Em manifesto, 3 mil entidades do setor produtivo cobram STF sobre crise
Empresas que representam cerca de 90% do PIB brasileiro assinaram carta após mensagens vazadas indicarem ligação de Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes

Um grupo de aproximadamente 3 mil entidades do setor produtivo brasileiro se mobilizaram para cobrar respostas do STF (Supremo Tribunal Federal) diante da crise instalada nas últimas semanas.
Sob o chamado “Manifesto à Nação”, as empresas lideradas pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) citam que representam cerca de 90% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e geram cerca de 40 milhões de empregos no país.
Dentre as instituições que assinaram o documento, estão nomes de peso como:

“O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra. Não se trata de ruído passageiro”, iniciou o texto.
A manifestação ocorre após o ministro André Mendonça quebrar o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que revelou 52 mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a um número identificado pela PF como pertencente ao ministro Alexandre de Moraes.
Os diálogos citam o uso de aeronaves e contratos envolvendo o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

O ministro Moraes, por sua vez, usou o inquérito das Fake News para acusar o ministro André Mendonça de crimes. O magistrado também pediu ao presidente da corte, Edson Fachin, que abrisse uma ação contra o colega.
Diante da instabilidade no Corte, as entidades produtivas decidiram se manifestar.
“O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas”, afirma a nota.

O manifesto exige ainda que o Plenário do Supremo examine os fatos em sessão pública e decida “com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo”.
“Cada dia é um dia a mais de descrédito. O país já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar. Ninguém, ninguém está acima da LEI!”, finalizou o texto.
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Essa não é a primeira vez que o setor produtivo se une em manifesto. Em junho deste ano, entidades de diversos setores publicaram uma carta aberta a senadores e senadoras pela aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) 12/2026, a do “trabalho flexível” , como foi apelidada.
O posicionamento intitulado como “ Uma Carta para o Brasil que Acorda Cedo “, as entidades defendiam que a nova proposta permitiria mais flexibilidade ao trabalhador, sem que este precisasse se limitar ao período “engessado” de oito horas definido pela PEC do fim da escala 6×1.
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Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/em-manifesto-3-mil-entidades-do-setor-produtivo-cobram-stf-sobre-crise/.

Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF • Sophia Santos/STF · • Sophia Santos/STF — Foto: CNN Brasil
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