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    Embalada por pesquisa eleitoral, Bolsa segue em forte alta nesta quinta

    O mercado financeiro segue um tom otimista nesta quinta-feira (3). Às 10h34, o Ibovespa tinha forte alta de 1,70% a 188.354 pontos, e o dólar operava estável, a R$ 5,1045, repercutindo o cenário para as eleições deste ano. Leia mais (09/03/2026 - 10h42)

    Folha de S.Paulo
    3 de setembro de 2026 às 13:42
    Embalada por pesquisa eleitoral, Bolsa segue em forte alta nesta quinta
    A imagem mostra um gráfico de linha em um fundo escuro, representando dados financeiros. O gráfico tem uma linha azul que sobe e desce, indicando flutuações nos valores. Abaixo do gráfico, há uma série de luzes coloridas que representam dad — Foto: Folha de S.Paulo

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    O mercado financeiro segue um tom otimista nesta quinta-feira (3). Às 10h34, o Ibovespa tinha forte alta de 1,70% a 188.354 pontos, e o dólar operava estável, a R$ 5,1045, repercutindo o cenário para as eleições deste ano.

    Painel na B3. - NELSON ALMEIDA - 7.abr.25/AFP · NELSON ALMEIDA - 7.abr.25/AFP
    Painel na B3. - NELSON ALMEIDA - 7.abr.25/AFP · NELSON ALMEIDA - 7.abr.25/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na quarta-feira (2), a Bolsa fechou em disparada de 3%, a 185.205 pontos, enquanto o dólar recuou 0,89%, a R$ 5,106, após pesquisa eleitoral Quaest revelar uma disputa mais acirrada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro ( PL ) no segundo turno das eleições presidenciais.

    O Ibovespa encerrou na maior alta registrada desde março e no maior valor de fechamento desde maio .

    O resultado, em conjunto com a tensão entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, tem impulsionado os ativos domésticos nos últimos pregões e aumenta a percepção de uma possível alternância de poder nas eleições.

    Estreito de Hormuz: crise afeta petróleo, fertilizantes e exportações do Brasil
    Estreito de Hormuz: crise afeta petróleo, fertilizantes e exportações do Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    O cenário eleitoral brasileiro esteve no foco do pregão. O presidente Lula (PT) registrou 37% das intenções de voto no primeiro turno das eleições de 2026, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 30%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2).

    Trata-se do primeiro levantamento nacional feito pelo instituto após o início oficial da campanha eleitoral . O cenário é de relativa estabilidade em relação à rodada anterior, divulgada em 14 de agosto, quando o petista tinha 38% das intenções de voto, ante 31% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro .

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No segundo turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, ante 41% de Flávio Bolsonaro, em cenário de empate técnico. Em 14 de agosto, os dois também apareciam tecnicamente empatados, com 43% e 40%, respectivamente.

    O resultado se somou a outras pesquisas que apontam um estreitamento da diferença entre os líderes da disputa.

    Analistas avaliam que Flávio Bolsonaro tem um perfil mais alinhado à disciplina fiscal do que o atual presidente. Na última semana, em entrevista ao Jornal Nacional, o candidato do PL afirmou que, se eleito, fará um ajuste na dívida pública sem mexer na Previdência Social ou na política de valorização do salário mínimo.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No mesmo programa, Lula afirmou não estar preocupado com a dívida pública brasileira, mas disse que a responsabilidade fiscal "baliza" sua vida.

    "O otimismo é muito capitaneado pelas pesquisas que vêm sendo divulgadas, mostrando o estreitamento entre os dois principais candidatos e aumentando a possibilidade de uma alternância de governo. O mercado tem visto esse movimento com bons olhos", diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.

    Para Marcos Praça, diretor de análises da Zero Markets Brasil, a menor distância entre os candidatos "reduziu o prêmio de risco político e fiscal embutido nos ativos brasileiros, favorecendo principalmente bancos, varejistas e empresas mais sensíveis aos juros".

    Investidores também continuaram repercutindo os conflitos entre EUA e Irã no Oriente Médio e o impacto das tensões no aumento dos preços do petróleo.

    Na terça, o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou que qualquer acordo assinado com o Irã "não vale o papel no qual é escrito" e que Washington deu "muitas chances" a Teerã para que a guerra acabasse.

    Os EUA também realizaram novos ataques contra o Irã na região sul do país , ao longo do estreito de Hormuz. Explosões foram ouvidas a leste de Bandar Abbas e nas proximidades da ilha de Qeshm, informou a emissora estatal iraniana.

    Dois superpetroleiros com bandeira da Arábia Saudita já haviam sido atingidos enquanto navegavam pelo estreito. Segundo a empresa de dados Kpler, cada uma das embarcações carregava 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita.

    Para Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX, a sessão desta quarta-feira passa por uma realização de lucros da commodity após as altas expressivas.

    "O mercado segue bastante incerto em relação ao desenvolvimento da situação geopolítica no Oriente Médio, o que resulta em imprevisibilidade não só na questão militar, mas também em relação ao fluxo de petróleo e derivados escoados do Golfo Pérsico".

    Nos últimos pregões, a valorização do petróleo beneficiou as ações do setor petrolífero brasileiro. Os papéis preferenciais da Petrobras, que representam cerca de 8% da carteira teórica do Ibovespa, acumulam alta de 4% em setembro.

    No pregão desta quarta, o petróleo Brent, referência mundial da commodity, avança 0,50%, a US$ 95,11. As ações preferenciais da Petrobras subiram 2,83%, a R$ 48,20.

    Para Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, contudo, o setor impulsiona a alta da Bolsa. "Embora as especulações e os desdobramentos no ambiente político sigam atuando como um catalisador pontual de volatilidade na sessão, o principal motor do índice continua sendo a tração exercida pelos papéis de grande peso ligados a commodities, que seguem atraindo o fluxo de capital de investidores estrangeiros".

    "As ações da Petrobras e de grandes mineradoras e siderúrgicas mantêm o papel de ancoragem do indicador, sustentadas pela resiliência das cotações das matérias-primas no mercado internacional. O temor de gargalos na oferta de energia, decorrente das permanentes fricções geopolíticas no Oriente Médio, oferece apoio ao preço do barril de petróleo e favorece as companhias exportadoras", afirma.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/embalada-por-pesquisa-eleitoral-bolsa-segue-em-forte-alta-nesta-quinta.shtml.

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