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    Empresária é processada por aterrar manguezal e construir deck e área de lazer em condomínio de luxo em AL

    Área de mangue em Marechal Deodoro Arquivo O Ministério Público de Alagoas (MPF-AL) processou a empresária Alany Cavalcante do Nascimento e a empresa H9 Participações em duas ações por desmatamento e invasão de um espaço público federal para construir uma área de lazer com deck no condomínio de luxo, Laguna Heliport, em Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió. 📱Participe do canal do g1 Alagoas O órgão afirma que a ação visa à recuperação de área e indenização de R$ 200 mil por danos morais coletivos pelo aterramento de 312,69 m² de manguezal e restinga. Alany Cavalcante é sócia da

    G1
    21 de agosto de 2026 às 14:19
    Empresária é processada por aterrar manguezal e construir deck e área de lazer em condomínio de luxo em AL
    Foto: G1

    De acordo com o MPF, a primeira irregularidade foi identificada pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) em dezembro de 2022, quando uma fiscalização descobriu a construção de um deck e de uma escadaria para acesso às margens da Laguna Mundaú, em uma área de restinga. Na ocasião, o órgão aplicou uma multa de R$ 80 mil, além de determinar o embargo da área, pela destruição e pelos danos causados à vegetação nativa. Na tentativa de resolver o problema administrativamente, o IMA-AL firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com um dos proprietários. Entre as obrigações estavam o plantio e a doação de mudas nativas e a recuperação da área afetada. Ainda conforme o órgão, porém, o acordo não foi cumprido. Com isso, o IMA-AL notificou o proprietário e restaurou as sanções administrativas. Uma nova fiscalização, realizada em dezembro de 2023, identificou outras intervenções nos dois lotes. Conforme a ação, foram feitos serviços de terraplanagem e nivelamento da faixa de areia, além do depósito de pedras e de aterro sobre a vegetação nativa. As intervenções, segundo o MPF, soterraram espécies de manguezal e restinga na faixa marginal da Laguna Mundaú. O IMA lavrou um novo auto de infração e determinou novamente o embargo da área. A extensão do dano foi constatada em um Laudo de Perícia Criminal Federal, que apontou a destruição, supressão e aterramento de 312,69 m² de manguezal e restinga. De acordo com a perícia, a degradação provocou perda de flora nativa, destruição de habitat da fauna silvestre, impedimento da regeneração natural da vegetação e alteração da conformação original da orla da laguna. O laudo também apontou que a vegetação exerce funções ambientais, como o amortecimento de cheias e a proteção contra processos erosivos.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2026/08/21/empresaria-e-processada-por-aterrar-manguezal-e-construir-deck-e-area-de-lazer-em-condominio-de-luxo-em-al.ghtml.

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