes de investidores.

    Os repasses ocorreram entre janeiro e setembro de 2025 e somaram US$ 12,333 milhões , cerca de R$ 62,8 milhões na cotação da época.

    De acordo com o delator, os valores teriam sido solicitados a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/empresario-fechou-delacao-1-dia-apos-reuniao-no-gabinete-de-mendonca.

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