Embaixada dos EUA no Brasil fechou devido a suposta ameaça de bomba em rede social
Um perfil em rede social dizendo que colocaria uma bomba na embaixada americana foi o motivo que levou os Estados Unidos a fecharem sua embaixada e consulados no Brasil, segundo apurou a Folha com autoridades envolvidas na investigação. Leia mais (10/02/2026 - 17h02)

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Um perfil em rede social dizendo que colocaria uma bomba na embaixada americana foi o motivo que levou os Estados Unidos a fecharem sua embaixada e consulados no Brasil, segundo apurou a Folha com autoridades envolvidas na investigação.

Uma operação policial chegou até o autor da ameaça e não encontrou nada.
Segundo diplomatas americanos ouvidos pela reportagem, é bastante comum que haja mensagens com ameaças nas redes sociais a consulados e embaixadas americanas ao redor do mundo e elas são levadas muito a sério, dado o histórico de atentados contra o país. Mas não necessariamente levam ao fechamento de todas as unidades diplomáticas dentro de um país.
Normalmente, agentes da inteligência americana avaliam se há credibilidade nas ameaças online, que chegam a dezenas por dia, e só então agem, para não gerar pânico ou instabilidade no país onde estão as missões diplomáticas.

O governo dos Estados Unidos suspendeu o atendimento em suas representações no Brasil a partir desta sexta-feira (2). O comunicado, publicado na véspera, diz que a decisão se dá por questões de segurança, sem citar mais detalhes sobre a motivação da medida.
Não há, por ora, previsão para o retorno dos atendimentos presenciais.
Em nota, a Polícia Federal disse não ter encontrado elementos que confirmem um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. A corporação cumpriu nesta sexta dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal para apurar o caso.

Segundo a PF, também não foram identificados suspeitos de envolvimento com organizações criminosas. A ação teve caráter preventivo e ocorreu no âmbito de uma investigação sigilosa, resultado da cooperação da corporação com agências de inteligência estrangeiras.
As investigações continuam com a análise dos equipamentos de comunicação e mídias apreendidos durante as buscas. A corporação afirma que outras providências poderão ser adotadas a depender do resultado dessa análise.
"Cidadãos americanos que precisarem de assistência emergencial durante esse período não devem comparecer à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos", diz a nota divulgada. A orientação dada é entrar em contato com o oficial de plantão responsável pelo atendimento .

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Pouco após o anúncio dos EUA, o governo da Austrália informou que cancelou o atendimento em sua embaixada e consulados, também citando preocupações de segurança. Um comunicado publicado no site de turismo do governo alerta seus cidadãos para possíveis ameaças terroristas e crimes violentos no Brasil . E pede ainda que as pessoas evitem as áreas próximas das repartições diplomáticas americanas.
Além da embaixada em Brasília, os EUA têm consulados em Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Já a Austrália tem embaixada no DF e consulados nas capitais paulista e fluminense.
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a gestão de Donald Trump "tem máxima prioridade à segurança e à proteção dos cidadãos americanos" e que a pasta está "trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança".
O porta-voz afirmou que as embaixadas e os consulados dos EUA usam um sistema de mensagens para enviar alertas sobre ameaças, eventos e mudanças relevantes no Brasil.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/embaixada-dos-eua-no-brasil-fechou-devido-a-ameaca-de-bomba-em-rede-social.shtml.

Policiais em frente ao consulado dos EUA em São Paulo, no bairro de Santo Amaro, zona sul da cidade - Karime Xavier/Folhapress · Karime Xavier/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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