Brasil

    Empresário de Dolly Parton acusa sobrinho da cantora de ameaças em torno de espólio

    Uma disputa em torno do vasto espólio de Dolly Parton veio a público na terça, quando seu empresário de longa data acusou o sobrinho dela, que também chefiava sua equipe de segurança, de ameaças, extorsão e intimidação. Leia mais (09/23/2026 - 09h44)

    Folha de S.Paulo
    23 de setembro de 2026 às 12:44
    Empresário de Dolly Parton acusa sobrinho da cantora de ameaças em torno de espólio
    Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    Uma disputa em torno do vasto espólio de Dolly Parton veio a público na terça, quando seu empresário de longa data acusou o sobrinho dela, que também chefiava sua equipe de segurança, de ameaças, extorsão e intimidação.

    A cantora Dolly Parton - Valerie Macon /AFP · Valerie Macon /AFP
    A cantora Dolly Parton - Valerie Macon /AFP · Valerie Macon /AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As acusações contra o sobrinho, Bryan Seaver , foram divulgadas em um pedido de medida protetiva. O documento ilustra a disputa pelo império de entretenimento de Parton, que inclui o parque de diversões Dollywood , o hotel SongTeller e o museu Life of Many Colors, com inauguração prevista para este mês.

    Seaver, que anunciou a morte de Parton por câncer num vídeo gravado em agosto, foi demitido na semana passada do cargo de chefe de segurança das propriedades dela. Nos documentos judiciais apresentados na terça, ele é acusado de promover "uma campanha obscena, deliberada e crescente de ameaças" para obter dinheiro do espólio da cantora.

    Em mensagens de texto incluídas nos autos, uma pessoa identificada como Seaver fez uma ameaça repleta de palavrões contra pelo menos um parceiro comercial da Dollywood. Segundo a petição, ele escreveu que se tornaria "a mão da vingança de toda a minha família".

    Veja imagens da cantora Dolly Parton
    Veja imagens da cantora Dolly Parton — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Numa conversa de 3 de setembro com um advogado de longa data de Parton, Seaver se descreveu como um "matador" e disse que, no dia da morte da tia, havia vendido US$ 27 milhões em armas e munições à polícia haitiana. "Vamos jantar...", escreveu Seaver, segundo uma cópia do e-mail anexada à petição.

    Seaver não respondeu de imediato aos pedidos de comentário, mas defendeu seu trabalho ao TMZ, que havia noticiado o caso anteriormente.

    "Continuamos inabalavelmente determinados a cumprir a orientação final dela de proteger sua família", disse ao TMZ, "e nos recusamos a ser intimidados por aqueles cujas ações, em nossa opinião, são feitas de má-fé e com a intenção de lucrar com a vida de alguém que, por vontade própria, deu tanto."

    A cantora Dolly Parton, morta em 2026 - Reprodução/Instagram · Reprodução/Instagram
    A cantora Dolly Parton, morta em 2026 - Reprodução/Instagram · Reprodução/Instagram — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O pedido de medida protetiva foi apresentado ao Tribunal de Chancelaria do Condado de Davidson, em Nashville , Tennessee, pela She’s Alive, empresa responsável por supervisionar os empreendimentos comerciais de Parton. A companhia é comandada por Danny Nozell, empresário de longa data da artista.

    Um advogado da She’s Alive não quis fazer outros comentários.

    A medida proposta impediria Seaver de se aproximar das propriedades e dos funcionários da empresa, além de proibi-lo de manter qualquer contato com pessoas que façam negócios com a She’s Alive. A companhia também entrou com uma ação acusando Seaver de interferência ilícita nas relações comerciais e pedindo um valor não especificado em indenização.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Seaver e sua empresa terceirizada de segurança foram responsáveis durante muitos anos pela proteção de Parton e de suas propriedades. Segundo a petição, "era importante para ela empregar familiares quando eles possuíam habilidades compatíveis com as necessidades de seus negócios".

    Parton soube tornar seu talento musical e sua fama num negócio de várias frentes, sobretudo com a Dollywood, localizada perto de sua cidade natal, no leste do Tennessee. Mesmo após a sua morte, os projetos seguiram a todo vapor: fora o hotel e o museu, uma linha de bonecas e uma marca de café também serão lançadas neste mês.

    Segundo a petição, Seaver dizia ter ampla experiência militar e em operações no exterior. O documento diz que sua operação "não era uma estrutura convencional de segurança empresarial; tratava-se de uma força fortemente armada, de estilo paramilitar", com dezenas de funcionários e acesso a armamentos militares.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Isso explica, em parte, por que Nozell e outros parceiros disseram ter ficado apreensivos quando Seaver começou a fazer exigências, pouco antes da morte de Parton. Um advogado que representava o espólio e o fundo fiduciário de Parton renunciou após receber de Seaver "ameaças intimidatórias e sinistras" por telefone, de acordo com os autos. Alguns funcionários pediram demissão, diz o documento, enquanto outros contrataram segurança particular.

    Segundo as mensagens de texto, Seaver disse a Nozell que "criaria um podcast dedicado a arruinar as parcerias comerciais da marca Dolly e a revelar as violações que essas pessoas cometeram contra nós".

    "Vai ser ótimo", escreveu Seaver. "Ou me paguem", acrescentou, encerrando a exigência com um palavrão.

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/empresario-de-dolly-parton-acusa-sobrinho-da-cantora-de-ameacas-em-torno-de-espolio.shtml.

    Imagem 1
    1 / 6

    A cantora Dolly Parton - Valerie Macon /AFP · Valerie Macon /AFP — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)