Empresário é condenado a 22 anos de prisão por estupro de vulnerável em Pernambuco
O empresário recifense Rodrigo Dib Carvalheira , 37, foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão por estupro de vulnerável. Ele também foi condenado a pagar R$ 100 mil de reparação dos danos morais. O regime inicial é o fechado e ele poderá responder em liberdade, além de recorrer da sentença. Leia mais (09/25/2026 - 19h42)

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O empresário recifense Rodrigo Dib Carvalheira , 37, foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão por estupro de vulnerável. Ele também foi condenado a pagar R$ 100 mil de reparação dos danos morais. O regime inicial é o fechado e ele poderá responder em liberdade, além de recorrer da sentença.

O advogado que representava Rodrigo Carvalheira no processo disse que não faz mais a defesa do empresário desde o início deste mês. A reportagem não identificou o atual representante.
No processo, a defesa requereu absolvição por insuficiência probatória, sustentando que a prova é exclusivamente oral, apoiada no relato da ofendida e de testemunhas indiretas, sem corroboração de perícia.
A defesa também advertiu para o risco de "contaminação de memórias", decorrente do lapso temporal e do contato entre as envolvidas. Em interrogatório, Carvalheira disse ter havido consensualidade.

A reportagem teve acesso à sentença, proferida na última quinta-feira (24). Carvalheira foi condenado pela prática de dois crimes de estupro contra uma mesma vítima, que foi considerada vulnerável por não ter tido meios de reagir.
O primeiro, em 2018, ocorreu em Fernando de Noronha . Segundo o processo, após passarem a tarde ingerindo bebidas alcoólicas, Carvalheira teria oferecido um comprimido à vítima, sob o pretexto de que ela relaxasse.
"No interior do táxi, tentou beijá-la à força, e, já no quarto, a ofendida 'apagou' sob o efeito do comprimido, vindo a despertar no dia seguinte com o denunciado sobre o seu corpo, praticando contra ela ato sexual", diz trecho da denúncia.

O segundo episódio teria ocorrido em março de 2019 em um apartamento em Boa Viagem, zona sul do Recife . Após uma festa na residência de uma amiga, ele teria se aproveitado de que a vítima dormia, ingressado no quarto e praticado atos libidinosos.
Após a divulgação na imprensa de outros casos, ele também teria procurado a vítima para convencê-la a não denunciar o ocorrido.
Na decisão, a juíza Ana Maria da Silva, da 17ª Vara da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), diz que a narrativa da mulher está ancorada em elementos produzidos em 2018 e 2019, antes de a denúncia ter sido aceita.
A vítima diz que só decidiu formalizar o ocorrido às autoridades após tomar conhecimento do relato de outra mulher envolvendo o acusado.
"Não se está, pois, diante de narrativa construída exclusivamente de forma retrospectiva, anos após os acontecimentos, mas de um relato que encontra pontos de confirmação em manifestações e comportamentos registrados contemporaneamente ou em período próximo aos fatos", escreve a juíza.
A magistrada afirma não concordar com a tese de consentimento. "Em ambos os casos, o alegado consentimento é desmentido pelo próprio comportamento posterior do acusado: ele confirmou ter procurado a ofendida em novembro de 2023, cerca de cinco anos depois e sem qualquer contato relevante no intervalo, ao saber que ela estaria 'relembrando' os fatos", diz na sentença.
Ela acrescenta: "Quem mantém relações consensuais não precisa, meia década depois, procurar a parceira ao saber que ela 'relembra' o ocorrido. A conduta é, ao contrário, típica de quem busca conter a revelação de fato que sabe ilícito."
O empresário é ex-secretário de Turismo de São José da Coroa Grande, na Mata Sul de Pernambuco, e ex-presidente do diretório estadual do antigo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), que se fundiu ao Patriota e formou o PRD.
Em novembro de 2025, ele foi condenado a 12 anos de prisão por estupro de vulnerável de outra vítima. Ao menos cinco mulheres acusaram o empresário de estupro.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/empresario-e-condenado-a-22-anos-de-prisao-por-estupro-de-vulneravel-em-pernambuco.shtml.

O empresário Rodrigo Dib Carvalheira foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão por estupro de vulnerável - Rodrigo Dib Carvalheira no Instagram · Rodrigo Dib Carvalheira no Instagram — Foto: Folha de S.Paulo
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