Brasil

    Empresário é levado à delegacia horas depois de ser solto em caso de violência doméstica, em João Pessoa

    Empresário é conduzido à delegacia após ser solto em caso de violência doméstica, em João Pessoa Reprodução/Secom-PB O empresário Alysson Campelo Catuhyte Wanderlei, suspeito de violência doméstica contra uma mulher em João Pessoa, que havia sido solto com o uso de tornozeleira eletrônica nesta sexta-feira (11), foi conduzido à delegacia de Polícia Civil novamente. Ele está sendo ouvido pelas autoridades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com a Polícia Civil, um procedimento relativo ao caso está sendo concluído na delegacia. Até a última atualização desta report

    G1
    11 de setembro de 2026 às 22:21
    Empresário é levado à delegacia horas depois de ser solto em caso de violência doméstica, em João Pessoa
    Foto: G1

    Empresário é conduzido à delegacia após ser solto em caso de violência doméstica, em João Pessoa — Foto: Reprodução/Secom-PB

    O empresário Alysson Campelo Catuhyte Wanderlei, suspeito de violência doméstica contra uma mulher em João Pessoa , que havia sido solto com o uso de tornozeleira eletrônica nesta sexta-feira (11), foi conduzido à delegacia de Polícia Civil novamente. Ele está sendo ouvido pelas autoridades.

    ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp

    De acordo com a Polícia Civil, um procedimento relativo ao caso está sendo concluído na delegacia. Até a última atualização desta reportagem, no entanto, não havia a informação se a condução do empresário à delegacia poderia converter-se em prisão.

    Anteriormente, o empresário esteve preso desde o dia 14 de agosto. O processo corre em segredo de justiça.

    O g1 entrou em contato com a defesa do empresário sobre a condução à delegacia, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

    Alysson Campelo Catuhyte Wanderlei foi preso em flagrante no dia 14 de agosto , suspeito de violência doméstica contra a companheira em João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, o homem responderia pelos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto da Lei Maria da Penha.

    Após a prisão, o empresário foi levado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) da Zona Sul de João Pessoa. Em seguida, foi encaminhado para a carceragem da Cidade da Polícia Civil.

    Na época da prisão, em um vídeo enviado para a Rede Paraíba , a defesa do suspeito disse que "mantém o absoluto respeito ao poder judiciário, às suas decisões e às instituições que compõem o sistema de justiça" e que "seguirá utilizando todos os instrumentos jurídicos cabíveis, em todas as instâncias que for necessário, para segurar o direito ao contraditório e a ampla defesa do devido processo legal".

    Ainda segundo a polícia, além da prisão, foi determinada uma medida protetiva de urgência em favor da vítima naquela oportunidade.

    À TV Cabo Branco , na época em que Alysson foi preso, a mulher que o denunciou elatou que passou a viver com medo e sob controle durante o relacionamento com ele. A vítima contou que passou a se culpar pelas situações que vivia e afirmou que o medo afetou sua saúde mental.

    “Comecei a colocar condições, em mim, de culpa. Hoje eu me vejo como culpada, sei que não é. Tinham muitas falas que eu, por amar, por não querer que a família acabasse, terminava aceitando e o medo está me adoecendo por dentro”, relatou.

    Segundo a mulher, o comportamento do companheiro mudou depois que os dois passaram a morar juntos. Ela disse que, no início, considerava a relação boa, mas percebeu depois situações de estresse e controle.

    “O meu início com ele foi a melhor relação da minha vida, de poucas que eu já tive. Ele era uma pessoa maravilhosa, engraçada. Quando eu moro com ele, eu começo a entender que ele não era aquilo. Começa a aparecer aquele cara extremamente estressado. Era o que ele trazia pra mim. Comecei a acreditar que não era uma violência verbal”, contou.

    A mulher também afirmou que perdeu o contato com amigas e passou a evitar falar com a própria mãe. Segundo ela, a rotina dentro de casa era monitorada por câmeras e havia restrições sobre onde poderia ir e com quem poderia conversar.

    “Eu perdi minhas amigas e eu comecei a entender: não era pra eu ligar pra minha mãe, ele não gostava. Minha casa era monitorada em todos os aspectos e eu não podia ter acesso às câmeras. Ele estava vendo o dia todo onde eu estava. Eu não saía de casa porque até no trinco tinha monitoramento. Ele mandava em tudo. Ele condicionava tudo”, disse.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/09/11/empresario-levado-delegacia-apos-ser-solto-caso-violencia-domestica-joao-pessoa.ghtml.

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)