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    Em Goiânia, Flávio Bolsonaro acusa CNBB de ajudar PT com fake news

    O senador Flávio Bolsonaro ( PL ), candidato à Presidência, acusou integrantes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de colaborarem com o PT na disseminação de publicações que dizem que ele quer retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Leia mais (09/27/2026 - 21h42)

    Folha de S.Paulo
    28 de setembro de 2026 às 00:42
    Em Goiânia, Flávio Bolsonaro acusa CNBB de ajudar PT com fake news
    Homem com camiseta amarela levanta acima da cabeça um quadro com retrato de político usando faixa presidencial verde e amarela, com bandeira do Brasil ao fundo. Cena ao ar livre com árvores desfocadas ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O senador Flávio Bolsonaro ( PL ), candidato à Presidência, acusou integrantes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de colaborarem com o PT na disseminação de publicações que dizem que ele quer retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

    Flávio Bolsonaro em ato de campanha em Goiânia neste domingo (27). Na foto, ele segura um retrato do seu pai, Jair Bolsonaro, com a faixa presidencial - SERGIO LIMA/AFP · SERGIO LIMA/AFP
    Flávio Bolsonaro em ato de campanha em Goiânia neste domingo (27). Na foto, ele segura um retrato do seu pai, Jair Bolsonaro, com a faixa presidencial - SERGIO LIMA/AFP · SERGIO LIMA/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "O PT, eu sei hoje, já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa é a realidade. O que aconteceu ali é quase que automaticamente uma disseminação dessa fake news", disse neste domingo (27) após uma carreata em Goiânia .

    Em nota, a CNBB negou a acusação. "A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral", afirmou em nota.

    A entidade afirmou que não integra estrutura político-partidária e que atribuir a ela participação na produção ou disseminação de desinformação sem provas a atinge injustamente e não contribui para a serenidade do processo eleitoral.

    Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral de 2026
    Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral de 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "A mentira não se combate com outra mentira", disse no texto, que não cita Flávio nominalmente.

    Para o senador, o boato é sinal de desespero da campanha adversária. "Bateu o desespero do lado de lá e é por isso que eles sabem que a gente vai vencer no primeiro turno. Estã o tentando fazer tudo, estão achando que é vale-tudo, mas não é."

    No mesmo ato, Flávio atacou a decisão do ministro Flávio Dino , do STF (Supremo Tribunal Federal), que anulou uma ordem do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e liberou uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre o caso.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Esse canetaço do Flávio Dino é uma defesa que ele faz da liga da mentira do PT. O PT hoje tem uma liga da mentira, uma grande teia de perfis falsos, de perfis pagos com dinheiro público, uma orquestração da divulgação de fake news. A maior fake news da campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida", afirmou.

    O senador disse que Dino "autorizou, liberou a liga da mentira do PT a atuar livremente".

    "Só que, para o desespero deles, já identificamos toda a rede e vou pedir que as pessoas sejam responsabilizadas por crimes eleitorais", acrescentou.

    TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília
    TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O boato começou a circular na semana passada e atribuía a grupos evangélicos ligados a Flávio a intenção de tirar o título da santa. Na noite de quinta (24), Tabet publicou no X uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com a frase "a família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida".

    Na sexta (25), o ministro André Mendonça , do STF e vice-presidente do TSE, acolheu representação da campanha, mandou apagar o post e vetou novas publicações de mesmo teor, sob pena de multa de R$ 30 mil, preservando críticas, sátiras e opiniões. Dino derrubou a ordem sob argumento de que a publicação não mencionava o senador nem seus familiares pelo nome.

    Em nota, o jurídico de Flávio acusou Dino, sem citá-lo nominalmente, de usurpar a competência da Justiça Eleitoral para liberar "uma história que todo mundo sabe que é mentira" e mencionou a decisão do plenário do TSE que, em 2022, mandou retirar posts que associavam Lula (PT) ao chamado "kit gay".

    A campanha do senador chamou a decisão de Dino de absurda e o acusou de agir como "operador político" de Lula. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), cobrou do presidente do STF, Edson Fachin, uma ação para impedir que a corte vire um "tribunal de exceção eleitoral".

    Desde que a notícia falsa viralizou, a campanha tenta conter danos. O episódio virou munição para adversários e abriu uma disputa religiosa com aliados de Lula. Flávio e Lula, que tenta a reeleição, aparecem em empate técnico nas pesquisas mais recentes e se alternam na liderança das simulações de segundo turno. O primeiro turno será no próximo domingo (4).

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/em-goiania-flavio-bolsonaro-acusa-cnbb-de-ajudar-pt-com-fake-news.shtml.

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    Flávio Bolsonaro em ato de campanha em Goiânia neste domingo (27). Na foto, ele segura um retrato do seu pai, Jair Bolsonaro, com a faixa presidencial - SERGIO LIMA/AFP · SERGIO LIMA/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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