Política

    Em processo no MPF, Gonet nega ter interferido em favor de Vorcaro

    O procurador-geral respondeu a procedimento do Conselho Superior negando que tenha tido relação com o fundador do Master

    Poder360
    16 de setembro de 2026 às 01:02
    Em processo no MPF, Gonet nega ter interferido em favor de Vorcaro
    Foto: Poder360

    O procurador-geral respondeu a procedimento do Conselho Superior negando que tenha tido relação com o fundador do Master

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, respondeu nesta 3ª feira (15.set.2026) a um procedimento interno do CSMPF (Conselho Superior do Ministério Público Federal) sobre citação em relatório da Polícia Federal. Conforme o Poder360 apurou , o colegiado vai analisar se manterá Gonet à frente das apurações sobre o Banco Master no dia 25 de setembro.

    A menção a Gonet é alvo de apuração interna do Conselho, instância máxima do MPF. Cabe ao conselho indicar 1 subprocurador-geral da República para atuar em eventuais investigações contra a PGR.

    O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, saindo do Supremo Tribunal Federal, após encontro com o ministro Edson Fachin
    O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, saindo do Supremo Tribunal Federal, após encontro com o ministro Edson Fachin — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “O eventual propósito de constranger o Procurador-Geral da República não pode conduzir ao afastamento da sua atuação nesse mesmo processo, sobretudo quando ao titular da Procuradoria-Geral da República se mostra flagrante a ilegalidade da própria abertura” , afirmou. Leia a íntegra da manifestação (PDF – 624 kB).

    Em resposta, Gonet afirmou que teve apenas uma interação com Vorcaro, durante evento em Londres, financiado por Vorcaro. Gonet foi convidado a palestrar no evento com os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, o AGU (advogado-geral da União), Jorge Messias, e com Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.

    “Houve também momentos de convívio dos presentes. Somente aí, estive, e juntamente com diversos outros convidados, com o Sr. Daniel Vorcaro. Foi em tal contexto único que me encontrei pessoalmente com ele (única vez até então e até hoje). Repito, à época, nada havia de público sobre atividades ilícitas do Banco Master nem do seu dirigente” , declarou Gonet.

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    Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    No evento, Gonet participou de degustação do uísque Macallan , sob o financiamento do Master. Segundo o relatório da PF, Gonet pediu que fosse financiada a ida do seu filho.

    Segundo Gonet, o documento da PF confirma que Vorcaro não tinha seu contato salvo. De acordo com a PF, Vorcaro mandou mensagem para o ministro Alexandre de Moraes pedindo que houvesse intervenção nas investigações com auxílio de Gonet e Andrei.

    Gonet ainda criticou a decisão do ministro André Mendonça para que fosse produzido o relatório da PF. O procurador-geral afirmou que Mendonça indicou aos investigadores, sem ouvir o ministério público, que queria implicar Moraes, o PGR e o chefe da PF.

    Para Gonet, não existem inconsistências nas investigações que permitam inibir sua atuação na condução das investigações do Master.

    “É, enfim, com a descrição de tais fatos e do meu agir que venho, renovando o compromisso dos últimos 39 anos como membro do Ministério Público Federal, trazer ao conhecimento do Conselho Superior os motivos pelos quais não hesitei em me considerar juridicamente plenamente apto para a atuação desinibida e livre nos procedimentos envolvendo o Banco Master e o seu antigo gestor, o Sr. Daniel Vorcaro, nada existindo que justifique a abertura de uma apuração criminal sobre o meu agir.” , declarou.

    O relator do procedimento interno é o subprocurador-geral Francisco de Assis Sanseverino, que também atua como chefe da 2ª Câmara de Coordenação e Revisão, responsável por analisar os casos criminais.

    De acordo com a Lei Orgânica do Ministério Público da União, o Conselho Superior é a instância máxima que avalia eventuais crimes comuns cometidos pelo procurador-geral da República. Se encontrar indícios para abertura de investigação, o conselho deve indicar um subprocurador-geral para atuar na condução do caso.

    Conforme antecipou este jornal digital, as menções a Gonet causaram perplexidade entre os integrantes da cúpula da instituição. Houve críticas internas ao pedido de Gonet para anular os atos da PF que embasaram o pedido de investigações contra Moraes.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/em-processo-no-mpf-gonet-nega-ter-interferido-em-favor-de-vorcaro/.

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    O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, saindo do Supremo Tribunal Federal, após encontro com o ministro Edson Fachin — Foto: Poder360

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