Em primeiro ato do 2º turno, Lula cita fascismo, 'assassinos' da pandemia e Master para atacar Flávio
Em seu primeiro ato no segundo turno, realizado nesta sexta-feira (9), o presidente Lula ( PT ) afirmou que o Brasil não será governado pelo fascismo e por "assassinos" da época da pandemia, nem pelo "sócio do Banco Master". Leia mais (10/09/2026 - 11h58)

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Em seu primeiro ato no segundo turno, realizado nesta sexta-feira (9), o presidente Lula ( PT ) afirmou que o Brasil não será governado pelo fascismo e por "assassinos" da época da pandemia, nem pelo "sócio do Banco Master".

O petista não citou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nominalmente, mas sua campanha tem explorado a relação do rival com Daniel Vorcaro. Áudios mostram o senador pedindo dinheiro ao ex-banqueiro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro (PL). Flávio diz ser dinheiro privado, e a Polícia Federal investiga se os recursos financiaram a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
"Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo, não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas na Covid-19. Esse país não será governado pelo sócio do Banco Master, pelos parentes do Vorcaro", declarou o petista durante ato em Ceilândia , maior região administrativa do Distrito Federal .
Lula tenta uma virada sem precedentes nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, nunca um candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu vencer na etapa final.

No primeiro turno, realizado no domingo (4), o petista obteve 45,2% dos votos válidos , enquanto o adversário alcançou 47%.
Agora, o presidente se prepara para o segundo turno, que ocorrerá em 25 de outubro. Nos primeiros dias após o primeiro turno, a campanha se reuniu para reorganizar a estratégia, que agora focará em uma maior presença nas redes sociais e um discurso mais duro sobre segurança pública e a crise envolvendo o Banco Master e o STF (Supremo Tribunal Federal).
O chefe do Executivo participou do ato em Ceilândia ao lado do candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT). Ex-presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Grass também disputará o segundo turno .

Em seu discurso, Lula também fez menção à crise do BRB (Banco de Brasília) e ao Banco Master. Destacou que o país não pode ser governado por aqueles que "roubaram R$ 12 bilhões do BRB" e pediu voto para Grass.
O candidato do PT obteve 34,47% dos votos válidos, contra a atual governadora Celina Leão (PP). Como mostrou pesquisa Datafolha divulgada na quinta (8), Celina lidera as intenções de voto para continuar chefiando o Executivo do DF, com 55% das menções ante 37% do petista.
Celina era vice do então governador, Ibaneis Rocha (MDB), quando o BRB tentou comprar o Master. Segundo investigações, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos falsificados do banco de Daniel Vorcaro. O tamanho do prejuízo, no entanto, ainda não foi divulgado.

Durante a campanha, a atual governadora repetiu que não se envolveu com a operação. Porém, diálogos obtidos pela Folha mostram mensagens em que Vorcaro disse que Celina não ficou de fora da negociação e que se tratava de um "jogo para se preservar na política".
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/em-primeiro-ato-do-2o-turno-lula-cita-fascismo-assassinos-da-pandemia-e-master-para-atacar-flavio.shtml.

O presidente Lula (PT) ao lado do candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), em ato em Ceilândia nesta sexta (9) - EVARISTO SA/AFP · EVARISTO SA/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
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